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Meu filho universitário – será que sim ou será que não?

Os pais possuem muitas preocupações vinculadas à formação de seus filhos. Hoje a violência, estudos, sexualidade, drogas, amizades e, agora, a tecnologia, são pontos de muita atenção para os pais. Ainda surgem as preocupações com aspectos biológicos, hormonais, sociais e com as atitudes dos adolescentes.

Com a chegada dos filhos ao Ensino Médio surge mais um ponto de tensão: o vestibular e, consequente, a decisão sobre a futura profissão. Os jovens se preocupam com o futuro profissional e os pais com os projetos de vida dos filhos e com o retorno que tantos anos de estudo vão gerar, além de desejarem saber onde é que vai levar os investimentos feitos por tanto tempo.

São tantos os desafios que os pais vão atrás de fórmulas que possam potencializar a preparação, no ponto de visita deles, para a futura vida, ou melhor, para o mundo do trabalho. Entenda-se o “mundo do trabalho” como sendo a profissão e suas diversas formas de atuação: empregado, empregador, empreendedor, investidor e profissional liberal.

Os pais entendem que colocar seus filhos nas escolas “fortes” ou de ensino “puxado” pode ser um indicativo de sucesso no vestibular. Além disso, fazem enormes investimentos em curso de informática, curso pré-vestibular, curso de inglês e tudo mais que, eles acreditam, possa auxiliar a preparação do filho para um futuro sucesso profissional.

Porém, mesmo com todas essas ações e altos investimentos, nem sempre as coisas saem como se quer ou se sonha; os jovens adotam atitudes muito diferentes daquelas que os pais, muitas vezes, esperam. Eles desistem do curso superior, abandonam as universidades, e fazem isso mais de uma vez, em diferentes cursos e universidades, sem qualquer problema ou remorso.

Como exemplo, vou citar a Universidade de São Paulo (USP), onde a evasão, segundo recente pesquisa, está ente 40% e 50% dos estudantes, e a USP é uma das universidades mais procuradas do Brasil.

Outros dados dão conta que em universidades públicas como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em entrevista realizada, 25% a 30% dos universitários disseram que iniciaram e abandonaram pelo menos um curso superior.

Tudo isso é relevante e alarmante se levarmos em consideração os quase 7,3 milhões de estudantes universitários que estão em atividade hoje no Brasil.

Não sei se isso fará sentido para você, mas se fizer, quero que façamos uma reflexão sobre o tempo que foi gasto e todo o dinheiro investido, que pode ter sido jogado fora.

Minha pergunta final é a seguinte: o que é que poderia ser feito para que isso não acontecesse? E eu já respondo: continua comigo porque vamos, juntos, responder essa e outras perguntas que vão surgir, com certeza!

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