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Integração de funcionários às empresas

Com o advento da era da informação no início da década de 90 grandes transformações ocorreram, pois a evolução das tecnologias proporcionou agilidade no repasse das informações permitindo-nos fazer parte da chamada globalização.
Paralelamente a essa evolução ocorreram mudanças significativas no relacionamento entre empresa x empregado, onde as relações humanas passaram a ser priorizadas havendo a valorização do conhecimento e habilidades. Diante desse panorama o profissional de RH, juntamente com os empregadores, adotou uma nova abordagem junto a seus subordinados, a chamada Gestão de Pessoas, com o intuito de direcioná-los para o alcance dos objetivos, buscando a sua participação, cooperação e comprometimento junto à empresa. Ações como recrutamento e seleção ganharam maior relevância, visando não somente o preenchimento de um posto de trabalho. Atitudes como a pro atividade, flexibilidade e maturidade emocional passam a serem requisitos avaliados durante este processo, pois influenciam no relacionamento interpessoal dentro da empresa. Nesse novo contexto, algumas ferramentas administrativas passaram a ser utilizadas no intuito de auxiliar em todo o processo produtivo, uma delas é a Integração de Novos Funcionários dentro das organizações.
Integrar é tornar inteiro, completar. Integrar um novo funcionário dentro da empresa é inteirá-lo sobre a cultura, valores, ao ambiente, evidenciando informações importantes para esse novo colaborador, bem como o próprio treinamento na função para o qual foi contratado. A empresa por menor que seja tem a sua história e consequentemente a sua cultura, devendo ser valorizada e reconhecida pelos seus componentes, no intuito de fortalecê-la direcionando para o alcance dos objetivos estabelecidos.
O objetivo da integração é reduzir o tempo de adaptação e treinamento, proporcionar maior segurança na execução das atividades, estabelecer uma relação de confiança, auxiliando no relacionamento com os demais funcionários.

Os aspectos mais relevantes a serem abordados devem ser:
• Histórico da empresa: História da fundação, missão, valores, cultura; referenciar conquistas;
• Estrutura Organizacional: Organograma, quem se reporta a quem, onde ele se encontra neste organograma e a que ele deve se reportar;
• Expectativas: Salários, benefícios, normas da empresa, o que ele pode esperar da empresa e quais as expectativas da empresa em relação a sua contratação;
• Avaliações – Quando e como ocorrem e de que maneira serão realizadas, feedback;
• Apresentação da equipe e a função do novo colaborador – Neste estágio deve ser realizado pelo gestor da área solicitante ou um funcionário capacitado para tal no intuito de minimizar o impacto dos primeiros dias e facilitar o relacionamento com os demais funcionários.

O custo deste processo depende do grau de exigência da empresa, cada qual deverá capacitar o setor ou membro da equipe para que esteja apto a implantação do mesmo e quando necessário utilizar um material de apoio como um manual de integração com as principais informações da empresa, outros meios como a intranet, dinâmicas, vídeos institucionais, palestras entre outros. Muitas empresas não vêem esse processo como um investimento, apenas como custo, pois é difícil mensurar os resultados imediatamente, mas no decorrer do desenvolvimento das atividades percebe-se a segurança e a confiança nas tarefas do dia-a-dia que revelam a importância do processo.
A integração é necessária porque é um processo que busca o comprometimento do novo colaborador, visando demonstrar a importância da função que ele executará e de que forma isso contribuirá no alcance de metas. Esse processo valoriza a empresa, pois cabe aqui também referenciar as conquistas e acontecimentos que se somam a história e a formação da cultura, e ainda valoriza o recém contratado, pois agora ele faz parte desta equipe, conseqüentemente fortalece a empresa no mercado em que ela está inserida, buscando sempre atingir a meta de toda empresa que é o sucesso.

Nova call to action

Débora de Almeida da Silva – Formada em Turismo pela Unioeste – PR, e Pós-graduada em MBA de Gestão de Recursos Humanos pela Fatec de Curitiba-PR. Atualmente trabalha na área financeira de uma instituição de médio porte.

Por: Debora De

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