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O Poder Da Inteligência Emocional E Espiritual No Cotidiano

O poder da inteligência Emocional e Espiritual no cotidiano

Por Francine de Oliveira

Professora FGV

Por muitos anos algumas empresas utilizavam no seu processo seletivo alguns testes que identificavam qual inteligência múltipla aquela pessoa tinha desenvolvida para que assim fosse verificado se seu perfil estava condizente com a vaga destinada. Esta teoria foi criada por Howard Gardner, psicólogo e pesquisador Norte Americano na década de 80. Gardner amplia o conteúdo do QI, desmembrando em várias partes para o QM, Inteligências múltiplas. Assim neste contexto ele propôs uma ideia diferente de se falar da inteligência, dividindo-a em 7 competências: Linguística, Matemática, Musical, Corporal, Espacial, Naturalista Ecológica, Interpessoal e Intrapessoal. Ou seja, se precisava de um funcionário para trabalhar na área financeira identificaríamos se possuía a inteligência Matemática. Ou se a vaga era para relações públicas, por exemplo, identificaria as habilidades de relação interpessoal e intrapessoal.

Na verdade essas técnicas ainda são utilizadas, porém já não são mais o suficiente para determinar uma competência. O fato é que vivemos a cada momento uma época diferente é ai que digo, que quando em 1990 veio Daniel Goleman psicólogo defendendo a ideia de que a Inteligência Emocional deveria ser desenvolvida nas pessoas que ainda não a possuíssem, e que seria uma das melhores ferramentas para se utilizar na vida profissional, foi uma feliz observação para o preparo das pessoas no seu dia a dia e na vida profissional. Para Goleman a inteligência Emocional se refere a capacidade que temos de identificar os nossos próprios sentimentos e também os sentimentos dos outros, de motivarmos e de gerir bem nossas emoções dentro de nós. Ele diz que o QE é um conjunto de autocontrole, zelo e automotivação. Estas aptidões podem e devem ser ensinadas aos profissionais no mercado de trabalho para que tenham melhor desempenho em sua vida profissional e até mesmo nas tomadas de decisões do cotidiano.

Um profissional que tem a sua inteligência emocional desenvolvida, por exemplo, ele consegue driblar diversas situações com sabedoria e sem infligir à ética, evitando possíveis conflitos. Imagine a seguinte situação: Seu chefe chega ao escritório agindo agressivamente em suas palavras, chamando a atenção da equipe por algum motivo qualquer. Tudo bem, em alguns pontos ele até pode ter razão, entretanto imagine que o comportamento dele sobre a ação seja agressivo e que normalmente não agiria assim, é claro. Bom a pessoa que tem a inteligência emocional bem desenvolvida irá perceber que seu chefe com certeza está com um problema muito maior, ou que pode não ter dormido bem à noite. Então, ele simplesmente não vai reagir e nem responder negativamente e sim procurar entender o motivo da ação dele de forma que não crie um maior conflito.

A Inteligência emocional, possui muitas obras sobre este assunto e ainda é a dificuldade de muitas pessoas, que não consegue controlar suas emoções diante de situações adversas. E era a mais discutida até que veio então veio Danah Zohar e completou com a terceira Inteligência, que é o QS- Inteligência Espiritual. Para ela muitas pessoas possuem de tudo, são bem sucedidas, possui família, casas gigantescas, uma conta bancária polpuda, saúde, mais ainda assim não são felizes por que falta uma inteligência maior, uma inteligência divina de que é entender sua missão como ser único neste universo.

Danah Zohar, física e filósofa americana, coloca inteligência espiritual num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos.

A diferença entre a Inteligência Emocional e a Inteligência Espiritual é que a inteligência emocional eu vou identificar em qual situação eu me encontro e decidir de que forma eu vou reagir, procurando me comportar de maneira apropriada. Já a inteligência Espiritual tem haver com o que aquela situação significa para mim e se eu quero estar nesta situação e como eu reajo. Na situação do exemplo citado acima do seu chefe que chegou mal humorado, eu posso dizer o seguinte: na inteligência emocional eu vou entender que ele está com problemas e que não vou me abalar emocionalmente com a atitude dele, já na inteligência espiritual além de entender esta questão eu vou querer ajudá-lo a resolver o problema o qual ele se encontra ou fazê-lo a repensar na situação. Então saímos do processo individualista e passamos a pensar num todo.

As empresas hoje são mais focadas para o capitalismo, onde os profissionais trabalham, mais, com menos recursos e precisam produzir e vender mais. Tais práticas levaram as questões como, por exemplo, a da sustentabilidade, pois o que a minha empresa ou a que eu gerencio faz para contribuir com o meio ambiente? E com a solidariedade? Será que trabalhar é apenas ganhar dinheiro? E as outras questões como ficam?

Com a Inteligência Espiritual passamos a perceber que precisamos ver o outro bem, e que o meu bem estar está ligado a tudo isto. Eu só posso estar bem e feliz se o outro também estiver bem e feliz. E aí você deve buscar reposta para os seguintes questionamentos: Porque ocupo determinado cargo naquela empresa? O que posso fazer para contribuir com o crescimento e desenvolvimento das pessoas que estão na minha empresa ou a minha volta? E fora da empresa, Na minha família? Na cidade onde vivo? No Estado, País ou mundo? O que posso fazer para ser melhor? Com a procura das respostas para estas e outras perguntas, descobrimos nossa missão na terra e passamos a ter um pensamento menos individualista e mais no coletivo olhando para o cotidiano de todas as outras pessoas.

Para que você possa ser um profissional feliz e bem sucedido, não basta só fazer MBA´s, Mestrados, cursos e cursos, é necessário que se tenha bem desenvolvido as três Inteligências para agir conscientemente nas determinadas situações que vivemos em nosso cotidiano, deixando de lado o processo individualista, pensando num todo interno e externamente a sua vida. E diria que um líder que possui Inteligência Espiritual não julga, tem empatia e consegue envolver a equipe para a percepção de um todo da sua existência no universo, na família e na empresa.

Francine de Oliveira é especialista internacional em Gestão de Empresas. Possui MBA Executivo

Internacional pela FGV em Tampa na Flórida. Graduada em Comunicação Social com habilitação para

Jornalismo pelo UNIS/MG, graduando o 2ª ano em Direito pela FADIVA. Há 8 anos atua como

Coordenadora Geral do Grupo Conexão no sul de Minas. É docente da Fundação Getulio Vargas nos

cursos de Pós em Administração de Empresas (Pós ADM) nas diciplinas de Técnicas de Comunicação,

Gestão de Pessoas e Jogos de Negócios e docente no MBA´s do programa FGV Management. É

palestrante na área de Comunicação, Liderança, Negociação e Estratégias. É Consultora para implantação

de estratégias comerciais e desenvolvimento de liderança. Suas experiências anteriores consiste como

professora no Senac na disciplinas de Comunicação Empresarial , Habilidades Gerenciais e Gestão de

Pessoas e Gerente Comercial na Associação, Comercial e Industrial de Varginha por 4 anos.E-mail francineoliveira.fgvprof@yahoo.com.br

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