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NÃo Deixe Que Frustrem Seus Sonhos

Por Mario Marcio Lino da Silva
Consultor Empresarial

22/01/2010

Vocês se lembram do filme infantil O REI LEAO III? Nesse filme, que assisti várias vezes, junto com minha filha de quatro anos, tinham dois personagens centrais: o Timão e o Pumba. Timão era um animal, um suricate, uma espécie que vive sob a terra, cavando esconderijos, uma vez que eles são o prato preferido das hienas, seu principal predador. Mas o Timão não queria aquilo para ele. Acreditava que haveria uma razão muito maior para sua vida do que ficar cavando buracos e se escondendo. Deram-lhe várias funções para desempenhar e, assim, esquecer do seu grande sonho de uma vida melhor. Entretanto, Timão continuava focado no seu sonho, no seu ideal. Certo dia, sua mãe o levou para um campo e, abrindo uma cortina de capins, mostrou-lhe um mundo maravilhoso: céu azul, sol brilhante, pássaros voando, animais pulando alegremente e flores dos mais diversos tipos. Vendo, aquilo Timão ficou radiante. Sua mãe pergunta, então: “Está vendo este mundo todo Timão?” “Sim, mamãe, eu estou vendo. É, exatamente, isso que eu sonho, que eu quero”.Ela responde: “Mas este mundo não é para nós, Timão. Nosso mundo é subterrâneo, assim como, sempre foi, o de nossos antepassados”.
Você consegue imaginar como isso caiu sobre a cabeça do Timão? Como nos sentiríamos se isso acontecesse conosco? Ainda conseguiríamos manter nossos sonhos ou nos deixaríamos levar pela corrente do pessimismo? O homem morre quando deixa de sonhar, quando deixa de vislumbrar algo diferente para si e para os seus. Acredito que, por dois motivos, deixamos de sonhar: Primeiro, devido à velocidade dos acontecimentos mundiais. Globalização, competitividade de mercado, mudanças em todos os níveis, maiores responsabilidades organizacionais, tecnologias avançadas, busca frenética por espaços, são alguns exemplos. Tais coisas ocupam nossa mente, de tal forma, que não temos tempo, espaço mental e nem disposição emocional para sonhar, para idealizar. Vivemos na mesmice por imposição das coisas que nos cercam e, assim, vamos nos robotizando, vegetando em todos os sentidos. Nos tornamos mecânicos, insensíveis, egoístas, egocêntricos e competitivos, até conosco, ainda que o nosso emocional clame por sonhos e a razão nos diga que isso é perda de tempo.
O segundo motivo que nos leva a não nutrirmos mais sonhos é o negativismo de quem está ao nosso lado. Lembra-se da mãe do Timão? Estamos rodeados de muitas mães de Timão, tentando bloquear nossa visão com suas negras nuvens de pessimismo. São pessoas acomodadas, incapazes, nos dizendo, a todo instante, que nascemos “para cavar buracos”, que o mundo que sonhamos pertence a outras pessoas, que somos incapazes de atingir o que sonhamos. Tais pessoas estão em toda parte: na nossa família, na escola, no trabalho, no convívio profissional.

Não importa em que ambiente negativo e prejudicial, você esteja, em relação aos seus sonhos. SONHE. Alimente-os e aos seus ideais. Visualize, prospecte, aja em função do que você deseja. Sonhos não alimentados, não são sonhos, são simples desejos e estes passam quando não o saciamos. SONHE. Trabalhe em prol do seu sonho. Sonhe em todos os níveis da sua vida. Seus sonhos serão o seu alimento. Sua força motriz. Aquela que te impulsionará sempre em direção as suas realizações.

www.mmconsultoriaetreinamentos.com.br

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