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Biscoito no LinkedIn pode esfarelar a sua imagem profissional

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Quem não gosta de biscoito, não é mesmo? Essa guloseima deliciosa, que costuma ser chamada de bolacha em algumas regiões do Brasil, combina com todas as ocasiões. Para os mais jovens, além do doce, o termo biscoito ganhou outro significado nas redes sociais. Você pode até não conhecer a terminologia da web, mas, provavelmente, tem entre os seus amigos virtuais um verdadeiro “biscoiteiro”, ou seja, aquela pessoa que posta conteúdos buscando aprovação e elogio dos seguidores, seja no LinkedIn, Instagram, entre outros.

Quer um exemplo mais claro? Simples. Uma adolescente que publica uma foto toda produzida e, na legenda, acaba dizendo que está feia. Os comentários aproveitam para elogiar a beleza da jovem e, consequentemente, massagear seu ego. Se no Instagram o hábito parece inofensivo – e até mesmo infantil –, a prática também está cada vez mais comum no LinkedIn. Nesse caso, os “biscoiteiros” precisam ficar mais atentos.

Nova call to action

Em uma rede voltada para uma discussão corporativa, com foco em carreira e novos negócios, as postagens que propõem uma autopromoção vazia deixam de cumprir o seu papel de conforto à autoestima para se transformarem em uma certa imagem de insegurança. Os “biscoiteiros” profissionais podem surgir das mais diversas formas, sejam pelos posts falando sobre seus desafios e desenvolvimentos recentes – sem listar efetivamente nenhum exemplo – ou até mesmo aquele membro do departamento comercial que tem certos exageros na descrição de seu cargo, normalmente fechando com um “sales management”.

Não pretendo virar um consultor de etiqueta do LinkedIn alheio, longe disso. Minha proposta é apenas lembrar que, muitas vezes, do outro lado da tela está um recrutador especialista em comportamento humano, avaliando a sua trajetória e postura profissional, e que a busca por um biscoito pouco nutritivo pode não ser engolida como você esperava.

Por que você posta nas redes sociais?

Essa é uma pergunta que pode, e deveria, ser feita em todas as redes sociais, porém, no LinkedIn, ela ganha ainda mais importância. Publicações que não têm um propósito claro de engajar ou aprofundar em um tema relevante, podem sim jogar contra a imagem do profissional. Além disso, exageros nas descrições das funções ou habilidades também podem soar pedantes.

Nesse cenário, a grande questão que fica é como fazer um perfil atraente, para se destacar entre os 15 milhões de desempregados, sem cair nas armadilhas do egocentrismo? Há duas palavras que podem ajudar bastante nesse quesito: profundidade e autoridade.

Antes de publicar algo, é fundamental estudar sobre o tema, compreender qual é o objetivo e tentar prever a possível percepção desse futuro material. Na maioria das vezes, as melhores publicações no LinkedIn surgem de fora da rede social, como uma participação sua em uma entrevista jornalística ou até mesmo a produção de um comentário, relevante, sobre o assunto do momento.

Além disso, uma das opções para buscar essa imersão no conteúdo proposto pode ser a substituição do post tradicional por um artigo mais completo, onde é possível, inclusive, trabalhar as habilidades textuais. O importante é não ficar na superfície e nadar em um ambiente seleto e bem mais rico.

Para quem não é da área de comunicação, pensar em todos esses aspectos de pré-postagem pode parecer um desafio. E realmente o é. Porém, quem não sabe como desenvolver um bom material pode encontrar a solução por meio de duas saídas. A primeira é a busca por cursos específicos para marketing pessoal ou acompanhamento de carreira. Resposta mais rápida: estude a ferramenta e aprenda a fazer sua promoção. Infelizmente, não são todos que têm disponibilidade de passar pelo processo, então, nesse caso, o melhor é apostar na segunda, ou seja, buscar uma equipe para conceituar e contextualizar o conteúdo.

Independentemente do caminho escolhido, a lição que fica é sempre a mesma: biscoitos são gostosos, mas não alimentam.

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