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Mentiras no currículo: saiba como a falta de transparência impacta a carreira

mentiras no currículo

“As mentiras são provisórias, com estragos sempre definitivos”. A frase do cronista gaúcho Fabrício Carpinejar nos convida a refletir sobre o impacto das inverdades na trajetória profissional.

Aliás, as mentiras costumam causar danos quando usadas no currículo, por exemplo. Inclusive, a falta de transparência é um fator de exclusão em um processo seletivo. Além de provocarem impactos na carreira. 

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Neste artigo, listaremos as mentiras mais comuns que os candidatos costumam incluir no currículo enquanto buscam uma vaga de emprego. Se você é analista de RH, esteja preparado para identificá-las, mesmo em 1º de abril. 

Origem do Dia da Mentira

A versão mais popular para a data diz que, na França do século 16, a chegada do Ano Novo era festejada durante uma semana, de 25 de março a 1º de abril. Mas em 1564, motivado pela adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX determinou que o Ano Novo fosse comemorado em 1º de janeiro. 

Algumas pessoas não se acostumaram com a nova data e muitas se opuseram à mudança. Por isso, os cidadãos contrários à ideia viravam alvo de chacotas, eram convidados para festas que não existiam, recebiam presentes estranhos e caíam em diversas “pegadinhas”. 

Essas pessoas eram chamadas “bobos de abril”. Desde então, a “brincadeira” correu o mundo e o 1º de abril tornou-se o Dia da Mentira. 

Trazendo o tema para a gestão de pessoas, reforçamos quanto a transparência é importante nas relações profissionais. A mentira nunca é bem-vinda, principalmente em currículos

Principais mentiras que os candidatos incluem no currículo

O setor de Recursos Humanos está atento ao que os candidatos “contam” ao se apresentarem nas empresas.

Uma pesquisa realizada pela empresa de recrutamento e seleção Heach Recursos Humanos aponta que, além de não serem novidade, as mentiras no currículo aumentaram durante a pandemia da Covid-19. 

Em 2020, a Heach analisou 750 candidatos e descobriu que 61% dos currículos tinham algum tipo de adulteração. No ano anterior, o mesmo estudo constatou que 42% dos candidatos incluíam inverdades em suas apresentações. Confira as mentiras mais comuns. 

Nível de idioma

Atualmente, dominar um segundo (ou terceiro) idioma é um pré-requisito indispensável em muitas vagas. Mas superestimar a habilidade em outra língua pode ser um verdadeiro “tiro no pé”. Afinal, esse tipo de mentira é detectada pelos recrutadores. Seja cobrando um certificado, seja aplicando a entrevista no idioma cuja fluência foi sinalizada no currículo

Formações ou cursos não concluídos

Muitos candidatos costumam inflar o currículo incluindo cursos ou formações iniciadas, porém não concluídas. Essa estratégia é péssima, pois a intenção clara de citar soft skills para dar um upgrade na carreira é descoberta como uma mentira. 

Se não há comprovação de ter concluído cursos de graduação, extensão ou qualificação, o melhor é não mencioná-los. Os recrutadores conseguem checar facilmente se esse tipo de informação é verdadeira. 

Datas de contratação e desligamento

Talvez seja uma das mentiras mais comuns em currículos: adulteração de datas. As razões são muitas. Alguns candidatos sentem-se constrangidos quando o tempo de empresa foi muito curto, pois acreditam que isso pode representar fracasso na função. 

Outros temem que longos períodos fora do mercado denotem descompromisso ou falta de capacidade na recolocação. Nesse sentido, alterar datas de admissão e demissão parece um tipo de mentira “sem importância”. 

Pelo contrário, a imagem do candidato fica seriamente prejudicada e representa uma das inverdades mais condenadas pelos recrutadores. O ideal é incluir datas reais e explicar, durante a entrevista de emprego, as razões das lacunas ou das experiências de trabalho muito rápidas. 

Conclusão

Como você pode perceber, os recrutadores conhecem as principais mentiras incluídas nos currículos. Além disso, elas podem atrapalhar, e muito, a carreira e a reputação dos profissionais. 

Ainda que a pandemia seja fator para o aumento do desemprego e para a falta de oportunidades, a sinceridade é a competência mais valorizada em um candidato. 

Isso porque, o mercado busca profissionais comprometidos que busquem construir suas carreiras pautadas na credibilidade. 

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