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O Profissional Camaleão

A psicologia sempre me chamou a atenção, mesmo não sendo minha área de especialidade. De uns tempos para cá, passei a ler literaturas que abordam estes assuntos e ao folhear uma revista chamada Psique (edição 66 – Publicação mensal pela Editora Escala), encontrei um artigo escrito por Jorge Forbes, “A chegada do Camaleão”.
Ele faz uma alusão dos profissionais dos dias de hoje com o réptil que possui a habilidade de inserir-se ao meio adaptando a cor da sua pele.
Pegando uma carona no assunto de Jorge vamos abordar o tema:
Que tipo de profissional o mercado de trabalho quer?
Flexibilidade, Resiliência e Atitudes são os atributos mais procurados em um candidato no momento de uma entrevista de emprego, sem contar é claro, seu conhecimento técnico.

Para que se tenha sucesso nesta busca, profissionais de RH há muito tempo buscam literaturas que digam respeito ao comportamento humano no intuito de detectarem coerências e incoerências entre a fala e os movimentos corporais.

Autores como Pierre Wel e Roland Tompakow (O Corpo Fala) e Jo-Ellan & Mark Mazzarella (Decifrar Pessoas) são uma fonte de consulta para facilitar esta compreensão. Seriados como Lie To Me não deixam de ser referencias entre outros.

Ser assertivo nas contratações é fundamental porque o mercado é dinâmico e os clientes têm pressa. Sai caro para a empresa quando um setor está debilitado pela falta do profissional pois lhe falta uma engrenagem para a eficiência do negocio.
Uma vez escolhido o candidato, espera-se que contribua com sua criatividade e inovação, bem como, ser capaz de lidar com qualquer tipo de gente.

Espera-se que consiga adaptar-se à realidade da empresa sendo calmo nos momentos difíceis, enérgico no alcance das metas e habilidoso para criar sinergias. É saber adaptar-se ao vai e vem, o sobe e desce de uma organização que alem de bens materiais está composta de pessoas que por sua vez são redomas repletas de sentimentos do tipo: àqueles que geram expectativas e àqueles que geram frustrações.

Em razão disso é que este profissional deve ser como o camaleão e adaptar-se ao meio, não de uma forma passiva, mas aceitar a nova realidade e depois ser o catalisador para as mudanças.

Enquanto no mundo animal, o camaleão adapta-se ao meio para sobreviver (alimentar-se), o profissional adapta-se para entender o ambiente e buscar uma maneira de proporcionar mudanças (ser um catalisador).
Para que isso aconteça é preciso àqueles atributos já citados anteriormente:

Flexibilidade (empatia), Resiliência (capacidade do indivíduo lidar com problemas) e Atitude (querer fazer a diferença).

Por: Sérgio Ditkun (32 anos)

Pós Graduado em Gestão Inovadora de Produtos, Serviços e Cadeia de Suprimentos;

Graduado em Administração de Empresas;

Trabalha em RH com T&D, Recrutamento e Seleção e Gestão de Terceiros em uma das 150 melhores empresas para se trabalhar no Brasil (Revista Exames 2011).

Atividades extras: Professor – SENAI
Ponta Grossa PR

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