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Sumário

Desvendando a Inteligência Emocional: compreendendo e aplicando essa poderosa ferramenta

Como lidar com o stress gerado não somente no ambiente de trabalho, mas no dia a dia.

No mundo acelerado e muitas vezes estressante de hoje, a habilidade de entender e gerenciar emoções tornou-se mais crucial do que nunca. A Inteligência Emocional, um conceito que transcende a mera cognição intelectual, emerge como um elemento chave para o sucesso pessoal e profissional. 

Este artigo busca explorar as facetas multifacetadas da Inteligência Emocional, oferecendo um olhar aprofundado sobre como esse poderoso conjunto de habilidades afeta nossa vida cotidiana, nossas relações interpessoais e nossa capacidade de liderança.

Ao mergulhar nos cinco pilares fundamentais da Inteligência Emocional, revelaremos como o autoconhecimento, o autocontrole, a automotivação, a empatia e as habilidades sociais não são apenas conceitos abstratos, mas ferramentas práticas que podem ser desenvolvidas e aprimoradas para um bem-estar mais significativo e para relações humanas mais ricas e gratificantes.

O que é ter uma inteligência emocional? 

A primeira definição do termo Inteligência Emocional, foi formalmente definida através de Peter Salovey e John D. Mayer no artigo “Emocional Intelligence”, (1990), onde definiram a Inteligência Emocional como: “A capacidade de controlar as nossas próprias emoções e sentimentos e dos outros, para descriminar entre eles e usar essa informação para guiar o pensamento e as ações”, e mais tarde reformulada com novas atribuições (Mayer & Salovey, 1997, p. 15).

A capacidade de perceber acuradamente, de avaliar e de expressar; a capacidade de perceber e/ou gerar sentimentos quando eles facilitam o pensamento; a capacidade de compreender a emoção e o conhecimento emocional; e a capacidade de controlar emoções para promover o crescimento emocional e intelectual.

Hendrie D. Weisinger (1997, p. 14), define Inteligência Emocional como: “o uso inteligente das emoções – isto é, fazer intencionalmente com que suas emoções trabalhem a seu favor, usando-as como uma ajuda para ditar seu comportamento e seu raciocínio, de maneira a aperfeiçoar seus resultados”.

Já para Daniel Goleman, psicólogo PhD de Harvard, (1998, p. 337) diz que a inteligência emocional é a “capacidade de identificar nossos propios sentimentos e dos outros, de motivar a nós mesmos e de gerenciar bem as emoções dentro de nós e em nossos relacionamentos”.

Nota-se que inúmeras são as definições sobre o conceito, porém todas com atribuições semelhantes, traçadas pela mesma linha de pensamento, onde mostra que a inteligência emocional é nada mais que um conjunto de habilidade, que juntas proporcionam a capacidade de conhecer e perceber acuradamente as nossas próprias emoções, a capacidade de compreendê-las e se manter motivado, de avaliar e de expressar emoções; de harmonizar-se com as pessoas e controlar emoções para promover o crescimento emocional, intelectual e profissional.

Goleman (2007), afirma que a inteligência emocional é a competência mais importante na explicação do sucesso profissional, que o desenvolvimento das habilidades da Inteligência Emocional é cada vez mais importante para o sucesso e sobrevivência das empresas.

Quais são os 5 pilares da inteligência emocional?

Os cinco pilares da inteligência emocional, conforme popularizados por Daniel Goleman, são:

  1. Autoconhecimento Emocional: Refere-se à habilidade de sensibilidade e entende suas próprias emoções. Isso inclui a percepção de como suas emoções afetam seus pensamentos e comportamentos, e a capacidade de identificar seus sentimentos e as razões por trás deles.
  2. Autocontrole: Esta habilidade envolve gerenciamento eficaz de suas emoções e impulsos, mantendo-os em equilíbrio. Inclui a capacidade de lidar com emoções disruptivas ou inconvenientes de maneira saudável, sem permitir que elas ditem suas ações de forma negativa.
  3. Automotivação: Refere-se à capacidade de direcionar suas emoções para alcançar objetivos, mantendo uma atitude positiva mesmo diante de adversidades ou desafios. Isso inclui a habilidade de manter o foco e a persistência para cumprir objetivos de longo prazo.
  4. Empatia: Esta habilidade é a capacidade de entender e compartilhar os sentimentos dos outros. A empatia permite compreender melhor as necessidades e perspectivas alheias, facilitando a comunicação e o relacionamento interpessoal.
  5. Habilidades Sociais: Refere-se à capacidade de gerenciar relacionamentos e construir redes sociais, envolvendo habilidades como comunicação eficaz, liderança, capacidade de influenciar e inspirar os outros, e habilidade de resolver conflitos de maneira construtiva.

Estes cinco pilares são fundamentais para o desenvolvimento da inteligência emocional, permitindo que os indivíduos obtenham forma mais eficaz nas complexidades das interações sociais e pessoais. 

Como desenvolver a minha inteligência emocional?

Um programa para desenvolver a inteligência emocional de uma pessoa, precisa cumprir as seguintes etapas:

  • Relacionar as principais competências comportamentais desta pessoa em relação ao seu contexto, pessoal e profissional.
  • Fazer uma avaliação destes comportamentos, comparando o grau atual destas competências, com o grau desejável naquele contexto.
  • Executar um treinamento, em relação aos comportamentos pouco desenvolvidos, com ações práticas.
  • Controlar os resultados até conseguir atingir as metas pretendidas.
  • Depois de saber quais os pontos fortes e as limitações, a pessoa deve ser orientada a desenvolver as competências comportamentais que mais estão prejudicando seu desenvolvimento pessoal e profissional.

Habilidades como empatia, flexibilidade, espírito de liderança, poder de persuasão, motivação, comunicação e relacionamento interpessoal, entre outras, devem fazer parte do programa de desenvolvimento de sua Inteligência Emocional.

É preciso que a pessoa faça uma planilha com as competências que precisa desenvolver e aproveite todas as situações de sua vida pessoal e profissional para praticá-las.

Treinando, treinando, treinando a inteligência emocional

É como andar de bicicleta, é preciso praticar até tornar estas competências algo natural em sua vida. Se alguém tem dificuldade de falar em público, e esta competência é fundamental para o desenvolvimento de sua carreira, então será preciso praticar esta atividade até tornar-se espontânea.

Segundo pesquisas, o cérebro emocional aprende através de experiências repetidas. Portanto, depois de identificar seus pontos fracos, é preciso centrar forças neles até desenvolvê-los. É necessário enxergar as oportunidades do dia a dia para praticar suas competências em desenvolvimento.

Quem precisa desenvolver a Inteligência Emocional

Todas as pessoas se beneficiarão ao desenvolver sua Inteligência Emocional. Estudantes conseguirão melhor aproveitamento na escola. Jovens terão melhores condições de conseguir seu primeiro emprego, e construíram uma carreira de sucesso desde o início. 

Profissionais terão melhores oportunidades de crescimento e condições de assumir cargos de chefia. Chefes terão melhores condições de liderar suas equipes.

Enfim, a Inteligência Emocional poderá ser a diferença entre uma trajetória bem sucedida, com uma vida cheia de realizações, ou uma carreira medíocre.

Por isto, sugerimos a todas as pessoas: profissionais, estudantes, médicos, executivos e empresários, que busquem identificar seus pontos fortes e pontos fracos em relação à Inteligência Emocional, e desenvolvê-los da melhor forma possível. Lembre-se que nunca é tarde para o crescimento pessoal.

A Inteligência Emocional na Organização

Evidencia-se no mundo empresarial que a intensidade competitiva está levando organizações acomodadas a batalhar, reconsiderar estratégias tradicionais e intimidar líderes e colaboradores a desenvolverem novos produtos, novos métodos e novos processos.

Transformar incertezas em atitude competitiva exige habilidade e muito mais do que conhecimentos técnicos ou capacidade administrativa.

Esse diferencial reside no ser humano e é responsável por essas realizações. Para isso, porém, precisamos contar com pessoas que tenham suficiente autocontrole emocional, que seja capazes de dominar seus impulsos, tolerando frustrações, que sejam otimistas e mantenham a auto estima; pessoas capazes de entender as outras de modo empático e eficaz. Precisamos sim de indivíduos dotados de Inteligência Emocional.

No mundo atual, tão competitivo e detalhista, é indispensável conhecer o comportamento humano, em toda a sua complexidade. É preciso reconhecer atitudes racionais e emotivas e as necessidades básicas, tanto em nós como nos outros.

Entre as habilidades que utilizamos para isto estão o autoconhecimento, que permite manter a autocrítica, mesmo em meio à emoções mais turbulentas, saber ouvir atentamente o outro identificando as suas necessidades, suas intenções; observar os gestos, os riscos, a tosse, os movimentos faciais que podem revelar necessidades inconscientes.

Enfim, em qualquer área de atuação, o alcance do sucesso precisa trilhar caminhos como:
Ter coragem para assumir responsabilidades pelos seus atos, deixando de dizer: “As pessoas são ingratas”, “Se me dessem condições eles veriam todo o meu potencial”.


Conscientizar-se da forma como as pessoas “sabotam” suas próprias ações: adiando, repetindo, complicando, limitando-se, desanimando, duvidando, distraindo-se com o futuro ou o passado e, esquecendo do Presente.


Aprendendo a agir para alcançar o futuro e ser bem sucedido.

O Indivíduo Dotado de Inteligência Emocional

O conceito de inteligência é hoje muito abrangente e inclui a capacidade do ser humano de relacionar-se consigo e com os outros, expressar-se, automotivar-se, encarar as situações, atuar em equipes, etc. 

Foi fundamentado-e nesta gama de atitudes, estudos, observações e pesquisas variadas que o Psicólogo americano Daniel Goleman baseou seu livro “Inteligência Emocional”, afirmando que o indivíduo dotado de Inteligência Emocional pode ser identificado por ser capaz de:

  1. Autocontrole Emocional – abandonando estados de espíritos negativos e permitindo-se novas perspectivas.
  2. Controlar Seus Impulsos – tolerando frustrações e impedindo que pensamentos negativos ou preocupações excessivas prejudicam a capacidade de raciocínio.
  3. Ter Crenças Positivas – sobre os fatos da vida e enfrentar os desafios.
  4. Saber Interpretar os Canais Não Verbais da Comunicação – percebendo como o outro se sente.;
  5. Saber Controlar as Emoções em Outra Pessoa – coordenando os estados de espírito e marcando o início da sintonia no relacionamento interpessoal.
  6. Ter Adequada e Consciente Auto Estima.

A Inteligência Emocional e a Motivação

O trabalho mais difícil e, de muitas maneiras, o mais importante para a maioria dos administradores é manter as pessoas motivadas e produtivas.

Essa dificuldade provém de que o mundo é diferente. Algumas pessoas são altamente motivadas, pulando de tarefa em tarefa como se o mundo fosse acabar amanhã, cumprindo tudo e fazendo as coisas acontecerem. Outras não parecem nada motivadas, mal fazendo o mínimo requerido por sua função e, às vezes, nem isso.

Para entender por que as pessoas fazem o que fazem no trabalho, tem sido fonte de especulações intermináveis por parte dos teóricos e acadêmicos de empresas. Por isso, se faz necessário abordarmos as inúmeras Teorias da Motivação. A despeito disso, podemos utilizar duas fontes primárias para que isso aconteça no trabalho:

  • Motivação Intrínseca: vem das forças interiores de um indivíduo. Os exemplos incluem o orgulho de se executar bem um trabalho, a satisfação de se cumprir um prazo e a excitação pelo fato de ser parte de uma equipe com alto desempenho.
  • Motivação Extrínseca: vem das forças de fora do indivíduo. Exemplos positivos, abrangem receber bônus em dinheiro por fazer um bom trabalho específico em um projeto, ou ser reconhecido por seu chefe em uma reunião de pessoal. Exemplos negativos incluem receber uma reprimenda de seu chefe ou ser demitido.

Dessas duas fontes de motivação, a maioria das pessoas considera a intrínseca a mais forte. Portanto, enquadrar a pessoa na sua atividade e estabelecer para ela as metas realistas e atingíveis é muito importante. 

Agindo assim, eleva-se o poder da motivação intrínseca a cada uma das pessoas e conta-se menos com a motivação extrínseca para mantê-las engajadas com o que fazem.

Teorias do Conteúdo da Motivação

As teorias do conteúdo tem como foco os fatores específicos que estimulam, dirigem, sustentam e detêm o comportamento em indivíduos. Nessa essência, essas teorias respondem à questão:

“Quais necessidades específicas dos empregados causam motivação?

Teoria de Maslow

Abraham Malow organizou todas as necessidades humanas em 5 níveis diferentes, uma acima da outra, na forma de pirâmide. Segundo ele, o homem tenta satisfazer primeiro as suas necessidades básicas (fisiológicas) para depois começar a subir pela pirâmide e atingir o nível seguinte de necessidades e, assim por diante


Apesar desta teoria ser muito boa no papel, ela não se confirmou no verdadeiro mundo dos negócios. As pessoas seguem realmente a Hierarquia das Necessidades mas às vezes recuam. 

Além disso, podemos afirmar que, as necessidades básicas tornam-se menos importantes à medida que as pessoas as satisfazem, enquanto que as necessidades de ordem mais alta não declinam em importância ao serem satisfeitas – na verdade, sua importância pode até aumentar.

A aplicação prática do trabalho de Maslow aos negócios tem um influência bastante positiva na prática da administração, ajudando a perceber que as pessoas não são simplesmente máquinas que podem ser ligadas e desligadas, mas sim pessoas vivas com suas próprias necessidades e aspirações. 

E isto é algo que os administradores mesmo no presente, às vezes parecem esquecer.

Teoria de Herzberg

Para Frederick Herzberg, podemos classificar os fatores que influenciam o comportamento das pessoas em duas categorias:

Fatores de Manutenção

São fatores que se relacionam com o ambiente externo ao próprio emprego e incluem salário, ambiente de trabalho, estabilidade no emprego, política e administração da empresa, relacionamento com os companheiros e com os supervisores.

Eles influenciam diretamente o nível de insatisfação de uma pessoa com seu emprego. A ausência de fatores de manutenção suficientes pode levar à rotatividade de pessoal, a falta, exaustão e até mesmo sabotagem direta. 

Quando os fatores estão disponíveis em quantidade suficiente, aumentar a sua presença tem pouco ou nenhum impacto positivo na motivação.

Fatores de Motivação

Esses fatores relacionam-se com o emprego em si e incluem responsabilidade pessoal, realizações, desafios, avanços, crescimento profissional, reconhecimento e nível de interesse do trabalho em si. Influenciam diretamente o nível de satisfação de uma pessoa com seu trabalho. Quando são insuficientes, as pessoas se tornam menos motivadas; ao aumentarem, ficam mais motivadas.

Com isso, Herzberg mostrou que a satisfação e a insatisfação com o emprego estavam enraizadas em dois conjuntos completamente isolados dos fatores. Antes dessa teoria, achava-se que as pessoas eram, acima de tudo, motivadas pelo dinheiro. 

Percebe-se que a falta de dinheiro leva a insatisfação, mas possibilitar às pessoas crescimento profissional em seu trabalho, reconhecimento por um trabalho bem feito, responsabilidade e desafios levam o profissional à satisfação e, portanto, à motivação.

A Inteligência emocional no âmbito organizacional

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A inteligência emocional desempenha um papel fundamental no âmbito organizacional, influenciando diretamente a forma como os indivíduos interagem, colaboram e gerenciam suas emoções no ambiente de trabalho.

A capacidade de reconhecer e compreender as emoções próprias e dos outros permite aos profissionais lidar de maneira mais eficaz com situações desafiadoras e estressantes, promovendo um clima de trabalho mais harmonioso.

Além disso, a inteligência emocional facilita a comunicação interpessoal, a resolução de conflitos e a liderança inspiradora. Líderes e gestores que possuem um alto grau de inteligência emocional são capazes de motivar suas equipes, cultivar relacionamentos sólidos e tomar decisões mais informadas e equilibradas.

Portanto, investir no desenvolvimento da inteligência emocional dos colaboradores não apenas melhora o bem-estar no trabalho, mas também impulsiona o desempenho organizacional e a cultura positiva.

A importância da inteligência emocional no trabalho

Melburn McBroom era uma chefe autoritária, cujo mau gênio intimidava os que trabalhavam com ele. Essa faceta de sua personalidade não seria tão significativa caso ele trabalhasse num escritório ou fábrica. Mas acontece que McBroom era piloto de uma companhia aérea.

Em 1978, o avião de McBroom aproximava-se de Portland, Oregon, quando percebeu que havia um problema no trem de aterrissagem. Executou um procedimento padrão, circulando o campo de pouso em grande altitude, enquanto tentava resolver o problema do mecanismo.

Enquanto se fixava no trem de aterrissagem, os medidores de combustível andavam rapidamente para o nível zero. Como os co-pilotos tinham muito medo das reações dele, mesmo antevendo a tragédia, ficaram calados. O avião caiu, matando dez pessoas.

A história desse acidente hoje é contada, à guisa de advertência, em treinamento de segurança dado a pilotos de companhias aéreas. Oitenta por cento dos acidentes aéreos são devidos a erros que poderiam ter sido evitados se a tripulação trabalhasse de forma mais harmônica.

O trabalho em equipe, a existência de canais abertos de comunicação, a cooperatividade, o saber escutar e dizer o que se pensa – rudimentos de inteligência social – são agora enfatizados aos pilotos em treinamento, juntamente com as habilidades técnicas que deles são exigidas. (GOLEMAN, 1995)

Essa citação de Goleman retrata o comportamento emocional da maioria dos líderes. Dentro desse contexto, surge a IE, como suporte de aquisição de novos conhecimentos. 

A IE refere-se à capacidade de identificar nossos próprios sentimentos e os dos outros, de motivar a nós mesmos e de gerenciar bem as emoções dentro de nós e em nossos relacionamentos.

Inteligência Emocional: diferencial competitivo no mercado corporativo

Quando falamos de inteligência emocional, estamos falando de como podemos agir de forma mais inteligente, sendo essa inteligência ligada diretamente a nossa percepção de escolha, no aspecto das nossas emoções.

Uma vez que nos permitimos conhecer a si, ou como agimos nas diversas situações da nossa vida, estamos nos permitindo sermos um pouco inteligentes emocionalmente.

Visto que nossos comportamentos estão ligados diretamente às nossas emoções e essas aos nossos pensamentos.

Conhecer as emoções também faz parte desse estudo, pois são através delas que sentimos e aceleramos nossos pensamentos a atuarem na maneira que nos comportamos no nosso meio social, seja em casa, no trabalho, com os amigos, familiares, etc.

Esses comportamentos, uma vez percebidos pelo meio, nos retratam quem somos para os outros, e que nem sempre nos reconhecemos neles.

O comportamento humano através do estudo da inteligência emocional nos apresenta como o comportamento pode ser modificado, uma vez que percebido, trabalhado, podendo se tornar um hábito.

A mudança dos comportamentos, é um dos principais objetivos ao estudar o tema. Isso porque uma vez que qualquer mudança gera desconforto, mas que algumas vezes se fazem necessárias. 

Principalmente nas diversas mudanças de eras que vivemos, quem se utiliza dessa ferramenta poderosa, com certeza sairá na frente em todos os aspectos da vida, sendo visto como um indivíduo diferenciado no meio onde todos se comportam de forma igual, e acreditam que podem fazer a diferença.

Como ter inteligência emocional em épocas turbulentas?

Você já sentiu irritação ou raiva alguma vez? Você observa que há muita tensão no trânsito, nas filas, no ambiente de trabalho? Percebe que há muita violência no Mundo?

Se suas respostas foram afirmativas você irá se interessar pelas próximas linhas.

Muitas pessoas acham que a raiva é uma emoção negativa. Porém, esta emoção é parte integrante da experiência humana e pode ser trabalhada a nosso favor. Lidar com pessoas irritadas em nossa sociedade está se tornando cada vez mais desafiador. 

Há dias que parece que a raiva nos rodeia em casa, no trabalho, nas estradas e em eventos desportivos. É fácil ser contaminado por um ambiente onde a raiva está presente, com trocas de alfinetadas infindáveis, o que geralmente perturba a todos e não resolve o problema.

A raiva é uma emoção poderosa. Ela pode variar de irritação leve a raiva intensa. Vem acompanhada de mudanças biológicas em seu corpo. Quando você fica com raiva, há um aumento dos batimentos cardíacos e da pressão sanguínea e os hormônios do estresse são liberados. Isto pode causar tremores, suor quente. 

Você pode perder o controle e experimentar uma variedade de outros sintomas desconfortáveis.

Quando as pessoas sentem raiva, elas, frequentemente, se comportam de maneira agressiva. Comportamentos raivosos incluem: gritar, jogar coisas, criticar, ignorar, atacar e, às vezes, se retirar e não fazer nada.

A raiva pode levar à violência se não for devidamente controlada. Algumas pessoas usam a raiva como desculpa para serem abusivas em relação aos outros. A violência e o comportamento abusivo dão poder e controle sobre o outro através da intimidação.

Por que ficamos com raiva?

A raiva é frequentemente associada à frustração. As coisas nem sempre acontecem da maneira que queremos e as pessoas nem sempre se comportam da maneira como nós pensamos que elas deveriam. A raiva é geralmente associada a outras emoções negativas ou é uma resposta a elas. 

Você pode estar se sentindo magoado, assustado, decepcionado, preocupado, constrangido ou frustrado, e pode expressar esses sentimentos como raiva. A raiva também pode ser resultado de mal-entendidos ou falta de comunicação entre as pessoas.

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Homens e mulheres, geralmente, administram e expressam a raiva de maneiras diferentes. Com os homens, a raiva pode ser a emoção primária, visto que muitos homens acreditam que a raiva é a emoção mais legítima de expressar seu poder e masculinidade. 

Muitas vezes os homens têm mais dificuldade para expressar os sentimentos por trás da ira, como mágoa, tristeza ou sofrimento. Para as mulheres, o inverso pode muitas vezes ser verdade – a raiva fica afogada em lágrimas.

Quando a raiva é um problema?

A raiva se torna um problema quando ela cria dificuldades para você na esfera dos relacionamentos, no seu trabalho, prejudicando sua saúde, sua vida ou gerando problemas com a lei. A raiva também é um problema quando as outras pessoas ao seu redor estão com medo, mágoa ou sentem que não podem falar com você ou discordar de você.

Respire, inspire e não pire! Aprenda a gerenciar a raiva.

Gerenciar esta emoção é reconhecê-la quando ela se manifesta e responder de uma maneira saudável e socialmente apropriada. É um processo que resulta em um aumento do nível de energia, relacionamentos fortalecidos, melhora a saúde mental e física, e aprimora a autoestima.

Aprender a administrar a raiva não é algo que ocorre num piscar de olhos. É um longo percurso a ser percorrido, mas lembre-se: “Não é para ser fácil, é para valer a pena!”

Algumas dicas para relaxar e conseguir apaziguar o turbilhão de emoções:

  • respire fundo;
  • dê uma pausa;
  • busque soluções;
  • aconselhe-se;
  • exercite-se;
  • mude de cenário;
  • perdoe;
  • ria de si mesmo;
  • conte até 10;
  • pense antes de responder;
  • ouça música;
  • use um saco de pancada.

7 perguntas que podem medir a sua inteligência emocional

Para ajudar profissionais de RH e candidatos, o especialista propõe 7 perguntas decisivas para medir essa competência num processo seletivo. O questionário não esgota as possibilidades de avaliação e pode ser adaptado. Confira a seguir:

1. O que mais incomoda você nas outras pessoas?


Deutschendorf sugere que a pergunta seja direcionada para o ambiente profissional, isto é, que o candidato fale sobre chefes, subordinados ou colegas de trabalho que o irritavam em seu emprego anterior.

A resposta contará muito sobre como você percebe e julga o comportamento das outras pessoas. Ao descrever como tentou conviver de forma pacífica com quem o incomoda, você ainda dará pistas sobre como entende o efeito do seu próprio comportamento sobre os demais.

2. Como foi um dia na sua vida em que tudo deu errado?


Não basta responder com um longo relato de uma jornada difícil. É preciso falar sobre o impacto dos acontecimentos sobre as suas emoções e, sobretudo, como você lidou com o caos e a frustração.

Você se martirizou por causa dos problemas e culpou os outros? Ou você se concentrou em procurar soluções? O objetivo desta pergunta é avaliar os mecanismos de resiliência do candidato, isto é, seu jogo de cintura diante de situações incertas e imprevisíveis.

3. Pense num colega de trabalho que virou seu amigo. Por que vocês se dão tão bem?


Quem nunca ouviu o ditado “Diz-me com quem andas e te direi quem és”? De fato, os relacionamentos interpessoais que construímos dizem muito sobre nossa forma de ser. Mas também há muita informação por trás da nossa própria percepção dessas relações.

Ao fazer essa pergunta, o recrutador pode identificar como o candidato se enxerga e o que valoriza nas outras pessoas. Quem descreve um relacionamento baseado no bom humor – a não ser que ele seja sarcástico ou agressivo – ganha pontos na visão de Deutschendorf.

4. O que você poderia ensinar às outras pessoas?


Sim, esta pergunta é bastante vaga e aberta. Mas justamente por isso ela pode suscitar reações tão reveladoras. O headhunter deve prestar atenção aos detalhes: como a pessoa usa expressões faciais, tom de voz e linguagem corporal para transmitir uma ideia ou conceito?

“Um candidato inteligente emocional assumirá a responsabilidade de se fazer compreender”, escreve o especialista no site da Fast Company. “A oportunidade de compartilhar seu conhecimento é empolgante para ele, não o induz ao estresse e exige habilidades de comunicação que esta pessoa adora exercitar”.

5. Pense numa pessoa que você admira. Por que ela é digna do seu respeito?


A ideia aqui é identificar os seus modelos de comportamento. O objeto do seu fascínio é uma pessoa extrovertida ou reservada? Trata-se de alguém com pensamento estratégico ou movido por suas intuições?

Não há resposta certa ou errada. Em alguns casos, o candidato falará sobre alguém com quem ele se identifica pessoalmente; em outros, mencionará uma pessoa que possui exatamente as características que lhe faltam. 

A resposta será ainda mais rica se incluir o que o entrevistado acha que tem em comum com a pessoa de que gosta – e também quais defeitos enxerga nela, apesar de sua admiração.

6. Do que você sente mais orgulho em sua vida? Por quê?

Esta questão permite avaliar a imagem que você faz de si mesmo, e também a importância que atribui ao julgamento alheio para o seu bem-estar.

Deutschendorf chama a atenção para um detalhe especialmente sintomático: o candidato dá crédito a outras pessoas pelas suas realizações ou descreve a si mesmo como um “herói” autossuficiente? Às vezes as conquistas são realmente individuais, afirma ele, mas pessoas com inteligência emocional não ignoram a importância do apoio de familiares, amigos e colegas para seu sucesso.

7. Se tivesse a sua própria empresa, que tipo de pessoa contrataria e por quê?


A pergunta permite avaliar as qualidades que você valoriza em outros profissionais, bem como a sua própria forma de se relacionar em equipe.

Variáveis ligadas à inteligência emocional poderão ser medidas no modo como o profissional descreve seus métodos favoritos de trabalho em grupo, os tipos de personalidade que mais o atraem e seu estilo de liderança, diz Deutschendorf.

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Conclusão

Ao aprimorarmos nossa Inteligência Emocional, abrimos portas para uma comunicação mais eficaz, relações mais saudáveis ​​e uma maior compreensão de nós mesmos e dos outros. Isso não só enriquece nossa experiência de vida, mas também nos equipa para enfrentar adversidades e desafios com maior resiliência e adaptabilidade.

Portanto, seja no âmbito pessoal ou profissional, investir no desenvolvimento da Inteligência Emocional é investir no nosso futuro. É um caminho contínuo de autoaperfeiçoamento que promete não apenas melhorar nossa interação com o mundo ao nosso redor, mas também enriquecer profundamente nossa compreensão interna e nossa jornada pela vida.

desenvolvimento e treinamento de pessoas
Formado em Estatística pela Universidade Federal de Minas Gerais e com Especialização em Design Thinking pela University of California e formação em Inovação, também com formação em Empreendedorismo pela Stanford University. Conta com visão estratégica e experiência profissional em tecnologia e gestão de produtos. É o único brasileiro a figurar na ‘Top 50 CEOS de SaaS 2022’. Organizada pela Software Report, a lista reconhece os líderes de empresas mais transformadoras e impactantes do setor.
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