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Mulheres Superpoderosas: conheça e admire histórias de empreendedorismo feminino

Ainda disputando um lugar ao sol nas lideranças corporativas, conheça 7 mulheres que arregaçaram as mangas e mudaram o rumo de suas carreiras.

*Por NB Press Comunicação

mulheres

No Brasil, por volta de 37% dos cargos gerenciais existentes em 2019 eram ocupados por mulheres, conforme aponta o estudo Estatísticas de Gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil, publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Nesse cenário, uma alternativa para equilibrar essa desigualdade, muitas mulheres procuram caminhos alternativos para se manter na liderança, como o empreendedorismo. Veja algumas empreitadas de sucesso dessas mulheres:

Ana Paula Debiazi, CEO da Leonora Ventures, é graduada em Economia pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, com pós-graduação em Administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas, especialista em Controladoria e Finanças pela FGV e MBA em Gestão de Negócios pela USP. Ana acumula mais de 15 anos de experiência em cargos de gestão, passando por grandes empresas de diversos setores. Nos últimos anos, já em Florianópolis, atuou como COO em duas startups, obtendo resultados expressivos de crescimento e expansão.

Além de sua experiência no mercado tradicional e de tecnologia, Ana acumula vivências nos cargos de COO e CFO em fundo de venture capital, onde atuava junto às startups do grupo, traçando estratégias tanto de captação junto aos investidores quanto de crescimento das startups no mercado, com participação ativa do seu desenvolvimento e afirma: “Meu maior desafio é fazer com que hoje a Leonora Ventures seja a maior empresa de inovação de Santa Catarina, amanhã da região Sul e depois do Brasil, do mundo. Pensar pequeno e pensar grande dá o mesmo trabalho”, comenta Ana Debiazi, CEO da Leonora Ventures.

Jessica Gordon começou a empreender aos 35 anos, depois de passar pelo mercado corporativo e faculdades. Essa pedagoga formada pela PUC-SP e especialista em Recursos Humanos pela Brazillian Business School acredita que o que aprendeu no mercado de trabalho a ajudou a entender de negócios, mas de entender também as pessoas e suas necessidades, e daí surgiu a ideia da empresa, tal qual a certeza de que deveria investir de cabeça na ideia.

Vendo que comprar bebidas no supermercado poderia ser algo estressante pelo peso e pela disponibilidade de tempo, um recurso cada vez mais escasso na vida das pessoas, a empreendedora começou a pensar sobre como poderia mudar aquela situação, ainda mais com o crescimento da tecnologia na vida das pessoas e a febre dos aplicativos para tudo.

O Bebida na Porta surgiu dessa necessidade com um nome altamente sugestivo, afinal, quem não quer pedir pelo aplicativo e ter uma bebida geladinha na porta de casa? É uma grande comodidade que a tecnologia trouxe para o cotidiano. Jéssica entendeu essa dinâmica e fez ferver o seu sangue empreendedor.

Samanta Lopes sabia, desde pequena, que deveria criar o próprio caminho. Mulher, negra e periférica, sofreu com agressões devido a sua cor de pele, ao cabelo crespo e justamente por não aceitar que as pessoas a limitassem em sua trajetória pessoal e profissional. A cada não que ouvia, tinha mais forças para seguir em frente. “Minha família tem várias pessoas que nunca tiveram carteira assinada e isso sempre me inspirou. Poder escolher o melhor caminho para usar o meu potencial sempre me moveu.”, comenta.

Desde 2019, é coordenadora do Programa Mestre em Diversidade Inclusiva (MDI) na um.a, agência de live marketing cujo objetivo é levar a inclusão para grandes corporações, tais como Allergan, Anbima, Atento, B3, BMG, Bristol-Myers Squibb, Carrefour, Corteva, Fenasaúde, iFood, InterFarma, MAPFRE, Mondelez, MSD, KWS, SBT e Tigre.

Sua trajetória profissional reflete essa preocupação. Desde cedo atuou no ambiente corporativo em diferentes segmentos: seguros, joalheria, gestão de vendas, coordenação, treinamentos, etc. Em 2014, contudo, resolveu dar uma guinada na carreira. Passou por um coach de carreira e resgatou o sonho de atuar com educação.

Amanda Abdia Pliuschchik, é a atual Head Sales de São Paulo da WebGlobal Informação e Tecnologia, Amanda iniciou sua carreira no e-commerce em 2003. Ela era líder de comunicação na empresa Ticket S/A, que na época iniciou a venda de Ticket Refeição para pequenas e médias empresas por meio do e-commerce.

“Enfrentávamos muitos desafios em fazer o usuário finalizar a compra. Parte do processo tinha de ser concluído por meio de uma ligação incentivando a finalização da compra”, conta.

Em 2008 Amanda passou a atuar como executiva de grandes contas da Redecard e em 2015 passou a fazer parte do time da WebGlobal, startup atua em um segmento considerado novo, em que expressões como big datamonitoramento de mercado on-linetomada de decisões com base em dados são de uso corriqueiro e a aproximaram ainda mais do mundo da tecnologia. “Já se vão sete anos. Mais conquistas a cada dia e um portfólio de clientes invejável.”

Gisele Ramos foi a primeira pessoa de sua família a cursar faculdade. Formada em Design Gráfico, tem uma origem humilde e sua mãe sempre ensinou que a educação era o único caminho possível para mudar a sua realidade.

Com uma virada em 2010, ao mudar de emprego teve a oportunidade de ser patrocinada pela empresa e realizar uma especialização em Design Estratégico, com o Instituto Politécnico de Milão, que lhe apresentou uma nova visão: a relação entre design e inovação.

Ano depois fundou a GA2B Inovação, e começou a atuar na área de consultoria, facilitação e treinamentos na área de inovação. Um de seus maiores clientes foi a Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais, onde teve a oportunidade de construir o programa NovoAgro 4.0 e desenhar as estratégias de inovação e transformação digital para o agronegócio.

Uma das iniciativas foi a idealização da NovoAgro Ventures, em parceria com a FCJ. Assim, se aproximou do universo das Venture Builders e hoje é CEO da Vertical ESG.

A Olga Ri vem transformando o segmento de health food e proporcionando outro olhar para a alimentação saudável e o consumo de saladas. Fundada em 2016 e liderada por Cristina Sindicic, fundadora e CMO da marca e Beatriz Bahmdouni, também fundadora e CPO da marca.

Cristina, arquiteta formada pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) estava satisfeita com sua escolha profissional, mas impulsionada por seu irmão Bruno, aceitou o desafio de iniciar do zero o projeto, aos 26 anos.

Já a também arquiteta Beatriz, sempre teve a veia empreendedora. Aos 18 anos fazia brigadeiros e vendia para amigos e familiares, e chegou a ter encomenda com mais de mil unidades para um casamento. Desse encontro, nasceu a Olga Ri.

Em novembro, é comemorado o Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o intuito de incentivar mulheres a gerenciarem suas próprias empresas.

Com arrojo e sem medo de ouvir “aqui não é lugar de mulher”, as empresárias estão cada vez mais adentrando em novos mercados, seja empreendendo, ou na liderança executiva.

Agora que você conheceu algumas histórias do empreendedorismo feminino, confira também o tema sobre  Maternidade e carreira: os desafios e impactos na carreira das mulheres!

 

PDI

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