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Melhores Práticas em RH – Inovação

inovação

A palavra Inovação tem tirado o sono de profissionais de diversas áreas, inclusive de Recursos Humanos (ou Gestão de Pessoas, se preferir).

Com o avanço tecnológico dos últimos 10 anos, este termo leva a pensar em novos aplicativos, sistemas de informação, grandes mudanças de cultura, grandes investimentos e um sem fim de conhecimento. Claro que tudo isto ajuda no processo, mas o fator principal não é tecnológico, é humano. É comportamental, são competências que podem ser desenvolvidas com treino e estudo, garantem muitos estudiosos.

Nova call to action

Em nossa experiência com os cursos para profissionais de recursos humanos, ouvimos diversas vezes: “Acho tudo muito legal, mas na minha empresa não tem espaço nem recursos financeiros para implementar isto.” É a desistência que muitas vezes confirma aquilo em que a pessoa se acostumou a acreditar e que leva ao fracasso. Gera um círculo negativo, onde o RH não aparece e não mostra seus resultados.

Neste texto, pretendemos demonstrar que pode ser mais simples do que você pensa e é possível ter inovação sem despender tanta energia e recursos. Um termo dos anos 80 pode nos ajudar a entender melhor esta questão e apontar algumas opções para inovarmos com os recursos que temos no momento presente: Melhoria Contínua.

“Melhoria Contínua é uma prática adotada por diversas empresas que visa atingir, ininterruptamente, resultados cada vez melhores – sejam eles nos produtos e serviços da empresa, ou então em seus processos internos. Ela pode ser atingida através de diversas metodologias e boas práticas organizacionais. Durante as últimas décadas, especialmente a partir dos anos 1980 e 1990, o termo “melhoria contínua” passou a ser um mantra na maioria das organizações. Isso decorre, principalmente, do aumento da competição global entre as empresas, que forçou a geração de mais valor aos clientes de forma cada vez mais onerosa.” (Conceito wiki).

Pensando nisto, veja esta listinha de competências:

  • Automotivação e iniciativa;
  • Inteligência emocional;
  • Capacidade para trabalhar em equipe;
  • Adaptabilidade;
  • Ética;
  • Gestão de conhecimento;
  • Capacidade para solucionar problemas;
  • Intraempreendedorismo.

Podemos dizer que o desenvolvimento das competências desta lista poderá ajudar qualquer profissional, a tornar-se inovador. Elas não dispensam o estudo formal, aperfeiçoamento, leitura e conhecimento sobre negócios, mas são um passo importante para atingir resultados com inovação, em qualquer porte de empresa.

Vamos citar um exemplo:

“Cristina atua na empresa há 5 anos, entrou como Menor Aprendiz, depois foi efetivada como assistente de departamento pessoal. Neste período, continuou estudando e se aperfeiçoando e aquela que parecia uma empresa incrível no começo, foi se mostrando rígida e burocrática, não reconhecendo a importância do trabalho do RH ou de qualquer outra área. Era uma empresa bem sucedida e com muitos anos de mercado, por isto o medo da mudança era grande. (Em time que está ganhando não se mexe? Sabe, né?).”

Será possível inovar em um ambiente pouco favorável como este?

“Cristina buscou estudar sobre comportamento humano, indicadores de RH, marketing, negociação e gestão de projetos e resolveu arriscar: apresentou um projeto simples de endomarketing para o diretor/fundador da empresa. Ela diagnosticou que o índice de rotatividade era alto em comparação com outras empresas do ramo e que empresa vinha perdendo talentos importantes, que levavam consigo conhecimento e experiência. Os índices de absenteísmo e presenteísmo também eram altos. Os custos com recrutamento, seleção, treinamento e rescisões não paravam de crescer. Claro que tudo isto estava impactando nos resultados financeiros da empresa, perda de clientes, desperdícios, entre tantos outros problemas.”

“Com estes números em mãos e metas simples de melhoria para um certo período, fez a proposta do projeto, que gerou interesse no gestor e como o investimento era pequeno, ele concordou com a implantação de algumas práticas (Desde que não afetasse o resultado das rotinas dela… rsrsr)

Comemorar mensalmente com um café da manhã especial, os aniversariantes do mês. E fez, uma mini confraternização na empresa mesmo, no começo do último dia do mês, com direito a lembrancinha, bolo e parabéns! Com a repercussão positiva da ação, dentro e fora da empresa (Fotos compartilhadas nas redes sociais dos colaboradores e da empresa, pelo pessoal do Marketing), além da melhoria do clima na empresa, logo o Gestor entendeu que era uma oportunidade de estreitar o relacionamento com os colaboradores, então começou a participar destes encontros mensais, oportunidade em que sempre falava algo positivo e de reconhecimento (Temas sugeridos por quem? Cristina, claro!”

Criar um grupo de estudo, onde as reuniões seriam mensais, abertas a todos os colaboradores, com o Método Cumbuca. No começo Cristina teve bastante trabalho para fazer o grupo ‘virar’, mas em pouco tempo as pessoas entenderam que não era nenhuma “pegadinha”, nem perda de tempo e as sugestões de temas começaram a chegar. E tornaram o grupo uma fonte de conhecimento e estímulo ao estudo.

Fazer convênios com escolas e universidades: negociar descontos para os colaboradores que desejassem estudar, simplesmente fazendo este meio-campo, de divulgar internamente, sem investimento direto da empresa. Foi um sucesso e logo haviam colaboradores finalizando ensino médio, outros iniciando uma graduação, pós-graduação ou ainda fazendo cursos livres de aperfeiçoamento.”
Estas foram as primeiras ações inovadoras de Cristina, que transformaram os resultados da empresa em pouco tempo e claro, Cristina foi promovida a Analista de RH e agora tinha uma equipe para dar suporte ao departamento pessoal e às outras atividades.

Melhoria contínua ou inovação?

O que ela fez foi olhar para a situação e ver o que era possível melhorar e este é o pensamento básico da Melhoria Contínua, ou Inovação: O que posso melhorar hoje, nesta semana, neste mês?

Cada empresa tem sua realidade, cabe ao RH analisar de forma adequada e ver o que é possível melhorar, pode ser um processo básico, ou mais amplo, como o Recrutamento e Seleção por exemplo, ou a Integração, ou Avaliação de Desempenho, tem tanta coisa que é possível fazer, independente do porte ou ramo da empresa.

Para finalizar, tão importante quanto o diagnóstico das fontes dos problemas, indicadores, planejamento e execução, o RH precisa demonstrar os resultados destas ações, de forma sistemática e contínua, para poder avançar e contar cada vez mais com o apoio da gestão e dos outros setores da empresa.

E você, como tem inovado em seu RH?

Conte pra gente nos comentários. Um Abraço e Sucesso!

Silvana Ferreira

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