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O (a) Treinador (a) Metacompetente

Momento de Reflexão: O (a) Treinador (a) Metacompetente

Refletindo sobre o desafiante papel do (a) treinador (a), compartilho um trecho inspirador, extraído do Livro Metacompetências de autoria do Eugênio Mussak:

“Há pessoas competentes e pessoas que parecem ir além. Há pianistas que tocam com comprovada competência, sem errar uma nota sequer, e há pianistas que transformam sua arte em algo provido de alma, e estes estão além da competência. O mesmo acontece com todas as profissões.”

O (a) treinador (a) metacompetente é aquele (a) capaz de inspirar, mobilizar e estimular a autotransformação do participante, no contexto de sala de aula, por ter essencialmente uma relação de amor com o ofício e conseguir com fluidez de linguagem, sintonia e empatia estabelecer conexões múltiplas entre os saberes e as experiências, ajustando-as ao perfil dos participantes que o (a) reconhecem como modelo de liderança à ser seguido.

Se dedicarmos alguns minutos para fazer um retrospecto de nossas memórias em relação aos momentos vivenciados no contexto presencial de ensino-aprendizagem, imediatamente virão as lembranças de imagens dos (as) treinadores (as) que nos marcaram positivamente, por terem contribuído para um nível de “Despertar” de Consciência maior, nos impulsionando para Evoluir, nos proporcionando um entendimento e nos estimulando a adotar um posicionamento mais maduro nos diferenciados ciclos que compõem a nossa trajetória de vida.

A seguir, estão listadas algumas perguntas para reflexão visando contribuir para a melhoria de desempenho do (a) treinador (a):

– Eu realmente “amo” exercer esse papel?
– Eu me sinto revigorado (a) a cada treinamento em que atuo como Treinador (a)?
– Me imagino exercendo esse papel durante a maior parte do tempo produtivo?
– Quando estou em sala de aula interagindo com os participantes meu canal intuitivo se expande?
– Sou capaz de perceber “além do óbvio”, com uma alta percepção sensorial?
– Consigo facilitar a aprendizagem, lançando mão de técnicas e recursos adequados ao perfil dos participantes?
– Costumo refletir sobre formas de melhorar a relação com os participantes?
– Me comunico com os participantes e não, para os participantes?
– Sou receptivo (a) ao feedback dos participantes?
– Busco, na maior parte do tempo, ouvir de forma empática?
– Mantenho o contato visual com todos?
– Adequo a linguagem ao público-alvo?
– Busco conhecer antecipadamente o perfil dos participantes?
– Invisto tempo para planejar o treinamento de acordo com o objetivo, o resultado esperado e o perfil dos participantes?
– Tenho o cuidado de checar toda a logística e infraestrutura necessária para realizar o treinamento?
– Provoco o feedback e a participação?
– Adoto uma postura de acolhimento, respeito, amabilidade e consigo manter a disciplina de processo?
– Monitoro o tempo de forma a assegurar o cumprimento do que foi planejado?
– Estabeleço acordos de funcionamento do treinamento com os participantes?
– Flexibilizo os estilos de comunicação e de influência de acordo com a “química grupal”?
– Aloco tempo para as atividades individuais e em grupo?
– Busco confrontar de forma firme e amigável os comportamentos disfuncionais?
– Manejo os conflitos naturais, empregando técnicas focadas em processamento de fatos?
– Aplico níveis de avaliação variados?
– Mantenho o ambiente de sala de aula organizado?
– Busco estabelecer conexões entre os conteúdos e as contribuições dos participantes, sem perder o foco?
– Busco alternar o ritmo e a velocidade da comunicação?
– Tenho facilidade para observar quando há alguma queda de produtividade e para interceder para recuperação do nível de atenção dos participantes?
– Busco alternar recursos, técnicas e dinâmicas de grupo visando facilitar a aprendizagem?
– Procuro me preparar, estudar e ensaiar antes de atuar em sala de aula?
– Fico atento a todos para moldar ou ajustar a abordagem didática?
– Lanço mão de exemplos, fatos pitorescos, fatos históricos e de casos situacionais para estimular a curiosidade e a aprendizagem?
– Procuro modular a voz?
– Busco me movimentar de forma não exagerada?
– Evito maneirismos, termos pejorativos e palavras ofensivas?
– Me empenho para desenvolver uma relação de abertura e confiança?

São muitos os desafios enfrentados em sala de aula. A questão essencial que naturaliza todos esses desafios, sem provocar “tensão”, pode ser sintetizada com a palavra Missão. Isto significa razão de existir através do exercício do ofício de Treinador (a) Metacompetente.

Esperamos que tenha apreciado essa breve reflexão e que a partir dela você tenha se estimulado a pesquisar e estudar para se desenvolver cada vez mais, impulsionando sua evolução.

Denise Medeiros de França, fundadora da PARTNERSHIP Consultoria em Desenvolvimento de Recursos Humanos, com significativa experiência na coordenação e execução de projetos de treinamento & desenvolvimento, plano de sucessão, coaching for performance, change management , projetos voltados para a construção e sustentação de wining culture e forte expertise como treinadora, na facilitação de Workshops, em nível nacional e internacional.
Fluente no idioma espanhol, Pós-graduada em Recursos Humanos (PUC/RJ), coach certificada no MBTI (FELLIPELLI), graduada em Pedagogia (NOTRE DAME), concluiu diversos cursos complementares ao longo de sua trajetória profissional.

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