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Marketing Do “buxixo”

Estamos vivendo uma verdadeira revolução no
marketing. A verdade é que velhas fórmulas de comunicação com o mercado
cansaram o consumidor de tal forma que os “marketeiros” precisam inventar
coisas “novas” para sair desse impasse. As agências de publicidade estão
perdendo recursos e clientes. Ninguém agüenta mais a mesmice de anúncios
coloridos em páginas duplas na revista de maior circulação. Ou um comercial
de 30 segundos no horário nobre da televisão. É tudo muito caro e a percepção
do anunciante e do cliente é que a relação custo-benefício é muito baixa.
Assim, os investimentos migram para os pontos-de-venda e mais ainda para o
treinamento, desenvolvimento e motivação dos funcionários das empresas.
Garantindo a sua empregabilidade, a empresa terá funcionários melhores, mais
felizes, mais comprometidos com o sucesso de seus clientes e a empresa ganhará
mais. Muito mais do que fazendo milionárias campanhas de mídia, afirmam muitos
empresários e anunciantes. Daí a migração de recursos que está havendo nas
empresas – da propaganda para a área de RH, endomarketing, incentivos, etc.

Na busca de uma saída, aparece como a grande “novidade” do momento o
chamado “Marketing do ‘Boca-a-Boca’” ou em inglês “buzz” que em
tradução livre para o português significa “buxixo” ou mesmo “tititi”
como querem alguns. A ordem é criar buxixo fazendo com que nosso cliente –
surpreso, encantado e satisfeito – saia propalando aos quatro ventos as
maravilhas de nossa empresa, de nossa marca, de nossos produtos.

Métodos, técnicas, estratégias para criar um “buxixo” não faltam. Não
importa a origem do buxixo. O que vale é o “tititi” sobre minha empresa,
minha marca. O que vale é o “boca-a-boca” dos clientes, do povo, do
consumidor, falando de meu produto e marca o tempo todo, criando fatos novos.
Será assim que a empresa venderá hoje. Será assim que a marca terá clientes
fidelizados amanhã. É assim o “novo” marketing.

A grande novidade é que esse “buxixo” pode ser criado hoje instantaneamente
pela internet. Uma situação irreal e imaginária pode transformar-se num
grande buxixo e instantaneamente ser comentado por milhões de pessoas no mundo
inteiro. O buxixo pode ser criado por uma forma intrigante de comunicação que
desperte a curiosidade, o inusitado, o segredo. Grandes ações podem ser
criadas e fatos (não necessariamente verdadeiros) propalados para gerar nas
pessoas esse apelo de comentar, de falar, de discutir um tema relativo a um
produto ou uma marca.

Mas, sem dúvida, o maior buxixo, o melhor tititi é aquele verdadeiro. É o
boca-a-boca que nosso cliente faz, transformando-se, espontaneamente, em nosso
vendedor ativo. Mas lembre-se que ele só se transformará em nosso vendedor
ativo se estiver surpreso, encantado e satisfeito com nossos produtos e serviços.

Nesta Semana, pense nisso. Tenha o melhor produto, preste o melhor serviço e
você estará criando o maior “buxixo”.

Boa Semana. Sucesso!

Luis A. Marins Filho
Antropólogo. Estudou Antropologia na Austrália (Macquarie University) e na
Universidade de São Paulo (USP);

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