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O Desenvolvimento Da Gestão De Pessoas No Mundo Ocidental E No Brasil

Muitas vezes em nossas vidas, acabamos por nos surpreender com as atitudes de algumas pessoas, sejam amigos, conhecidos ou até colegas de trabalho.

As pessoas encaram momentos assim como um aprendizado.

É necessário conhecer melhor as pessoas ao nosso redor, do nosso convívio.

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Dentro do mercado de trabalho, isso não é diferente, é até mais complicado, pois existe um vínculo entre você e outras pessoas, que não depende apenas de você, mas também, e, principalmente da empresa, que é o vínculo em comum, e este vínculo, tem o poder de definir a área em comum, e as atividades em comum entre você e estas pessoas.

No Brasil, por muito tempo, as pessoas eram vistas apenas como peças que exerciam uma determinada função, e não era algo comum as peças apresentarem problemas na “engrenagem” que movia uma empresa.

Mas a população crescia cada vez mais, leis eram criadas e modificadas, custos aumentavam, e muitos outros fatores, estáveis por tantas e tantas décadas, começaram a mudar rapidamente, ainda mais nas últimas três décadas, tornou-se mais fácil para uma pessoa se especializar e se profissionalizar em uma área específica, em uma função. Isto mudou a demanda e a oferta do mercado de trabalho, e tanto as empresas, quanto as pessoas se tornaram mais exigentes. O “Departamento Pessoal” foi obrigado também a crescer, se tornar mais e evoluir para “Departamento de Recursos Humanos”. O mercado estava diferente. Mudar era preciso. Era uma época em que criavam e exigiam certificações, experiência comprovada, conhecimentos além do que o cargo exigia, a tecnologia que levava 20 anos para se tornar obsoleta, em poucos anos já é antiguidade. Tudo mudava. Antes víamos pessoas trabalharem 30 anos na mesma empresa, hoje vemos uma rotatividade enorme dentro das empresas, muito em parte, por culpa do RH. Da área de gestão de pessoas.

No mundo ocidental, o desenvolvimento da gestão de pessoas costuma ser baseado numa troca, onde o trabalho é uma fonte de crescimento, de aprendizado, de conhecimento e de dedicação plena, onde se recebe como retribuição uma compensação financeira adequada, o reconhecimento profissional e a oportunidade futura de maior envolvimento para que empregado e gestor, juntos, possam servir aos seus clientes e compartilhar os seus resultados.

Aqui no Brasil, temos uma relação de renda, onde as pessoas trocam energia, conhecimento e experiência, em troca de um soldo mensal, que é sempre julgado como inadequado e o sentimento da falta de reconhecimento profissional.

Aqui as empresas ainda estão começando a aprender, que o elemento humano, pode se tornar um diferencial.

Mas grande parte delas continuam praticando uma política de gestão de pessoas baseada em outras culturas. Por isso continuam contratando errado, continuam impondo limites ao potencial humano dentro de suas organizações, continuam cometendo os mesmos erros, e continuam tendo gastos desnecessários com alta rotatividade.

As empresas precisam entender que é necessário uma política de gestão de pessoas, baseada nas pessoas da região onde a empresa ou filial atua, e que esteja de acordo com as necessidades da empresa em termos de funcionários. E que estes funcionários, sejam transformados em colaboradores, com uma visão de crescimento em conjunto com a empresa. Vamos humanizar as empresas, e fazê-las entender de que os responsáveis pela gestão de pessoas numa empresa são os próprios gestores. Simples assim!

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