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Modelo JaponÊs De AdministraÇÃo

GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS

DEANNE ALCANTARA
GEANY TOSTA
MARIA DA GRAÇA MAIA SANTOS
MARIANA DE FÁTIMA DUARTE
SHANTALA RIBEIRO
TATIELLY SOUZA RANGEL

MODELO JAPONÊS DE ADMINISTRAÇÃO

Nova call to action

SALVADOR – BA
2014

DEANNE ALCANTARA
GEANY TOSTA
MARIA DA GRAÇA MAIA SANTOS
MARIANA DE FÁTIMA DUARTE
SHANTALA RIBEIRO
TATIELLY SOUZA RANGEL

MODELO JAPONÊS DE ADMINISTRAÇÃO

Trabalho apresentado à disciplina Modelo de Gestão Organizacional, ministrada pelo profº. Lucinaldo de Sousa e Silva, do curso de Gestão de Recursos Humanos do Centro Universitário Jorge Amado – UNIJORGE, 1º semestre, Comércio – Salvador – BA.

SALVADOR – BA
2014
RESUMO

A presente pesquisa tem como objeto de estudo “O Modelo Japonês de administração” destacando valores das empresas, grupos familiares no trabalho.
Foi realizada uma pesquisa enfatizando a influência e participação do sistema Toyota no aprendizado ao gerenciamento, priorizando as necessidades dos clientes em curto prazo e com mais qualidade, destacando a eliminação de desperdícios e suas técnicas de racionalização da força de trabalho, just in time, e produção flexível que para Toyota e Ohon eram essenciais como precaução nas fábricas para melhor produtividade e lucros. O estudo cita as melhorias e a fabricação de qualidade que visa à correção dos defeitos e suas causas divididas em três componentes: o fazer certo, consertar os erros e criação do circulo da qualidade que tem como método identificar problemas na qualidade dos produtos, problemas primordiais e proporcionar soluções a estes problemas, apresentando o diagrama de Ishikawa que é uma das ferramentas mais eficazes para ações de melhoria no controle da qualidade. Por fim, apresenta à influência da cultura organizacional e da cultura japonesa que apresenta fortes elementos do modelo japonês de administrar como: trabalho em grupo, combate ao desperdício e consenso no processo decisório os quais ensinaram as pessoas a viverem coletivamente, apoiando uma as outras formando dentro das organizações um ambiente familiar.

PALAVRAS CHAVE: Administração Japonesa, Sistema Toyota, Trabalho, Família, Empresa, Cultura Nacional.

ABSTACT:
This research aims to study “The Japanese Model of directors “highlighting values in business, family groups at work.
Research emphasizing the influence and participation of the Toyota system in the learning management, prioritizing the needs of customers in a short time and with better quality, especially the elimination of waste and its technical rationalization of the labor force, just in time was performed, and flexible production for Toyota and Ohon were essential as a precaution in factories for better productivity and profits. The study cites the improvements and quality manufacturing that seeks to correct the defects and their causes divided into three components: the right to do, fix the errors and creation of quality circle which has as a method to identify product quality issues, problems and primordial provide solutions to these problems, presenting the Ishikawa diagram is one of the most effective tools for actions to improve quality control. Finally, it presents the influence of organizational culture and Japanese culture that has strong elements of the Japanese model of managing such as: teamwork, combat waste and consensus decision-making process which taught people to live collectively, the others into supporting a organizations within a family environment.

KEYWORDS: Japanese Management, Toyota Production System, Work, Family, Business, National Culture.

SUMÁRIO

1. Introdução __________________________________________________ 6
2. Sistema Toyota de produção (Tps) _____________________________ 7,8
3. Eliminações de desperdícios __________________________________ 8,9
4. Fabricação com qualidade ________________________________ 9, 10,11
4.1 Metodologia dos círculos de qualidade- ________________________ 11
4.1.1 As três etapas do ccqs ___________________________________ 11
4.1.2 Definição de qualidade ___________________________________ 11
5. Princípio de Pareto ___________________________________________12
6. Diagrama de Ishikawa ______________________________________ 12,13
7. Características básicas do “Ohnoísmo” _________________________13,14
8. Fator cultural na administração japonesa _________________________ 15
8.1 Cultura Nacional ________________________________________15,16
8.2 Cultura Organizacional _____________________________________ 16
9. Considerações Finais __________________________________________17
10. Referências Bibliográficas ______________________________________ 18

1. INTRODUÇÃO
Do início do século XX até aproximadamente a metade dos anos 70, o mundo das organizações foi dominado pelos conceitos e técnicas disseminadas com a expansão das empresas americanas e européias, as mesmas eram baseadas nos conceitos de Taylor e Ford (MAXIMIANO, 2000).
A partir da segunda metade dos anos 70, começaram a tornar-se conhecidas palavras e nomes vindos do Japão, aos poucos o mecanicismo foi cedendo lugar para a busca de qualidade total, administração participativa, conhecimento e informação (MAXIMIANO, 2000).
No final do século XX, o modelo japonês, uma versão sensivelmente melhorada das técnicas e proposições ocidentais sobre a administração, tornou-se um modelo universal, e um dos principais pilares que sustentam a competitividade na economia global (MAXIMIANO, 2000).
Após a Segunda Guerra Mundial, o Japão se encontrava em uma imensa desvantagem industrial e financeira, devido a um ataque frustrado ao seu maior rival econômico, os EUA. O que desencadeou um desespero total da nação Japonesa, que por sua vez passou a desenvolver a filosofia de eliminação total de desperdício e promover melhoramento contínuo no chão de fábrica, tendo como idealista o engenheiro Taiichi Ohno.
Suas características básicas são: Just in Time, Kanban, Muda e Kaizen. Tendo como principal objetivo reconstruir todo o continente Oriental se tornando uma das maiores potências econômicas, incomodando a soberania dos Estados Unidos.

REFERENCIAL TEÓRICO

1. SISTEMA TOYOTA DE PRODUÇÃO (TPS):
Gerenciamento que prioriza as necessidades dos clientes, reduzindo o prazo, mas com qualidade alta e baixo custo, favorecendo assim, a segurança e o moral dos seus colaboradores, envolvendo, desse modo, não só o trabalho em si, mas todas as etapas e processos produtivos da corporação.
O TPS, emergido recentemente para Sistema de Produção Enxuta (do inglês “lean”), sigla criada no final da década de 80 pelos pesquisadores IMVP (International Motor Vehicle Program), programa de pesquisa ligado a MIT, definição de um sistema de produção muito eficiente, flexível, ágil e inovador do que o sistema de produção em massa, inclusive preparado para enfrentar as constantes mudanças de mercado.
A História da Toyota:
OTPS foi idealizado inicialmente para a fabricação de veículos, portanto é essencial compreender suas origens na manufatura, mais diretamente na indústria automobilística.
O entusiasmo da família Toyota iniciou no século XX, mais precisamente em 1910, quando Sakichi Toyoda, após a primeira viagem aos E. U. A. Mas, a criação da Toyota Motor Co.deve-se ao seu filho Kiichiro Toyoda, quando em 1929, realizou uma visita técnica as fábricas da Ford nos E. U. A. Ele “apostou e acreditou” que a indústria automobilística se tornaria importantíssima para a indústria mundial. Assim, ele criou o departamento Toyota Automatic Loom Works, a grande fabricante de equipamentos e máquinas têxteis da família Toyoda, para em seguida, em 1937, fundar a Toyota Motor Co. (Corporation).
A Toyota começou com a especialização na fabricação de caminhões para as forças armadas tempos de guerra, portanto, mercado ascendente, mas com propósito e construção em larga escala e carros de passeio e caminhões comerciais.
Houve retração da Toyota nas suas pretensões quando o Japão se envolveu na II Grande Guerra Mundial. Mas, no final da guerra em 1945, a Toyota retornou aos seus anseios de tornar grande montadora de veículos, no entanto qualquer analise menos pretensiosa indicava que a distância que a separava dos competidores americanos era muito grande, já que a produtividade da mão de obra americana era 10 vezes maior que dos japoneses e foi esse fator que serviu para “acordar” e despertar os japoneses a alcançara indústria americana e o que realmente veio acontecer anos mais tarde. A existência de perdas no processo de produção japonês foi identificado como o diferencial de produtividade frente ao americano e assim, foi criado pela Toyota o Processo Sistemático de identificação e eliminação de perdas, sendo primordial para elevar a produtividade da mão de obra na competição com a indústria dos EUA
As indústrias Ford inspirou todo o mundo na fabricação em massa de automotivos e foi numa visita do Engenheiro Chefe da Toyota, Taiichi Ohno, que percebeu que a produção em massa da Toyota precisava de ajustes de melhoria na organização e eficácia.
Finalmente, foi a partir da crise do petróleo em 1973, que a Toyota começou a receber reconhecimento mundial, já que o aumento vertiginoso do barril de petróleo afetava profundamente a economia mundial, muitas empresas afundavam e a Toyota escapava ilesa da crise.

2. ELIMINAÇÕES DE DESPERDÍCIOS
O que Toyota e Ohon visavam e observavam como precaução na fábrica para perda de dinheiro, era o desperdício. Para eles a melhor forma de conseguir o máximo de produtividade com lucro certo e enfrentar os diversos fatores da instabilidade, era eliminação do mesmo: O Desperdício.
Os desperdícios foram classificados pelos japoneses como sete tipos principais:
1. Tempo perdido em conserto ou refugo;
2. Produção além do volume necessário, ou antes, do necessário;
3. Operações desnecessárias no processo de manufatura;
4. Transporte;
5. Estoque;
6. Movimento humano;
7. Espera.
A eliminação de desperdício consiste naquilo que somente é consumido, evitando despesas consideradas inúteis. Baseado nisso, o Sistema Toyota aplicava três técnicas para diminuir o desperdício das fábricas.
1. Racionalização da Força de Trabalho – O líder tinha a função principal de coordenar e organizar o trabalho coletivamente com o objetivo de executar suas tarefas da melhor maneira possível.
2. Just In Time – Significa reduzir o mínimo de tempo de fabricação e os estoques armazenados. Tudo é feito de acordo com a linha e a demanda da produção. De uma forma mais clara, um produto que é vendido e logo coloca-se outro, é a chamada reposição de mercadorias. Assim a Toyota diminui o também o de seus fornecedores.
3. Produção Flexível – A fabricação de produtos em pequenos lotes de acordo com as necessidades e encomendas de todos os clientes. Os próprios funcionários recebiam treinamentos constantes a cada 3 minutos dependendo da utilização e manutenção necessária de cada máquina.

3. FABRICAÇÃO COM QUALIDADE
O Primeiro pais a adquirir o gerenciamento da qualidade dos seus serviços e produtos foi o Japão o (GQT) que em português significa Gestão da Qualidade Total.que deu surgimento no tempo do toytismos no Japão onde aplicou na organização novas técnicas para consegui r estabiliza e economizar no pós –guerra, pois os japoneses devido os efeitos de bombas da Segunda Guerra Mundial ,estavam todos destruídos moralmente e fisicamente .
Surgi à produção em massa com o passa do tempo, as indústrias devido ao nível de exigência dos clientes e consumidores. Com isso as organizações obtiveram reorientações para resolução dos problemas em busca da perfeição dos produtos.
A gestão de qualidade em uma instituição está em busca de total sucesso e eficiência, e a valorização e satisfação do cliente sempre em primeiro lugar, uma das características mais importante da Qualidade de serviços do toyotismo é a flexibilidade da produção para a demanda do mercado que cada vez mais fica exigente.
As indústrias japonesas investem cada vez mais na qualificação dos seus funcionários para que eles obtenham melhores desempenhos, disponibilizando para os seus colaboradores cursos, palestras e treinamentos para todas as áreas das empresas buscou esse aperfeiçoamento em todos desde o departamento de Recursos Humanos ate o chão de fabrica.
Para qualquer empresa que almeja grandes lucros e clientes fieis e essencial que a empresa tenha uma ótima gestão de qualidade e sem sombra de duvidadas fabricarem produtos de acordo da necessidade e gosto do cliente.
As empresas passaram a ter ajustes para conquistar e se manter no mercado, pois devido a esses ajustes surgiu a padronização do controle de qualidade TQC (Total Quality Control – controle de qualidade total) que hoje e conhecida como ISO que tem como objetivo em inovação dos controles anteriores.
• Busca na melhoria na valorização e respeito do trabalhador
• No Japão um dia de trabalho não poderia passa se não houvesse melhoria em qualquer parte da empresa eles tinham isso como principal filosofia
• Integração com todos os funcionários de todos os setores para manter um ambiente saudável e menos desagradável e discriminatório entre os colaboradores da empresa.
• A satisfação do Cliente era o principal objetivo em todo o processo desde a produção á vendas.
O objetivo principal é identificar a correção dos defeitos e suas causa e consequentemente em busca estornar as causas de cada defeito . E se subdivide em três componentes:
• Fazer certo sempre na primeira vez: Isso torna o operário a principal peça para o controle de qualidade, pois ele que vai inspecionara confecção dos seus produtos.
• Consertar os erros em suas fundamentais causas: Os funcionários receberam a liberdade da Toyota para pararem a fabrica quando encontrassem problemas que não conseguissem resolver, mas, no entanto os colaboradores teriam que analisar sistematicamente e cada processo do erro e ter sem pré na mente a pergunta – POR QUÊ? E com isso a quantidade de ocorrência de erros diminuiu bastante.
• O circulo da Qualidade: E uma criação feita por Kaoro Ishikawa que desenvolveu essa ideia em um grupo de voluntário de uma mesma área de trabalho que diariamente sentam para se reunir para propor soluções de problemas que estão comprometendo a qualidade e essa ideia vem dando certo, pois varias empresas ao redor do mundo vem aderindo esse método que está dando certo e ajudando na produtividade na racionalização dos processos nas reclamações dos clientes entre outros.

4.1 METODOLOGIA DOS CÍRCULOS DE QUALIDADE
4.1.2 A CCQs está dividida em três etapas:
• Na identificação dos problemas na qualidade dos produtos que causam grandes prejuízos.
• Na identificação dos problemas primordiais
• Proporcionar soluções para os devidos problemas e saber soluciona-los.
4.1.3 Definição de Qualidade
“Um produto não precisa necessariamente ter a melhor qualidade possível: o único requisito é que o produto satisfaça as exigências do cliente para o seu uso.” (Shigeru Mizuno)
Qualidade não é luxo, excelência, nem perfeição. É a capacidade de o serviço cumprir uma missão.
“Qualidade é adequação ao uso.” (Juran)
4. PRINCÍPIO DE PARETO

O Princípio de Pareto (A regra 80/20) foi criado no Séc. XIX por um economista italiano chamado Alfredo Pareto, que ao analisar a sociedade concluiu que este principio se aplica na maioria das pessoas e empresas, ajuda a compreender que o tempo é um recurso não aproveitado conforme as prioridades corretas. Afirma que existe um forte desequilíbrio entre causas e efeitos, esforços e resultados e ações e objetivos alcançados.

Alguns fatores que ilustram o Principio de Pareto:
• 80% do total de vendas estão relacionados com 20% dos produtos
• 80% dos acidentes de transito estão relacionados com 20% dos motoristas
• 80% dos usuários de computador usam apenas 20% dos recursos disponíveis
• 80% do tempo usamos 20% de nossas roupas
Os resultados que obtemos e objetivos que alcançamos, estão relacionados as nossas ações. Ninguém é responsável pela nossa felicidade ou por nossas frustrações, e é por isso que não temos o direito de transferir esta responsabilidade para outras pessoas.

5. DIAGRAMA DE ISHIKAWA
Esse diagrama foi criado pelo engenheiro químico Kaoru Ishikawa em 1943. É uma ferramenta com representação gráfica utilizada pela Administração para Controle da Qualidade. Geralmente esses diagramas são feitos por grupos de trabalho e envolve todos os agentes do processo em analise. Esse sistema permite identificar as causas potenciais de um determinado problema ou uma oportunidade de melhoria, assim como os seus efeitos sobre a qualidade dos produtos. É uma das ferramentas mais eficazes e mais utilizadas nas ações de melhoria e controle da qualidade.

6. CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO “OHNOÍSMO”
O “Ohnoísmo” ou Sistema de Produção Toyota (SFT) surgiu com uma proposta de inovar o sistema de produção fazendo uso de novas formas de gestão de RH o que gerou grande mudança de valores, atitude, filosofia e técnicas de produção.
• Just in Time é um sistema sincronizado de produção em fluxo sem estoques. As partes a serem usadas devem chegar na hora certa e somente na quantidade necessária. Já se pensa no produto final definindo o que será necessário para se chegar ao mesmo, regulando e balanceando o sistema, definindo as necessidades de materiais para os processos anteriores.
Os problemas vão surgindo e vão sendo resolvidos de forma imediata evitando maiores danos. Obrigando a fazer tudo coreto desde a primeira vez, gerando qualidade no processo, redução do tempo de produção, aumento da flexibilidade e como não há estoques não se faz necessário o uso de espaço físico.
• O kanban é o sistema de informação que aciona e controla a produção, um simples cartão onde se encontra informações confiáveis, atualizadas e importantes, como a quantidade a ser produzida, instruções de trabalho, controle do volume de produção, previne o excesso de produção e indica os problemas. Nada deve ser produzido ou retirado sem o kanban.
• Muda tem como objetivo a eliminação total de qualquer tipo de desperdício, seja ele de matéria prima, mão de obra, produtos acabados com defeito de fabricação, etc. Produzir além do necessário cria estoques e espaço físico desnecessário, mais custos financeiros e pessoal extra para controle.
Tudo isso faz com que o processo de contratação de um funcionário seja mais rigoroso, uma vez que o mesmo não pode fazer o que já é feito por outra funcionário.
Os métodos de trabalho são analisados cuidadosamente, visando uma otimização do processo de produção, evitando movimentos desnecessários. O que simplifica o trabalho facilitando o aprendizado dos trabalhadores, permitindo que os operadores possam sugerir melhorias.
• Kaisen é a característica que visa o melhoramento contínuo da produtividade e qualidade. Por melhor que possa parecer uma situação, ela pode sempre ser melhorada. Esse princípio deve estar presente no dia a dia da administração, embora seja de responsabilidade de todos.
“Uma linha de produção que não para ou é perfeita, ou tem enormes problemas”, afirmou Ohno.

7. FATOR CULTURAL NA ADMINISTRAÇÃO JAPONESA
8.1 CULTURA NACIONAL
A cultura japonesa influenciou fortemente os elementos do modelo japonês de Administração e serviu como uma base na qual esses elementos se tornaram altamente funcionais. O combate ao desperdício e o trabalho em grupo são características do povo japonês que tornaram fáceis a aplicação dos princípios do sistema Toyota e do modelo japonês de administração, muitas vezes provindos do ocidente (MAXIMIANO, 2000).
• Combate ao desperdício
Sendo o Japão um país pequeno e deficiente de recursos naturais, tornou-se um aprendizado o hábito de combater o desperdício aos seus habitantes, um traço antigo da cultura japonesa.
Economia, eficiência e a cooperação tornaram-se meios de aprendizado no ambiente que depois da guerra transformou-se num cenário de escassez de recursos trazendo dificuldades que somente seriam cicatrizadas com o trabalho duro e metódico.
• Trabalho em Grupo
Definido como um trabalho social onde um grupo de pessoas criam esforços coletivos para resolver problemas ou finalizar uma determinada atividade.
Nos meados do século XIX, o Japão regido pelo Feudalismo tinha como base o trabalho coletivo em toda sociedade que ajudou a fortalecer um sentimento de interdependência, colaboração e até a própria estrutura residencial a vida familiar japonesa.
Desde a época dos samurais, ser parte de um grupo significava segurança em relação ao futuro e a cooperação se fazia necessária em muitas práticas, entre elas a cultura do arroz. Com isso os japoneses desenvolveram uma alta habilidade de trabalhar em grupo e ao mesmo tempo uma ética de responsabilidade social, em que a preocupação com o todo está em primeiro lugar (MAXIMIANO, p. 231).
As pessoas aprenderam a viver sempre apoiando umas as outras, havendo um espírito de coletividade e lealdade às atividades em grupo.
• Consenso no Processo Decisório
O consenso no processo decisório é baseado na autoridade gerencial. Na sociedade japonesa os níveis inferiores e hierárquicos superiores tem a obrigação de manter a harmonia entre si, sendo até as decisões tomadas harmoniosamente.
Um estudo elaborado entre a cultura japonesa e a latina, no que se refere a decisões, em todos os aspectos analisado, conclui-se que o consenso é mais valorizado pelos japoneses, os latinos acreditam mais nos mecanismos de autoridades centrada no chefe.
8.2 CULTURA ORGANIZACIONAL
Para KOTLER (1998), a ORGANIZAÇÃO de uma empresa consiste de sua estrutura, políticas e culturas corporativa, que tendem a tornar-se disfuncionais em um ambiente de negócios rapidamente mutante. Enquanto a estrutura e as políticas, embora com certo grau de dificuldade, podem ser mudadas, é muito mais difícil transformar a cultura de uma empresa, mesmo que isso signifique, frequentemente, ser a chave para a implementação de uma nova estratégia bem-sucedida.
Com tanto sucesso que obteve o Modelo de administração japonês pesquisadores descobrir razões para este sucesso. William Ouchi identificou algumas características das empresas japonesas:
1. Emprego vitalício;
2. Carreira lenta;
3. Carreira generalista;
4. Controle implícito (disciplina);
5. Decisão por consenso;
6. Responsabilidade coletiva;
7. Orientação Sistêmica.
Características feudalistas que formam um ambiente familiar dentro das organizações.
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao concluirmos os estudos desta estrutura organizacional e administrativa abordada, observamos o sucesso nas diretrizes empresariais nas tomadas de decisões que é de grande importância para nossos estudos de Gestão de Recursos Humanos.
A administração japonesa baseada nas noções do modelo “Toyota Way”, o “jeito Toyota de ser”, nos ajudar a perceber que este conceito de estratégias empresariais são importantes para impulsionarmos o aprendizado nas áreas de estudos da administração.
Deparamo-nos com questões interessantes como: a questão do valor em viver em uma sociedade harmoniosa, a integração de todos os funcionários das organizações num só ambiente saudável sem discriminações entre si, o aprendizado em cooperar, economizar mesmo depois da guerra que hostilizou todo ambiente cicatrizado apenas com muito trabalho tornando todo este ciclo empresarial em um grande ambiente familiar dentro das organizações.

10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Teoria Geral da Administração. São Paulo: Atlas, 2007.
MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Teoria geral da administracão: da escola cientifica a competitividade em economia globalizada. 2.ed. Sao Paulo: Atlas, 2000.

Sites pesquisados:

Administradores – O Portal da administração
Link de acesso: http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/cultura-e-culturaorganizacional-o-exemplo-japones/28761/ . Acesso em 21 de março de 2014.
Oocities
Link de acesso: http://www.oocities.org/whisatugu/cap06_adm.pdf – Acesso em 20 de março de 2014.
Artigonal – Diretório de artigos gratuitos
Link de acesso: http://www.artigonal.com/administracao-artigos/administracao-japonesa-662771.html – Acesso em 23 de março de 2014.
Cola da Web
Link de acesso: http://www.coladaweb.com/administracao/tqc-controle-de-qualidade-total-parte-1 – Acesso em 21 de março de 2014.
Gestão de qualidade:
Link de acesso: http://gestao-de-qualidade.info/ – Acesso em 21 de março de 2014.

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Por: Liah Maia

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