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Lidando Com As Patologias Organizacionais

Atualmente se fala tanto que as organizações estão ficando humanizadas que resolvi usar uma metáfora e escrever um artigo ligando uma empresa ao corpo humano.

Inicialmente é importante destacar que o cuidado com a saúde deve ocorrer deste o momento da concepção. Mas… e se não cuidou antes? Calma, não há motivos para desespero: comece a cuidar a partir de agora.

Recomendo que você faça uma avaliação e busque informações sobre quais as “vacinas” que a empresa já tomou. Procure descobrir, por exemplo, se ela está vacinada contra alguns males, evitando assim as patologias organizacionais.

Algumas delas são bem comuns, como a Síndrome-do-chefe-todo-poderoso (#), também conhecido como onipotente-prepotente. Facilmente eliminada ou controlada com doses regulares de vitamina C (“C” de capacitação).

Tem também a DTE – Déficit do trabalho em equipe (#) que não pode ser curada com apenas um medicamento; requer um complexo vitamínico, pois se sabe que se for usado apenas um elemento, a recuperação, se acontecer, será demorada.

E o que falar do Mal da falta de motivação crônica (#)? Esse é curado apenas com uma boa alimentação. Aliás, o gestor deve alimentar a sua equipe diariamente. O grande problema deste mal é que, se não tratado, vai contaminar toda a empresa.

Essas são bem simples, mas outras já são mais complexas e exigem mais investimentos, como a entropia, que é bem séria. Mas que mal é esse? Entropia, da mesma maneira como aconteceu com o termo resiliência, originou-se na física e, de uma maneira bem simplista, significa que há desperdício podendo gerar a deterioração do corpo (no caso, a empresa).

Significa que há um desequilíbrio entre o que se tem e o está sendo ou poderia aproveitado. Por exemplo, uma empresa faz todo um processo seletivo, contrata um colaborador, investe na capacitação dele, mas não faz nenhuma ação de retenção de talentos e perde esse profissional para a concorrência. Esse é um típico caso de entropia do tipo instantânea.

Há também a entropia estantânea (não estranhe a grafia: é assim mesmo que é se escreve). Observe essa situação: a empresa faz um grande investimento com a aquisição de um novo programa de gestão de pessoas. Ao começar a usar, os usuários vão percebendo que ele, o programa, é muito complexo e difícil de carregar as informações. Pouco a pouco, as pessoas vão deixando de utilizá-lo, até que ele fique totalmente esquecido, sem uso. Ou seja, mais um desequilíbrio entre o que foi investido e os resultados apresentados, mas, neste caso, o desperdício não foi sentido de imediato.

Você teria condições de detectar e relacionar alguns casos destes ou outros na empresa onde atua? O que estaria acontecendo por aí? Posso dar algumas sugestões? O que você me diz sobre o planejamento estratégico da sua empresa? Foco no resultado? Excesso de conformismo ou falta de criatividade?

Há algo mais sério ainda? Claro que há e a lista é bem grande, e atinge empresas de todos os tamanhos e dos mais variados segmentos.

Assim, ao relacionar os sintomas, você estará criando condições para elaborar um diagnóstico. E com ele, a busca de alternativas para a cura.

E claro que, tal qual as nossas avós que não eram especialistas, mas indicavam algumas soluções caseiras, você também pode apresentar alguma solução doméstica para as “doenças” da empresa. Mas, e se caso já for crítico? Vale a pena arriscar algum medicamento? Sem um conhecimento adequado, pode ser receitado um medicamento tão amargo quanto ineficaz. E o que é pior: pode fortalecer o agente causador do mal.

Por isso é importante procurar a ajuda de um profissional. Não apenas depois que o fato já está consagrado, mas antes que o mal se instale. Faça um check up da sua empresa com um profissional competente e que não resuma tudo a uma virose.

Em todo lugar e a qualquer momento: saúde é tudo!

Pratique bons hábitos e seja saudavelmente feliz! Pense nisso.

Ah, sim, me deixe explicar uma coisa: todas aquelas patologias marcadas com (#) foram criadas por mim. Logo, não há qualquer cunho científico ou real naquelas citações.

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