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LIDERANÇA: Engajamento e Comprometimento

LIDERANÇA
Engajamento e comprometimento
RESUMO
O Exercício da liderança se faz em meio a diversas contradições e paradoxos da sociedade e é uma atividade que deve ser realizada com entusiasmo e comprometimento, mas no cenário atual é comum observarmos muitas vezes líderes desmotivados, desanimados e desencorajados e consequentemente equipes com as mesmas características de seus lideres. Com base nessas informações, o presente artigo busca identificar motivos que levam a falta de engajamento e comprometimento de profissionais que atuam como lideranças dentro das organizações.

Palavras-Chave: Liderança, Líder, Engajamento, Comprometimento, Gestão de Pessoas.

ABSTRACT

Nova call to action

The exercise of leadership is done in the midst of many contradictions and paradoxes of society and is an activity that must be performed with enthusiasm and commitment but in the current scenario is common to find leaders often unmotivated, discouraged formed and consequently discouraged and teams with characteristics of their leaders. Based on this information, this article seeks to identify reasons why the lack of engagement and commitment of professionals who act as leaders within organizations.

Keywords: Leadership, Leader, Engagement, Commitment, People Management

1. INTRODUÇÃO
Ao falarmos de Liderança as pessoas sentem-se estimuladas querendo saber como é formado um líder. Administradores de todos os níveis em todos os setores interessam – se por essa questão. Assim é possível que a resposta proporcione melhora no desempenho da organização e no sucesso das carreiras pessoais. Felizmente, a liderança pode ser ensinada e aprendida. A liderança parece ser a convocação de habilidades possuídas por uma maioria, mas utilizada por uma minoria. Sendo algo que pode ser aprendido por qualquer pessoa, ensinado a todos.
Um líder apresenta influência sobre muitas pessoas, ele estimula e influencia os outros a atingir metas. Geralmente quanto mais influente o líder maior o número de seus seguidores. Mas é comum encontrarmos gestores que apenas exercem o “poder”, mas não a liderança, ou seja, não estão liderando a equipe inserida no contexto organizacional.
É comum encontrarmos muitos desses “lideres” desestimulando equipes, pois não dão exemplos e nem mostram entusiasmos a realizarem seus trabalhos. Com bases nessas obersavações é que o presente artigo busca identificar motivos que levam a falta de engajamento e comprometimento de profissionais que atuam como lideranças dentro das organizações. Pois saber exercer autoridade, além de ser um grande papel de liderança, transcende ações que além da excelência empresarial configuram competência, habilidade e valorização do talento humano. A influência de um líder é muito mais do que um requisito de competência dentro de uma organização, visto que quando falamos de eficácia, não podemos deixar de apresentar características como: tomada de decisões, flexibilidade, bom relacionamento e cordialidade.

2. LIDERANÇA: CONCEITO E DEFINIÇÕES
Ao longo dos anos, diversas pesquisas têm enfocado o tema Liderança, buscando conceituar esse fenômeno; relacionar características e habilidades presentes nas pessoas que se destacam como líderes; diferenciar estilos comportamentais, valorizar aspectos situacionais, enfim, ressaltar as diferentes variáveis que podem intervir nesse processo.
Em 1976, a partir de uma síntese de vários conceitos, a liderança foi definida como o processo de exercer influência sobre um indivíduo ou um grupo, em uma dada situação, nos esforços para a consecução de objetivos comuns. (HERSEY P, BLANCHARD 1976).
Motta (1998) ressalta que numa perspectiva contemporânea, há uma concordância em que a liderança seja um fenômeno grupal e que envolve um sistema de influência social de um indivíduo sobre os demais; e, ainda, ser um processo coletivo, compartilhado entre os elementos de um grupo.
Liderança é o processo pelo qual um indivíduo influencia outros a realizar os objetivos desejados. Dentro da organização de uma empresa, o processo de liderança tem a forma de um gerente que influencia os subordinados a realizarem os objetivos definidos pela alta gerência. Existem dois tipos diferentes de liderança em qualquer organização: aqueles que são definidos, ou líderes formais, e aqueles que agem como líderes de maneira informal. Embora diferentes, ambos os tipos exercem comportamentos de liderança para influenciar os outros. (LARA; LUCCA, PIVA, 2000)
Rodrigues (2010) cita alguns aspectos que comumente encontramos em diversos líderes:
O que as pessoas observam em um líder;

– Competência no que faz: um líder precisa ser competente na sua área. Isso não quer dizer que ele tem que ser o melhor operador ou o melhor vendedor. Mas tem que ter visão ampla da área, passar confiança de que conhece a operação tanto no específico como no contexto geral.
– Ambição positiva: um líder quer mais, busca mais e as pessoas querem ir no vácuo. Portanto, líderes devem buscar seu crescimento e o de sua equipe.
– Seriedade pessoal e profissional: os líderes devem dar exemplo de seriedade, honestidade e transparência de princípios, tanto na vida profissional como na social. As pessoas acompanham o que acontece com seus líderes e sabem o que se passa na vida deles muito mais do que se imagina. Existe uma autoridade moral a ser conquistada e mantida e isso passa seguramente por esse item. (RODRIGUES, 2010)

O que o líder transmite à sua volta;

– Crença no que ele diz e faz: um líder passa confiança em seus atos e suas palavras, na medida em que põe em prática o que diz. Se ele é competente, ambicioso e sério, irá transmitir essa crença.
– Direção: mesmo quando não está dando ordens diretamente, um líder está transmitindo direção. Ele é o timoeiro e as pessoas vão segui-lo, fazer as coisas que irão se encaixar direta ou indiretamente nos planos gerais e isso, muitas vezes, é até inconsciente nos indivíduos.
– Esperança de melhoria: é o conceito do “Estou com ele, estou bem”. Bons líderes transmitem uma sensação de conforto, segurança, aliada sempre a uma expectativa até inconsciente de que as coisas irão melhorar. (RODRIGUES, 2010)
É relevante ressaltar que Liderança é algo que se conquista e para muitas pessoas, há um esforço a ser feito, uma vez que precisarão modificar muitas coisas na vida. Isso significa que o candidato à líder deve se perguntar: “Eu quero isso?”.
O verdadeiro líder acredita nesses aspectos e os internaliza de forma natural e as pessoas à sua volta percebem isso. A artificialidade e a superficialidade nessas práticas podem dar margem a uma interpretação de falsidade e arrogância, e isso não é nada bom se queremos cultivar uma imagem de liderança. Então, é preciso internalizar, acreditar e assumir a postura verdadeiramente. Isso não significa, entretanto, que as pessoas irão passar a reconhecer o indivíduo como líder num piscar de olhos. É preciso paciência. O reconhecimento é uma conseqüência. (RODRIGUES, 2010)

3. LIDERANÇA: ENGAJAMENTO E COMPROMETIMENTO
Os grandes líderes do mercado precisam de características condizentes a um mundo globalizado, que busca a iniciativa, o desempenho de boas práticas e a necessidade de influência sobre seus liderados. Líderes engajados vestem a camisa da empresa. Acreditam que seu trabalho interfere diretamente em toda a cadeia de negócio da organização, gerando frutos e retorno direto. Logo a equipe que observa as atitudes deste líder inicia um processo de tomada decisões e escolhe melhores ações para desenvolver não apenas o próprio trabalho bem feito, mas sim contribuir para que o todo faça da melhor maneira possível. (PAULA, 2010)
Este espírito de engajamento é criado quando líderes aproveitam o sentimento de comprometimento de sua equipe, e os direcionam. Aplicar o comprometimento de maneira que ele foque no crescente desenvolvimento da organização, ao mesmo tempo conscientizando a todos dos objetivos e resultados. Assim os retornos financeiros e inclusive de qualidade no trabalho serão claros. (PAULA, 2010)
Neste contexto a comunicação tem papel fundamental de engajar o público interno.

Pode-se trabalhar a liderança de forma positiva, ajudando na manutenção do comprometimento dos funcionários. Ações de interação com a organização, endomarketing, reconhecimento e partipação de funcionários, como também fornecer informações verídicas, atualizadas e estratégicas, aquecem o espírito engajador.

Um dos grandes desafios do líder é demonstrar entusiasmo naquilo que ele faz e nas conquistas da equipe. Mas nem sempre encontramos líderes engajados e motivados para liderar uma equipe. Não são raras as vezes que encontramos líderes desanimados ou que não reconhece o progresso de sua equipe, não inspira os outros e nem comemora os resultados logo deixará de ser exemplo para seus liderados.

É importante ele entender que liderar não é mandar as pessoas fazerem as coisas, mas sair na frente servindo de exemplo e de norte para sua equipe. O líder antigo era o vaqueiro, que tocava a boiada. O líder do século 21 é o pastor, que caminha à frente do rebanho. Liderar hoje é um trabalho que envolve muita emoção, sentimentos e consideração para com as pessoas. (PERSONA, 2010)

Portanto ao nos depararmos com situações em que líder não está nem um pouco engajado muito menos comprometido com grupo ou com a tarefa que lhe foi imposta, é comum nos perguntarmos o que será que está por traz dessas atitudes.
A primeira pergunta que será feita é se realmente esse líder aceitou ser um líder. Se a resposta for negativa, encontraremos facilmente uma compreensão para a pergunta geradora do debate. No entanto se resposta for positiva. Será uma pouco mais delicada a compreensão. Mas encontraremos uma resposta na palavra desmotivação, pois todos os dias, a desmotivação gerada por problemas pessoais afeta diretamente o rendimento do líder e consequentemente a sua equipe. (SOUZA, 2008)
Os problemas são de diversos tipos e proporções, que aliados ao stress do dia-a-dia, fazem com que os profissionais fiquem abaixo dos seus rendimentos e não consigam alcançar as metas. Entre esses problemas podemos destacar alguns, que já são tratados pelas empresas, mas outros que as organizações ainda não tomam posição.

Alguns deles estão destacados abaixo, segundo Souza (2008):
Problemas financeiros – algumas empresas já se preocupam com essa área da vida pessoal de seus colaboradores e de sua liderança, para auxiliar são oferecidos empréstimos consignados, cartilhas explicativas de como utilizar bem o dinheiro, palestras de como organizar a saúde financeira e planejamento da renda familiar, etc. Sabemos o quanto esse problema pode afetar o comprometimento do colaborador com as suas metas profissionais.
Problemas de saúde – esse é um outro problema que é encarado por diversas empresas, além de assistência médica para o colaborador e para os seus familiares, muitas empresas mantêm programas ergonômicos e de saúde ocupacional, para minimizar os problemas causas por stress e esforços repetitivos, mas é importante a liderança ficar atenta, ao menor sinal de um problema de saúde é necessário dar apoio ao colaborador e deixar claro que a posição da empresa é privilegiar a saúde de sua equipe.
É importante que o Líder não deixe de cuidar da sua saúde e da saúde seus colaboradores, pessoas doentes não conseguem produzir e atingir suas metas.
Por incrível que pareça, apesar de ser um problema comum, as empresas e organizações em geral costumam não se atentar para isso, as separações, as brigas pela guarda dos filhos, etc., são momentos complicados para os colaboradores. (SOUZA, 2008)
Sabemos que é muito difícil atuar nessa situação, mas imprescindível que haja atenção, confiança, por esse profissional. Quanto mais houver a liberdade de tratar de diversos assuntos com a gerência ou a própria instituição inclusive falar sobre relacionamentos, será possível ajudar a resolver muitos problemas e evitar muitos outros. Mesmo que em determinados assuntos não seja possível intervir diretamente, é possível encontra uma forma de indireta de auxiliar. Pode ser quem em determinados casos seja necessário à ajuda de especialistas.
Souza (2008) relacionou alguns problemas enfrentados, seja pela liderança e em geral toda a equipe de colaboradores, mas com certeza existem muito mais problemas e dificuldade, mas que poder ser solucionados quando a interesse no ser humano que presta serviços dentro da organização.
Não deixar uma pessoa seja ela o líder o não, sozinha nos momentos difíceis, lembrando que é nesses momentos que eles mais precisam de apoio para enfrentar as adversidades que a vida lhes impõe, mas que podem afetar os resultados e a busca em atingir a metas da empresa e de sua equipe. Se houver auxilio nesses momentos difíceis, com certeza o líder jamais vai esquecer de quem realmente lhe estendeu a mão, quando ele mais precisava.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Um líder não é aquele possui seguidores, e apresenta diversas características que muitas pessoas imitam ou admiram. Um líder é aquele que está sempre comprometidos e engajados com os projetos que aceita para sua vida, seja ela profissional ou pessoal. Mas isso não significa que estas pessoas, também não tenham seus momentos difíceis em que desanimam e se demostivam. Por isso de devemos nos preocupar em formar líderes capazes de liderar suas instituições e caminharmos para um novo formato de liderança onde não haverá um grande líder mas sim vários líderes nas mais diversas áreas de atuação.
Mas para isso temos o desafio de cuidar dos nossos líder e na apenas forma –los. Ele deve estar sempre colocando em questão os processos para fazer com que cada um dê o máximo de si. O líder deve ter também um espírito pioneiro, para experimentar novos caminhos, encorajar a inovação e também apoiar pessoas que lhes tragam boas idéias.
Entretanto, devemos nos preocupar e estar atento com as pessoas que estão a frente na liderança, pois muitos encontram – se demostivados e demonstram pouco interesses em realizar o bom andamento de suas tarefas, pois alguns dele encontram – se no lugar errado, e não gostam de ser líderes e não sabem e nem se interessam em aprender a liderar uma equipe. No entanto temos também muitos líderes desmotivados, por uma série de fatores, problemas, pessoais, financeiros e até de saúde. Por isso a organizações tem de estar atentas para não perderem estes profissionais. Acreditamos que as mesmas podem criar meios de auxiliar esses profissionais a encontrarem novas formas de se tornarem profissionais comprometidos e engajados naquilo que lhes foi dirigido.

REFERÊNCIAS
HERSEY P, BLANCHARD KH. Psicologia para administradores de empresas. São Paulo (SP): EPU/MEC; 1976
LARA L. L.; LUCCA, R. F.; PIVA S. R. (2000) Liderança e Motivação no Ambiente Organizacional. Disponível em: < http://www.maurolaruccia.adm.br/trabalhos/lider1.htm> . Acesso em 24 jan. 2011
MOTTA PR. Gestão contemporânea: a ciência e a arte de ser dirigente. 9ª ed. Rio de Janeiro (RJ): Record; 1998
PAULA D. G. (2010) Comprometimento X Engajamento. Disponível em: < http://moveup-casper.blogspot.com/2010/06/comprometimento-x-engajamento.html> . Acesso em 22 jan. 2011
PERSONA, M. (2010) COMO EXERCER A LIDERANÇA EFICAZDisponível em: . Acesso em 30 jan. 2011
RODRIGUEZ, E. (2010) Liderança: uma abordagem prática Disponível em: < http://www.rh.com.br/Portal/Lideranca/Artigo/6860/lideranca-uma-abordagem-pratica.html> . Acesso em 22 jan. 2011
SOUZA W. (2008). Demotivação: Odesafio do Líder . Disponível em: < http://www.ogerente.com.br/novo/colunas_ler.php?canal=10&canallocal=33&canalsub2=107&id=1307> . Acesso em 29 jan. 2011

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[…] Certamente essa não é a melhor opção. Bem sabemos que pessoas são complexas, e o perigo é olhar e agir como se fossem simples. O pulo do gato é entender que é possível alargar esse caminho, assim todos caberão nele e conseguirão olhar na mesma direção em prol daquilo que faz sentido para o grupo/equipe/empresa. Diferente de controlar, penso em orientar e entender. […]