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Sumário

Modelo japonês de administração: conheça as principais vantagens

Descubra os benefícios de sistemas como o TPS para sua empresa!

Você já ouviu falar sobre o modelo japonês de administração? Neste texto, falaremos mais sobre o assunto, mostrando vantagens e diferenciais deste tipo de gestão.

Então, se deseja saber mais, continue a leitura e tire todas as suas dúvidas sobre o tema!

O começo do modelo japonês de administração

Do início do século XX até aproximadamente a metade dos anos 70, o mundo das organizações foi dominado pelos conceitos e técnicas disseminadas com a expansão das empresas americanas e europeias, as mesmas eram baseadas nos conceitos de Taylor e Ford (MAXIMIANO, 2000).

Mas, a partir da segunda metade dos anos 70, começaram a tornar-se conhecidas palavras e nomes vindos do Japão, aos poucos o mecanicismo foi cedendo lugar para a busca de qualidade total, administração participativa, conhecimento e informação (MAXIMIANO, 2000).

Portanto, no final do século XX, o modelo japonês, uma versão sensivelmente melhorada das técnicas e proposições ocidentais sobre a administração, tornou-se um modelo universal, e um dos principais pilares que sustentam a competitividade na economia global (MAXIMIANO, 2000).

Desse modo, após a Segunda Guerra Mundial, o Japão se encontrava em uma imensa desvantagem industrial e financeira, devido a um ataque frustrado ao seu maior rival econômico, os EUA. O que desencadeou um desespero total da nação Japonesa, que por sua vez passou a desenvolver a filosofia de eliminação total de desperdício e promover melhoramento contínuo no chão de fábrica, tendo como idealista o engenheiro Taiichi Ohno.

Dessa forma, suas características básicas são: Just in Time, Kanban, Muda e Kaizen. Tendo como principal objetivo reconstruir todo o continente Oriental se tornando uma das maiores potências econômicas, incomodando a soberania dos Estados Unidos.

Conheça o sistema Toytota de Produção (TPS)

Entenda como funciona o modelo japonês de administração em empresas!

Gerenciamento que prioriza as necessidades dos clientes, reduzindo o prazo, mas com qualidade alta e baixo custo, favorecendo assim, a segurança e o moral dos seus colaboradores, envolvendo, desse modo, não só o trabalho em si, mas todas as etapas e processos produtivos da corporação.

O TPS, emergido recentemente para Sistema de Produção Enxuta (do inglês “lean”), sigla criada no final da década de 80 pelos pesquisadores IMVP (International Motor Vehicle Program), programa de pesquisa ligado a MIT, definição de um sistema de produção muito eficiente, flexível, ágil e inovador do que o sistema de produção em massa, inclusive preparado para enfrentar as constantes mudanças de mercado.

Eliminação de desperdício

Sem dúvidas, o que Toyota e Ohon visavam e observavam como precaução na fábrica para perda de dinheiro, era o desperdício. Portanto, para eles a melhor forma de conseguir o máximo de produtividade com lucro certo e enfrentar os diversos fatores da instabilidade, era eliminação do mesmo: o desperdício.


Desse modo, os desperdícios foram classificados pelos japoneses como sete tipos principais:
1. Tempo perdido em conserto ou refugo;
2. Produção além do volume necessário, ou antes, do necessário;
3. Operações desnecessárias no processo de manufatura;
4. Transporte;
5. Estoque;
6. Movimento humano;
7. Espera.

Técnicas essenciais para eliminar desperdício

Primeiramente, a eliminação de desperdício consiste naquilo que somente é consumido, evitando despesas consideradas inúteis. Baseado nisso, o Sistema Toyota aplicava três técnicas para diminuir o desperdício das fábricas.

1. Racionalização da Força de Trabalho – O líder tinha a função principal de coordenar e organizar o trabalho coletivamente com o objetivo de executar suas tarefas da melhor maneira possível.

2. Just In Time – Significa reduzir o mínimo de tempo de fabricação e os estoques armazenados. Tudo é feito de acordo com a linha e a demanda da produção. De uma forma mais clara, um produto que é vendido e logo coloca-se outro, é a chamada reposição de mercadorias. Assim a Toyota diminui o também o de seus fornecedores.

3. Produção Flexível – A fabricação de produtos em pequenos lotes de acordo com as necessidades e encomendas de todos os clientes. Dessa forma, os próprios funcionários recebiam treinamentos constantes a cada 3 minutos dependendo da utilização e manutenção necessária de cada máquina.

Fabricação com qualidade

Saiba mais sobre o modelo japonês de administração!

De fato, o primeiro país a adquirir o gerenciamento da qualidade dos seus serviços e produtos foi o Japão o (GQT) que em português significa Gestão da Qualidade Total, que deu surgimento no tempo do toytismos no Japão onde aplicou na organização novas técnicas para consegui r estabiliza e economizar no pós –guerra, pois os japoneses devido os efeitos de bombas da Segunda Guerra Mundial, estavam todos destruídos moralmente e fisicamente.

Dessa forma, a gestão de qualidade em uma instituição está em busca de total sucesso e eficiência, e a valorização e satisfação do cliente sempre em primeiro lugar, uma das características mais importante da Qualidade de serviços do toyotismo é a flexibilidade da produção para a demanda do mercado que cada vez mais fica exigente.

Desse modo, as indústrias japonesas investem cada vez mais na qualificação dos seus funcionários para que eles obtenham melhores desempenhos, disponibilizando para os seus colaboradores cursos, palestras e treinamentos para todas as áreas das empresas buscou esse aperfeiçoamento em todos desde o departamento de Recursos Humanos até o chão de fábrica.
Portanto, para garantir uma gestão de qualidade, as empresas visam alguns diferenciais, como:

  • Busca na melhoria na valorização e respeito do trabalhador;
  • No Japão um dia de trabalho não poderia passar se não houvesse melhoria em qualquer parte da empresa eles tinham isso como principal filosofia;
  • Integração com todos os funcionários de todos os setores para manter um ambiente saudável e menos desagradável e discriminatório entre os colaboradores da empresa;
  • A satisfação do cliente era o principal objetivo em todo o processo desde a produção á vendas.

Correção de defeitos

De fato, o objetivo principal é identificar a correção dos defeitos e suas causa e consequentemente em busca estornar as causas de cada defeito. E se subdivide em componentes:

Fazer certo sempre na primeira vez

Isso torna o operário a principal peça para o controle de qualidade, pois ele que vai inspecionara confecção dos seus produtos.

Consertar os erros em suas fundamentais causas

Os funcionários receberam a liberdade da Toyota para pararem a fábrica quando encontrassem problemas que não conseguissem resolver. No entanto, os colaboradores teriam que analisar sistematicamente e cada processo do erro e ter sem pré na mente a pergunta – POR QUÊ? E com isso a quantidade de ocorrência de erros diminuiu bastante.

O círculo da qualidade

Trata-se de uma criação feita por Kaoro Ishikawa que desenvolveu essa ideia em um grupo de voluntário de uma mesma área de trabalho que diariamente se sentam para se reunir para propor soluções de problemas que estão comprometendo a qualidade e essa ideia vem dando certo. Pois várias empresas ao redor do mundo vêm aderindo esse método que está dando certo e ajudando na produtividade na racionalização dos processos nas reclamações dos clientes entre outros.

Saiba mais:

Princípio de Pareto

O princípio de Pareto (A regra 80/20) foi criado no Séc. XIX por um economista italiano chamado Alfredo Pareto, que ao analisar a sociedade concluiu que este princípio se aplica na maioria das pessoas e empresas, ajuda a compreender que o tempo é um recurso não aproveitado conforme as prioridades corretas. Portanto, afirma que existe um forte desequilíbrio entre causas e efeitos, esforços e resultados e ações e objetivos alcançados.

Alguns fatores que ilustram o princípio de Pareto:

  • 80% do total de vendas está relacionado com 20% dos produtos;
  • Do mesmo modo, 80% dos acidentes de transito estão relacionados com 20% dos motoristas;
  • 80% dos usuários de computador usam apenas 20% dos recursos disponíveis;
  • Além disso, 80% do tempo usamos 20% de nossas roupas.

Sem dúvidas, os resultados que obtemos e objetivos que alcançamos, estão relacionados as nossas ações. Ninguém é responsável pela nossa felicidade ou por nossas frustrações, e é por isso que não temos o direito de transferir esta responsabilidade para outras pessoas.

Diagrama de Ishikawa

Esse diagrama foi criado pelo engenheiro químico Kaoru Ishikawa em 1943. É uma ferramenta com representação gráfica utilizada pela Administração para Controle da Qualidade. Aliás, geralmente esses diagramas são feitos por grupos de trabalho e envolve todos os agentes do processo em análise.

Então, esse sistema permite identificar as causas potenciais de um determinado problema ou uma oportunidade de melhoria, assim como os seus efeitos sobre a qualidade dos produtos. É uma das ferramentas mais eficazes e mais utilizadas nas ações de melhoria e controle da qualidade.

Características básicas do Ohnoísmo

Primeiramente, o “Ohnoísmo” ou Sistema de Produção Toyota (SFT) surgiu com uma proposta de inovar o sistema de produção fazendo uso de novas formas de gestão de RH o que gerou grande mudança de valores, atitude, filosofia e técnicas de produção.
Dessa forma, Just in Time é um sistema sincronizado de produção em fluxo sem estoques. As partes a serem usadas devem chegar na hora certa e somente na quantidade necessária. Já se pensa no produto final definindo o que será necessário para se chegar ao mesmo, regulando e balanceando o sistema, definindo as necessidades de materiais para os processos anteriores.
Os problemas vão surgindo e vão sendo resolvidos de forma imediata evitando maiores danos. Obrigando a fazer tudo coreto desde a primeira vez, gerando qualidade no processo, redução do tempo de produção, aumento da flexibilidade e como não há estoques não se faz necessário o uso de espaço físico.

Kanban e Kaizen

O kanban é o sistema de informação que aciona e controla a produção, um simples cartão onde se encontra informações confiáveis, atualizadas e importantes, como a quantidade a ser produzida, instruções de trabalho, controle do volume de produção, previne o excesso de produção e indica os problemas. Nada deve ser produzido ou retirado sem o kanban.

Portanto, muda tem como objetivo a eliminação total de qualquer tipo de desperdício, seja ele de matéria prima, mão de obra, produtos acabados com defeito de fabricação, etc. Produzir além do necessário cria estoques e espaço físico desnecessário, mais custos financeiros e pessoal extra para controle.

Tudo isso faz com que o processo de contratação de um funcionário seja mais rigoroso, uma vez que o mesmo não pode fazer o que já é feito por outra funcionário. Aliás, os métodos de trabalho são analisados cuidadosamente, visando uma otimização do processo de produção, evitando movimentos desnecessários. O que simplifica o trabalho facilitando o aprendizado dos trabalhadores, permitindo que os operadores possam sugerir melhorias.

Já o Kaizen é a característica que visa o melhoramento contínuo da produtividade e qualidade. Por melhor que possa parecer uma situação, ela pode sempre ser melhorada. Esse princípio deve estar presente no dia a dia da administração, embora seja de responsabilidade de todos. “Uma linha de produção que não para ou é perfeita, ou tem enormes problemas”, afirmou Ohno.

Cultura nacional

Conheça o modelo japonês de administração!

De fato, a cultura japonesa influenciou fortemente os elementos do modelo japonês de administração e serviu como uma base na qual esses elementos se tornaram altamente funcionais. Aliás, o combate ao desperdício e o trabalho em grupo são características do povo japonês que tornaram fáceis a aplicação dos princípios do sistema Toyota e do modelo japonês de administração, muitas vezes provindos do ocidente (MAXIMIANO, 2000).

Combate ao desperdício

Sendo o Japão um país pequeno e deficiente de recursos naturais, tornou-se um aprendizado o hábito de combater o desperdício aos seus habitantes, um traço antigo da cultura japonesa.
Economia, eficiência e a cooperação tornaram-se meios de aprendizado no ambiente que depois da guerra transformou-se num cenário de escassez de recursos trazendo dificuldades que somente seriam cicatrizadas com o trabalho duro e metódico.

Trabalho em grupo

Definido como um trabalho social onde um grupo de pessoas criam esforços coletivos para resolver problemas ou finalizar uma determinada atividade.
Primeiramente, nos meados do século XIX, o Japão regido pelo Feudalismo tinha como base o trabalho coletivo em toda sociedade que ajudou a fortalecer um sentimento de interdependência, colaboração e até a própria estrutura residencial a vida familiar japonesa.

Assim, desde a época dos samurais, ser parte de um grupo significava segurança em relação ao futuro e a cooperação se fazia necessária em muitas práticas, entre elas a cultura do arroz.

Com isso os japoneses desenvolveram uma alta habilidade de trabalhar em grupo e ao mesmo tempo uma ética de responsabilidade social, em que a preocupação com o todo está em primeiro lugar (MAXIMIANO, p. 231).

Desse modo, as pessoas aprenderam a viver sempre apoiando umas as outras, havendo um espírito de coletividade e lealdade às atividades em grupo.

Consenso no processo decisório

O consenso no processo decisório é baseado na autoridade gerencial. Na sociedade japonesa os níveis inferiores e hierárquicos superiores tem a obrigação de manter a harmonia entre si, sendo até as decisões tomadas harmoniosamente.
Desse modo, um estudo elaborado entre a cultura japonesa e a latina, no que se refere a decisões, em todos os aspectos analisado, conclui-se que o consenso é mais valorizado pelos japoneses, os latinos acreditam mais nos mecanismos de autoridades centrada no chefe.

Cultura organizacional

Para KOTLER (1998), a ORGANIZAÇÃO de uma empresa consiste de sua estrutura, políticas e culturas corporativa, que tendem a tornar-se disfuncionais em um ambiente de negócios rapidamente mutante. Enquanto a estrutura e as políticas, embora com certo grau de dificuldade, podem ser mudadas, é muito mais difícil transformar a cultura de uma empresa, mesmo que isso signifique, frequentemente, ser a chave para a implementação de uma nova estratégia bem-sucedida.
Aliás, com tanto sucesso que obteve o Modelo de administração japonês pesquisadores descobriram razões para este sucesso. William Ouchi identificou algumas características das empresas japonesas:
1. Emprego vitalício;
2. Carreira lenta;
3. Carreira generalista;
4. Controle implícito (disciplina);
5. Decisão por consenso;
6. Responsabilidade coletiva;
7. Orientação Sistêmica.

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Conclusão

Por fim, ao concluirmos os estudos desta estrutura organizacional e administrativa abordada, observamos o sucesso nas diretrizes empresariais nas tomadas de decisões que é de grande importância para nossos estudos de Gestão de Recursos Humanos.

Aliás, o modelo japonês de administração, baseado nas noções do modelo “Toyota Way”, o “jeito Toyota de ser”, nos ajudar a perceber que este conceito de estratégias empresariais são importantes para impulsionarmos o aprendizado nas áreas de estudos da administração.

Portanto, nos deparamos com questões interessantes como: a questão do valor em viver em uma sociedade harmoniosa, a integração de todos os funcionários das organizações num só ambiente saudável sem discriminações entre si, o aprendizado em cooperar, economizar mesmo depois da guerra que hostilizou todo ambiente cicatrizado apenas com muito trabalho tornando todo este ciclo empresarial em um grande ambiente familiar dentro das organizações.

Gostou de saber mais sobre modelo japonês de administração? Então, não perca tempo e continue acessando o nosso blog para ler outros conteúdos como esse!

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