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Novos insights, soluções e criatividade no trabalho

É possível aprender a usar o estresse de modo produtivo com a aplicação de breakout – princípio de ruptura, uma paradoxal dinâmica ativopassiva, desenvolvida por Benson, professor de medicina da Harvard Medical School, com mais de 35 anos de pesquisa nas áreas de neurociência e estresse.
A pessoa pode explorar a própria criatividade, ser mais produtiva no trabalho melhorar o desempenho, aumentar a produtividade e evitar o esgotamento graças a essa técnica simples para regular o volume de estresse.
Nos últimos 35 anos, as equipes de pesquisa do Mind/Body Medical Institute coletaram dados obtidos em estudos populacionais: medidas fisiológicas, imagens do cérebro, biologia molecular, bioquímica e outras abordagens de medição das reações do corpo ao estresse. Com isso puderam identificar a resposta do relaxamento e perceber a força que ela tinha. É um estado físico de repouso profundo que neutraliza os efeitos nocivos do reflexo de fuga ou luta, como o aumento de batimentos cardíacos, da pressão sanguínea e a tensão muscular.
Segundo Benson, no campo neurológico o que ocorre é o seguinte: ao topar com um fator estressante no trabalho (um funcionário difícil, uma negociação dura, um prazo apertado, ou algo pior), somos capazes de lidar com o problema por um breve período antes que surjam os efeitos negativos. Se formos expostos por períodos longos demais ao reflexo de fuga ou luta, a pressão ficará muito grande e nosso sistema será inundado pelos hormônios epinefrina, norepinefrina e cortisol. Isso faz subir a pressão, o batimento cardíaco e a atividade cerebral, efeitos bastante prejudiciais com o passar do tempo. As últimas descobertas, indicam que se abandonarmos o problema naquele momento, através de certos mecanismos, o cérebro tende a se reorganizar de modo a gerar uma comunicação melhor entre os hemisférios. Com isso fica mais capacitado a resolver o problema.
Em 1908, Robert Yerkes e Jhn Dodson, também cientistas de Harvard, demonstram que a eficiência aumenta com o aumento do estresse – mas só até certo ponto. Depois disso, o rendimento cai drasticamente.
Estudos moleculares já revelaram que a resposta relaxante libera ‘’lufadas” de óxido nítrico, ligado a produção de neurotransmissores como endorfinas e dopamina. Essas substâncias químicas acentuam a sensação de bem-estar. Quando o cérebro se acalma, ocorre outro fenômeno chamado de “calma comoção” – uma alta focada de atividade- em áreas do cérebro associadas à atenção, a conceitos de tempo e espaço e à tomada de decisão.
Ao ativar a resposta de relaxamento, a pessoa tem um súbito lampejo de criatividade, no qual a solução para o problema fica aparente.
Ao levar o cérebro ao pico da atividade e depois deslocá-lo subitamente para um estado pacífico, relaxado, é possível estimular um desempenho neurológico muito superior ao que se conseguiria sem esse exercício. Com o tempo, quem aprende a fazer isso de forma habitual apresenta níveis de desempenho reiteradamente superiores.
Um exercício de relaxamento de dez minutos, no qual a pessoa acalme a mente e se concentre na própria respiração, ignorando os pensamentos anteriores, dá ótimos resultados. Há quem prefira uma corrida, ou afagar um bicho de estimação, ou ainda contemplar obras de arte favoritas.
Tudo isso provoca a reorganização mental, que é a base para novos insights, soluções ou criatividade.
Há quem diga que no banho surgem as melhores idéias, outros ainda acordam a noite com a solução do problema. Seria esse súbito momento de ‘’eureca”, o efeito breakout?

Para ler a matéria na integra acesse:
http://tinyurl.com/4qql9dy

Giovana Rossa, psicóloga e analista de comunicação
http://blog.qualyteam.com.br
www.qualyteam.com.br

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