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O efeito bumerangue

O efeito bumerangue

Para alcançar seus objetivos, você precisa do
velho e bom esforço. Você pode estar transbordando de energia positiva, cheio
de idéias esplêndidas, ser inteligente, experiente e conhecer todo mundo.
Mesmo que tenha tudo isso a seu favor, ainda assim você ainda tem que se esforçar
para que as coisas aconteçam.
Não existe substituto para a ação. Você pode trabalhar de maneira mais
inteligente, com certeza, mas ainda assim deve trabalhar. Não existe mágica,
tecnologia ou ‘sistema’ que substitua o esforço. É claro que todas as
coisas citadas acima podem canalizar melhor seus esforços, tornando-os muito
mais eficazes. Mas, sem iniciativa, são totalmente inúteis.
Como diz Ralph Marston, todos os dias existem idéias e pensamentos cruzando sua
mente, muitos deles com todo o potencial para se tornarem um sucesso. A única
coisa que estão esperando é você dar-lhes a energia vital que necessitam para
crescer, através de suas ações.
O pensamento não é um substituto para a ação, assim como a ação não é um
substituto para o pensamento. Embora as duas coisas sejam necessárias, a
maioria das pessoas têm uma inclinação mais forte para apenas uma delas.
Muito do esforço necessário para conseguir algo está justamente na superação
dessa tendência natural – de fazer sem pensar, ou pensar sem fazer. Para
aqueles que fazem esse esforço e se superam, qualquer coisa é possível.
Segundo Jeffrey Keller, você pode dar-se conta ou não, mas você está
arremessando um bumerangue hoje. No jogo da vida, você joga bumerangues
diariamente. Esses bumerangues têm a forma das ações e dos comportamentos que
você atira ao mundo, e que vão voltar para você mais tarde, muitas vezes com
seus efeitos multiplicados.
Você já deve ter ouvido falar deste princípio de outras maneiras. Por
exemplo, “Tudo que vai, volta”, ou as frases bíblicas “É dando
que se recebe” e “Colherás aquilo que plantaste”.
Falando nisso, segundo Keller nem sempre você recebe de volta o que plantou.
Por exemplo, você pode roubar dinheiro de alguém e acabar na cadeia (ao invés
de alguém roubar o seu dinheiro). Mas conseqüências negativas sempre
acompanham ações desonestas e inescrupulosas. Resultados positivos derivam de
esforços honrados e justos.
Antes que continuemos, vamos deixar algumas coisas bem claras sobre o conceito
do bumerangue. Muitas pessoas não acreditam nele, porque falham em entender
seus efeitos a longo prazo. O retorno das suas ações raramente ocorre
imediatamente. De fato, muitas vezes existe uma longa espera entre os atos e
suas conseqüências.
De acordo com Keller, outras pessoas têm problemas com o princípio do
bumerangue, porque esperam receber o ‘prêmio’ de volta da mesma pessoa para
quem deram algo. Raramente funciona dessa maneira. Você nunca sabe de que, ou
de onde, o retorno vira – mas ele sempre virá.
Talvez a melhor maneira de observar este princípio em ação seja vê-lo ao
contrário. Em outras palavras, focalize o que você tem recebido da vida
ultimamente. Isso vai sinalizar o que você tem emitido – ‘colherás o que
plantaste…”.
Se você não está recebendo alguma coisa que gostaria (amizade, amor,
honestidade, dinheiro), considere que talvez você não esteja dando essas
coisas para aqueles à sua volta. Quando você começar a dar o que deseja
receber, você ativará o fluxo de volta.
Como você vai arremessar seu bumerangue hoje? A decisão é sua.

Raúl Candeloro,
Autor dos livros Venda Mais, Negócio Fechado e Correndo Pro Abraço,
é palestrante e editor da revista Venda Mais® e responsável pelo site
VendaMais®
www.vendamais.com.br candelo@zaz.com.br

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