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O MUNDO FINANCEIRO E SEU IMPACTO NAS ORGANIZAÇÕES DAS NOVAS ECONOMIAS MUNDIAIS

O MUNDO FINANCEIRO E SEU IMPACTO NAS ORGANIZAÇÕES DAS NOVAS ECONOMIAS MUNDIAIS

Antoniel Costa Alves
Graduando em Administração pela Faculdade de Ciências Humanas e Sociais Ages. Lattes: http://lattes.cnpq.br/6824156419072467

RESUMO
Compreender a relação entre instituições financeiras e mercados financeiros. Entender o papel e o funcionamento dos mercados monetários e de capitais. O objetivo principal desse estudo foi mostrar os principais desafios enfrentados pelas empresas atuais nesse cenário globalizado.

Nova call to action

PALAVRAS-CHAVE: Mundo; Finanças; Crise; Globalização; Política Monetária e Econômica;

ABSTRACT
Understanding the relationship between financial institutions and financial markets. Understand the role and functioning of money markets and capital. The main objective of this study was to show the main challenges faced by businesses today that the global scenario.

KEYWORDS: World; Finance; Crisis; Globalization; Monetary Policy and Economics;

INTRODUÇÃO

As organizações enfrentam um cenário cada vez mais globalizado e competitivo. Produtos e serviços com melhor a qualidade, com preços menores surgem a cada dia, disputando e alcançando mercados fora de suas fronteiras.
Sua empresa está realmente preparada para enfrentar e contornar os desafios atuais? Existe muita agitação no mercado e nas mídias sobre a crise de credibilidade que sofrem os mercados financeiros mundiais. Apesar de ser difícil entender o mundo financeiro, todos nós participamos do mundo das finanças a media que sempre damos e recebemos crédito. Quando alugamos um imóvel ou depositamos nossa renda não gasta numa poupança em um determinado banco estamos dando confiança em troca de crédito. Esta é a pequena finança, mas há também a grande finança, que engloba as oscilações nas bolsas de valores, as fusões de grandes empresas, a fixação de taxas de juros pelo banco central e assim por diante.
Lula: crise é tsunami nos EUA e, se chegar ao Brasil, será marolinha. O que o presidente queria com essa frase? Qual era o seu objetivo? Simplesmente minimizar os efeitos da crise, pois sábido de que esta não seria apenas uma marolinha.
O mundo financeiro faz a economia passar por fases de intenso crescimento (agentes otimistas) e também por fortes crises (o pessimismo passa a prevalecer). As finanças se apresentam como uma variância de períodos de alta e de baixa. Em poucas palavras o mundo financeiro baseia-se no otimismo e pessimismo.
Um dos principais modos de contágio da crise se dá por meio da escassez de crédito. Com a crise há menos dinheiro no mercado e os bancos ficam mais cautelosos, diminuindo seus empréstimos e cobrado mais caro por eles.
Dessa forma o presente trabalho objetiva contribuir para o entendimento sobre o que é o mundo financeiro, sobre o que é crise financeira e econômica e sobre como as empresas atuais estão se comportando diante desse mundo de finanças globalizado.

METODOLOGIA

O método utilizado para este trabalho é a pesquisa bibliográfica, que tem como objetivo explicar e elucidar a necessidade de conhecer o mundo financeiro e o seu impacto nas organizações dessa nova economia global.
Segundo Marconi e Lakatos (2009, p 57), “a pesquisa bibliográfica não é mera repetição do que já foi dito ou escrito sobre certo assunto, mas propicia o exame de um tema sob novo enfoque ou abordagem, chegando a conclusões inovadoras.” Gil (2002, 44), “… é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos.”

REFERENCIAL TEÓRICO

Singer (2000, p. 09) entende que:
O mundo financeiro é o lugar em que confluem os rendimentos não utilizados pelos que sabem que não tendo riqueza não têm chance de obter crédito para realizar os seus próprios sonhos; e os projetos dos que têm posses que podem funcionar como garantias.

PAPEL DO ADMINISTRADOR FINANCEIRO

O campo das finanças está intimamente relacionado ao da economia. Os administradores financeiros precisam compreender o arcabouço econômico e estar atentos paras as conseqüências da variação dos níveis da atividade econômica e das mudanças da política econômica. Também devem estar preparados para utilizar as teorias econômicas como diretrizes para o funcionamento eficiente da empresa. (GITTMAN, 2004, p.9)

A maior parte das empresas tem necessidade permanente de fundos. Os administradores financeiros sempre estão em busca de novas maneiras de medir e gerir riscos. No processo de tomada de decisões, os administradores financeiros levam em conta os efeitos das oscilações nos micro e macrofatores relacionados à empresa, entendendo as mudanças e reagindo assertivamente a elas. A determinação adequada das ocorrências desses fatores também atenua a volatilidade e a desconfiança dos lucros futuros.

RISCOS

Os agentes financeiros possuem expectativas de risco e quando estão otimistas, eles concedem mais empréstimos a taxas baixas de juros. Por outro lado, quando estes estão pessimistas, suspendem a concessão de novos empréstimos e alimentam as taxas de juros, devido o aumento dos riscos. Então, o risco não pode ser previsto, pois ele é autogerado pelos próprios agentes.
“A causa básica do risco financeiro é a imprevisibilidade da sina humana, imprevisibilidade que é maior numa sociedade regida não pela tradição e rotina, mas por competição e inovação” (SINGER, 2000, p. 37).

ESPECULAÇÃO

Especular: tentar adivinhar para onde caminha a maioria dos agentes financeiros e ainda chegar antes, ser touro (otimista) ou Urso (pessimista), jogar com expectativas do futuro, estatísticas e análises especializadas, e acreditar em profecias feitas pela maioria.
Cada agente financeiro precisa decidir se quer ser otimista ou pessimista, se quer comprar ou vender e também deve acompanhar o que a maioria fará e tratar de fazê-lo antes. Com apenas uma notícia a especulação já começa a originar conflitos, por exemplo, o caso BB e Patagônia:

Ações do BB caem com especulação sobre a compra de banco argentino
Ações caem com especulação sobre Patagônia.
Agências – 16/4/2010 – 12h22
São Paulo – As ações ordinárias do Banco do Brasil operam em queda de 1,42%, às 11h50, como reflexo das notícias sobre tratativas com o argentino Patagônia. A instituição confirmou interesse, mas que “até o momento não há qualquer posição definitiva” sobre a aquisição do Patagônia. No fato relevante, o BB diz que há a possibilidade de comprar o controle acionário do banco argentino ou ainda deter uma participação relevante na instituição.
Em seguida, o Patagônia soltou comunicado, dizendo que as negociações com o Banco do Brasil se encontram “muito avançadas” e que “nos próximos dias” espera conclusão de um acordo. Segundo o Patagônia, este acordo pode incluir a aquisição do controle do banco pelo BB.
Logo após o início do pregão, às 10h06, a BM&FBovespa suspendeu os negócios com os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) do Banco Patagônia, no “aguardo de maiores esclarecimentos” sobre a aquisição. Até o momento, a negociação com os BDRs do banco argentino não foi retomada.

O objetivo dos especuladores é lucrar com as oscilações de preços no mercado futuro, assumindo risco de mercado. Os especuladores, apostando em uma tendência, buscam realizar lucro com a compra e a venda de ativos, segundo sua confiança de alta ou de baixa dos preços. Sua atuação é muito importante, pois contribui para dar liquidez ao mercado.

CRISE FINANCEIRA

Tempos anormais, pânico, agentes financeiros viram ursos, os bancos cobram os empréstimos e se recusam a fazer novos, confiança do público abalada, retirada maciça de depósitos, bancos ilíquidos, e reservas obrigatórias insuficientes. É uma situação onde o pessimismo passa a prevalecer e o resultado disso é que a oferta ultrapassa de longe a sua demanda. Todos querem vender, os ativos financeiros se desvalorizam e os compradores desaparecem.
“No mundo da globalização financeira, a crise pode ser considerada endêmica, no sentido de que ela está sempre presente em alguma parte” (SINGER, 2000, p. 136). Para avaliar o risco do país é importante basear-se nas expectativas políticas e é vital que o governo possa coordenar a política econômica através do banco central de acordo com os seus objetivos.

BANCO CENTRAL

O banco central possui várias funções e uma delas é obrigar os bancos comerciais a reter em moeda legal uma determinada proporção do total de depósitos. Alguns objetivos Estratégicos 2010 – 2014 :
• Assegurar o cumprimento das metas de inflação estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional;
• Assegurar a solidez e o regular funcionamento do Sistema Financeiro Nacional;
• Promover a eficiência do Sistema Financeiro Nacional e a inclusão financeira da população;
• Assegurar o suprimento de numerário adequado às necessidades da sociedade;

CONCLUSÃO

A rapidez da transformação e os desafios do mundo globalizado estão conduzindo a um sentido de emergência quanto à adequabilidade das empresas como condição para que resistam ao novo ambiente dos negócios.
O mundo financeiro é muito flexível, os valores das ações se alteram freneticamente de acordo com as mudanças e casos políticos, econômicos e sociais que acontecem diariamente no cenário mundial. Então, os investidores buscam por organizações que se mostrem estáveis e seguras. Essas empresas devem transmitir confiança ao investidor, aplicando para isso uma política fundamentada em três fatores principais: transparência, prestação de contas e equidade entre os acionistas.
As organizações, por causa do processo de globalização e em função da necessidade de crescente competitividade, precisam crescer e se desenvolver para poder competir. Caso contrário, vão perder mercado para as grandes multinacionais, ou até poderão ser compradas por estas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GIL, A. C.. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2002.

GITMAN, L. J.. Princípios de administração financeira. Tradução Antonio Zoratto Sanvicente. 10 ed. São Paulo: Pearson Addison Wesley, 2004.

MARCONI, M. A; LAKATOS, E. M.. Técnicas de pesquisa: planejamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisa, elaboração, análise e interpretação de dados. 7 ed. São Paulo: Atlas, 2009.

SINGER, Paul. Para entender o mundo financeiro. São Paulo: Contexto, 2000.

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