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Liderança e empatia

Trabalhar com pessoas é trabalhar com o incerto, cada um traz consigo padrões de comportamentos gerados desde a sua infância e que faz daquele ser único e imprevisível.

Chiavenato define liderança como uma influência interpessoal exercida em uma situação e direcionada para a realização de um ou mais objetivos. Não necessariamente acontece em organizações com fins lucrativos, mas também em qualquer relação que envolva os conceitos de poder e autoridade e que mude o comportamento das pessoas. Em suma , liderar é conhecer a motivação humana e conduzir as pessoas. (CHIAVENATO, 2011. p.307.)
Porém a forma de gerir pessoas tem mudado, com isso faz-se necessário novas formas de se pensar essa relação de influência que acompanhe as transições do presente século.

Rock (2006), atribui as mudanças a fatores como a natureza mutável do trabalho, empregados cada vez mais instruídos, as necessidades de gerações futuras e o ritmo das mudanças. O autor fala sobre a forma de trabalho voltada para os processos, instaurados no século XIX e metade do século XX, com o advento da eletricidade e da mecanização, os esforços físicos passaram a ser menos usados.

Nova call to action

Nos períodos em que predominava a gestão dos processos, o importante era martelar e arar, a produtividade era medida pelos esforços físicos observáveis. No final do século XX os trabalhadores começaram a exercer funções como inserir dados, preencher papéis, operar máquinas, consequência dos processos de informatização. Com tantas mudanças os gerentes agora são pagos para pensar e com as novas exigências as ferramentas usadas para geris processos já não atendem a demanda. O desenvolvimento pessoal passou a fazer parte das necessidades das chamadas gerações X e Y , que não sobrevivem apenas com comando e controle, os novo modelos de liderança precisam de uma gestão que os desenvolva e que aperfeiçoe seu pensamento para que os objetivos pessoais e profissionais sejam alcançados. (ROCK, 2006. p.1-10.).

A empatia é um sentimento que influência diretamente nas relações entre o líder e o liderado. Goleman (2012) apresenta três tipos de empatia, a primeira a empatia cognitiva, as pessoas que possuem esta empatia, conseguem colocar as coisas de forma que os outros entendam. Em seguida a empatia emocional associada as pessoas que normalmente são bons conselheiros, professores, gestores e líderes, por último a preocupação empática, de sentir de fato o que o outro sente e se dispor para ajudá-lo.

Goleman e Boyatzi (2011), em sua recente pesquisa sobre o que acontece no cérebro quando as pessoas se interagem, enfatizam que o líder eficaz é aquele que explora o sistema de interconexões cerebrais através do seu próprio comportamento.
O conceito de neurônios-espelhos está associado a sua comunicação dos sentimentos, movimentos, emoções e intenções. Tanto a percepção , a intenção e emoções são espelhadas. A empatia e a ausência dela são percebidas e reproduzidas de certa forma por seus liderados. (Spíndola, 2014, p. 136).

O gestor possui mais essa ferramenta interna ao lidar com as pessoas. O líder a procura da excelência da sua equipe, além de exigir , deverá fazê-lo mas proporcionando um bom clima. É incontestável os conhecimentos teóricos, mas lidar com pessoas exige do líder a adaptação e mudanças comportamentais necessárias para o alcance dos resultados que precisa, ao educar suas emoções para transformar seu comportamento, o gestor irá desenvolver a consciência do tipo de mudança comportamental que deseja ver em sua equipe.

REFERÊNCIAS

CHIAVENATO, Idalberto. Administração: teoria, processo e prática. Rio de Janeiro. Elsiever, 2011.

BOYATZI, Richard.; GOLEMAN, Daniel. Inteligência social e a biologia da liderança. Disponível em: http://hbrbr.com.br/inteligencia-social-e-a-biologia-da-lideranca/. Acesso em: 10 de Abril de 2016.

ROCK, David. Liderança Tranquila. Não diga aos outros o que fazer. Ensine-os a pensar. Rio de Janeiro. Elsiever, 2006.

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