Artigos

Millennials e a preocupação com o mercado de trabalho

Um millennial assume, em média, um cargo de liderança aos 30 anos de idade, de acordo com um estudo de 2018 do Harvard Business Review, que classificou esta geração – que já representa cerca de 50% da força de trabalho mundial – como a mais qualificada e tecnológica da história. Com a certeza de que nada deste grupo etário, que compreende aqueles nascidos até o início dos anos 2000, se assemelha aos anteriores, um dado brasileiro do Relatório Lacunas de Habilidade divulgado pela Udemy no início deste ano sal7ta aos olhos: esses jovens entram no mercado de trabalho sentindo falta de habilidades relacionadas às competências interpessoais, as chamadas soft skills, como gestão de tempo, comunicação e inteligência emocional.

O perigo está no fato de que habilidades profissionais como essas são essenciais para o mercado de trabalho cada vez mais competitivo que se desenha atualmente, não só no Brasil mas em todo o mundo. Talvez, esse temor dos millennials de não estarem preparados para o mercado de trabalho tenha a ver com o fato deste grupo ainda não ter tanta experiência profissional assim. Por se tratar de uma geração mais nova, que saiu da faculdade há pouco tempo e só agora está entrando no mercado de trabalho, é compreensível eles demonstrarem maior preocupação com esta lacuna (96% dos millennials que responderam à pesquisa disseram reconhecer um déficit de habilidades no mercado de trabalho) e como isto impacta o mercado de trabalho brasileiro.

Esta defasagem se deve a vários fatores, desde uma educação tradicional limitada – além da dificuldade em transmitir conteúdo, o sistema educacional brasileiro não trabalha o desenvolvimento dessas “habilidades brandas” – até uma renovação constante de conhecimentos empregados no campo profissional. Mas um bom sinal é que, para além dos profissionais brasileiros terem ciência desta lacuna, eles estão se esforçando para diminuir este gap. Com as possibilidades de aprendizado de hoje e a aptidão digital natural desta geração, eles também se colocam como os mais preparados a adquirir o conhecimento necessário.

Nova call to action

O estudo da Udemy deixa claro que a prática da atualização contínua de conhecimentos é fundamental para se manter a par do mercado e, mais ainda, para compor a força de trabalho do futuro, em profissões que só agora estão surgindo e se consolidando. Este aprendizado contínuo, também chamado de “lifelong learning”, vai garantir que o profissional não apenas se mantenha empregado mas também consiga progredir ao longo da carreira. Por isso, aliar a aprendizagem com cursos online e outros tipos de formações mais tradicionais é o melhor caminho a ser seguido pelos trabalhadores, sejam os de hoje ou os de amanhã.

Por: Sergio Agudo

Sergio Agudo é o Country Manager da Udemy para o Brasil, maior marketplace global de ensino e aprendizagem, com mais de 130 mil cursos ministrados por 50 mil instrutores em mais de 60 idiomas. Ele e sua equipe são responsáveis ​​por trazer uma experiência única para estudantes e instrutores de língua portuguesa. Sergio tem desenvolvido o mercado brasileiro na Udemy desde 2015 - primeiro na sede, em San Francisco, e desde 2018 no escritório de São Paulo - e, antes disso, trabalhou na Visa, American Express e em startups nos Estados Unidos. Ele se formou em Administração de Empresas pela FGV-EAESP e obteve seu MBA na Thunderbird School of Global Management, nos EUA.

Deixe um comentário

avatar
  Subscribe  
Notify of