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Mês do Trabalho “Tecnológico”: adaptação ao cenário atual, ensinamentos e perspectivas

* Luciano Beraldo, gerente sênior da área de notebooks da Samsung Brasil

Marcado pelo Dia do Trabalho (01), o mês de maio é um símbolo no calendário nacional, em que profissionais relembram conquistas trabalhistas. Neste ano, porém, este período está diferente, com muitas pessoas trabalhando remotamente de casa. Este cenário atípico, naturalmente, provoca uma série de reflexões. E a tecnologia é ponto focal deste debate permeado por questionamentos pessoais e coletivos, atuando como facilitadora e sendo o principal componente para os meios de adaptação do mercado.

Ágeis, intuitivos e facilmente encontrados, os recursos tecnológicos, seja um equipamento ou um aplicativo, encurtaram caminhos e conectaram pessoas. Reuniões em salas espaçosas, com os companheiros de equipe sentados lado a lado, deram lugar a um número bem maior de chamadas por videoconferência. Uma apresentação formal, em muitos casos, foi substituída por um e-mail detalhado e um arquivo compartilhado na nuvem. E as conversas de alinhamento entre colegas, assim como os momentos de descontração, passaram a ser praticamente em sua totalidade por mensagem de texto ou áudio.

Nova call to action

O notebook, peça que já era fundamental para assegurar a produtividade no ambiente corporativo, ganhou ainda mais destaque durante este período de trabalho em casa, sendo o ponto de convergência de variados tipos de soluções. Em algumas áreas, inclusive, é a ferramenta que proporciona a continuidade do desempenho da profissão. O setor educacional é um dos mais nítidos exemplos através da expansão do Ensino a Distância (EAD), com professores dando aula por videoconferência a alunos de diferentes faixas etárias, desde crianças na pré-escola até adultos na universidade.

Intrinsecamente conectada ao universo de desenvolvimento tecnológico, os canais de televisão, fontes historicamente primordiais de informação dos brasileiros, também desenvolveram alternativas para manter programas ao vivo. Se há poucas semanas era indispensável a presença de apresentadores no estúdio, agora é possível realizar debates com os profissionais conectados cada um de sua casa,  posicionados em frente as câmeras dos notebooks e interagindo fluidamente. Desta maneira, dois elementos fundamentais do ambiente jornalístico são preservados: a argumentação em tempo real e a informação ao vivo.

O exemplo de maior alcance, contudo, talvez não venha do ambiente corporativo tradicional, e sim da indústria do entretenimento. Artistas acostumados a realizar performances para milhares de pessoas em estádios, casas de shows, parques e até mesmo autódromos, passaram a cantar de suas casas, diante de plateias que superam até 2 milhões de pessoas conectadas simultaneamente em frente ao notebook, smartphone ou televisão. Aqui, o notebook não é só um meio para desfrutar do momento de lazer, como também é um equipamento essencial no sistema de transmissão, permitindo a interação com os fãs e auxiliando na distribuição das imagens captadas pelas câmeras utilizadas no local.

As alternativas encontradas por diferentes setores do mercado, como educação, comunicação e entretenimento, rompem paradigmas do mundo corporativo e reforçam a possibilidade de modernização de algumas práticas. Em outros casos, mostram novos caminhos a serem explorados e aperfeiçoados a partir da tecnologia.

Valores humanos, como criatividade, empatia e resiliência, além da nossa incrível capacidade de adaptação, são as peças-chave que compõe este processo de transformação. E a tecnologia tem cumprido um papel catalisador, sendo o elo entre as pessoas e as novas práticas trabalhistas.

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