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Empregabilidade: o que é, importância e como desenvolver

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A empregabilidade é um conceito relativamente recente, mas que tem grande importância na vida de qualquer pessoa. Ainda, ela vai além da questão de se estar ou não ocupando um cargo em uma empresa, focando na capacidade de cada profissional em ser notado e desejado pelas organizações.

Neste artigo, vamos explicar o conceito de empregabilidade e cada um de seus pilares. Além disso, falaremos sobre o índice de empregabilidade e como calculá-lo. Por fim, vamos mostrar como fazer para aumentar a sua empregabilidade e se tornar um profissional disputado pelo mercado. Confira!

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O que é a empregabilidade?

Trata-se da capacidade do indivíduo de conseguir um emprego e de se manter nele sem ser afetado pelas oscilações do mercado. Sendo assim, ela está diretamente relacionada ao alinhamento entre o que a pessoa tem a oferecer com o que as empresas buscam para o preenchimento de suas vagas.

O conceito foi criado no final da década de 90, pelo educador e orientador profissional José Augusto Minarelli, especialista em recolocação e aconselhamento de carreira e pioneiro no assunto aqui no Brasil.

Importância da empregabilidade

A empregabilidade é fundamental para proporcionar segurança e estabilidade aos profissionais. Para quem está em busca de uma recolocação ou de um primeiro emprego, ela garante que a pessoa seja encontrada pelos recrutadores e seja tida como uma opção adequada para a participação dos processos seletivos.

Por outro lado, quem já conquistou sua tão sonhada vaga enfrenta o desafio de manter seu emprego. Nesse caso, a empregabilidade é a melhor estratégia para seguir demonstrando grande valor para a empresa, garantindo sua permanência por mais tempo.

Bases da empregabilidade

A empregabilidade se baseia em 3 aspectos essenciais: as competências, os conhecimentos e a rede de relacionamentos. Cada um deles tem um impacto específico e pode ser avaliado com pesos diferenciados pelo RH das empresas, mas sempre estão presentes na busca por novos profissionais ou na avaliação de sua permanência no quadro de efetivos. Portanto, é muito importante ficar atento, prioritariamente, a esses 3 pontos. 

Quais são os pilares da empregabilidade?

De acordo com José Augusto Minarelli, a empregabilidade é constituída de 6 pilares, a serem observados e trabalhados. A seguir, veja quais são eles.

Adequação vocacional

A adequação vocacional está relacionada à predileção de uma pessoa à profissão escolhida. Quando uma pessoa trabalha com algo que realmente gosta e deseja trabalhar, ou seja, com a sua vocação, tudo fica muito mais fácil e prazeroso, não apenas para ela, mas para todos à sua volta.

Sendo assim, de nada adianta pensar em buscar as profissões do futuro, ou aquelas que trarão melhor retorno financeiro, se não houver um mínimo de vocação para elas. A adequação vocacional aumenta a produtividade do indivíduo e a sua capacidade de entregar melhores resultados para a empresa.

Competência profissional

A competência profissional diz respeito à capacidade técnica e comportamental de uma pessoa em relação ao cargo pretendido. Ela representa a camada mais externa da empregabilidade, aquela que todos presenciamos no dia a dia de quem está em busca de uma vaga, de uma promoção ou mesmo de se manter empregado.

Dessa forma, quando uma empresa disponibiliza uma vaga, ela descreve as competências que espera de seu ocupante, tais como liderança estratégica, nível superior em finanças, experiência prévia na área e afins. Nesse caso, terá a maior empregabilidade a pessoa que preencher a maior quantidade de requisitos apresentados.

Idoneidade

A idoneidade está ligada aos valores que regem a pessoa, principalmente a honestidade e a fidelidade a seus propósitos de vida. Trata-se de um pilar essencial para o fortalecimento da confiança estabelecida entre a empresa e o profissional. Por isso, é um aspecto altamente relevante. 

Ademais, ela pode ser considerada uma soft skill e tem uma influência ainda mais forte sobre a manutenção de um emprego. Afinal, é mais difícil identificar a falta de idoneidade em algumas etapas de um processo seletivo, mas ela se revela facilmente no dia a dia de uma equipe.

Saúde física e mental

Tanto a saúde física quanto a saúde mental são fatores que afetam diretamente a empregabilidade. Problemas de saúde afetam a produtividade e a disponibilidade para trabalhar, o que faz com que a pessoa não seja muito bem-avaliada em relação à candidatura a uma vaga ou mesmo na permanência em um emprego.

Por mais que as empresas tenham desenvolvido programas de promoção à saúde mental e física de seus colaboradores, são os cuidados que cada um tem consigo mesmo que farão a diferença em sua empregabilidade. Uma boa saúde integral também mostra dedicação e autocuidado, que são características desejáveis no mercado de trabalho.

Reserva financeira

É comum pensar na saúde financeira como consequência da empregabilidade, mas existe um caminho reverso muito mais potente. Quando uma pessoa tem um bom controle de seus gastos e conta com uma reserva financeira, ela se mantém mais firme e inabalável frente às adversidades.

Para quem está em busca de recolocação no mercado de trabalho, essa reserva ajuda a não se desesperar e aceitar qualquer vaga, além de permitir investir na preparação para uma posição melhor. Para quem já está ativo, a reserva financeira dá tranquilidade para focar no trabalho, mesmo que um gasto inesperado surja.

Relacionamentos

Este é um dos pilares que mais potencializa o encontro de oportunidades de emprego e de mudança para outras empresas. A rede de relacionamentos, também chamada de networking, são as pessoas com as quais se cria algum tipo de vínculo profissional.

Nesse sentido, elas podem ser formadas de diferentes formas, inclusive no âmbito pessoal. Toda pessoa pode se tornar um contato estratégico em algum momento da vida profissional. Logo, fortalecer os laços com as pessoas certas pode gerar uma grande vantagem na empregabilidade de um profissional.

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O que é índice de empregabilidade?

O índice de empregabilidade é um comparativo que se estabelece entre as habilidades de uma pessoa e o que é exigido pelo mercado para o cargo pretendido e ao que os profissionais concorrentes apresentam. Parece complexo, mas, na prática, é bastante simples. 

Esse indicador será maior ou menor conforme o alinhamento entre o seu perfil, o perfil dos seus concorrentes e o perfil buscado pelo mercado. Quanto mais o seu perfil se aproximar do perfil buscado pelo mercado, melhor. Ainda, quanto mais diferenciais positivos em relação aos concorrentes, melhor. 

Como calcular o índice de empregabilidade?

Por ser um indicador qualitativo, não existe uma fórmula matemática que resulte em um número. Contudo, existem alguns fatores a serem observados para chegar a esse índice:

  • o seu perfil profissional;
  • o perfil das pessoas que se candidatam para as mesmas vagas que você;
  • fatores macroeconômicos sobre o mercado de trabalho em questão.

Vamos a um exemplo. Imagine uma pessoa da área de secretariado executivo que seja bilíngue e tenha 10 anos de experiência em uma grande empresa. Se a maioria das empresas busca por pessoas que falem 3 ou mais idiomas e tenham pelo menos 5 anos de experiência, ela terá uma baixa empregabilidade, por não atender plenamente um dos requisitos de grande parte das oportunidades. 

Contudo, se ela se candidata para uma vaga onde todos os demais candidatos também dominem apenas 2 idiomas e tenham apenas 5 anos de experiência, sua empregabilidade aumenta, pois ela se diferencia por ter mais experiência que os demais.

Como aumentar a empregabilidade?

Uma boa empregabilidade garante que um profissional deixe de ser invisível ou mesmo seja constantemente incluído em banco de currículos, para ser disputado pelas principais organizações do mercado. Veja, a seguir, como aumentar a sua empregabilidade e se tornar esse tipo de profissional.

Fortaleça seu autoconhecimento

O autoconhecimento é um excelente ponto de partida para aumentar a empregabilidade. Assim, antes de pensar em qualquer tipo de ação, é fundamental que você se conheça bem, sabendo do que gosta e o que não gosta e, principalmente, tenha seus valores muito bem definidos e esclarecidos. Esses pontos ajudam a determinar qual área de atuação deseja seguir e qual tipo de empresa se encaixa em seu perfil. 

Essa etapa pode requerer a ajuda de um profissional, como um coach, um mentor ou, até mesmo, um psicólogo. O mais importante é entender bem a si mesmo e se sentir seguro em relação a isso para enfrentar os desafios que estarão por vir.

Conheça o mercado onde pretende atuar

Enquanto o autoconhecimento diz respeito ao que você tem a oferecer ao mercado, o conhecimento do mercado diz respeito sobre o que ele exigirá de você como um bom profissional.

Por isso, pesquise sobre as principais empresas do setor, entenda quais são as competências organizacionais que elas exigem de seus colaboradores e o que elas têm buscado no perfil de suas vagas. 

Nesse momento, uma ótima dica é olhar o perfil dessas empresas no LinkedIn e estabelecer contato com os funcionários delas por lá. Essas pessoas podem passar informações muito importantes para serem usadas de forma estratégica no fortalecimento da sua empregabilidade.

Cuide da sua saúde física e mental

Tanto a saúde física quanto a saúde mental devem ser tratadas como pontos constantes de observação. Afinal, uma pessoa que esteja doente sequer será capaz de mandar bem em uma entrevista, caso seja convidada para uma.

Começando pela saúde física, é preciso cuidar da alimentação, fazer exercícios físicos e acompanhamento médico de rotina periodicamente. Já em relação à saúde mental, é fundamental levar o assunto muito a sério. Desse modo, tenha momentos de lazer incluídos na rotina, tenha um hobbie, leia livros e evite gastar todo o tempo livre nas redes sociais.

Controle suas finanças

A saúde financeira é outro ponto crítico da empregabilidade. Manter as finanças em ordem significa ter tranquilidade para tomar decisões importantes na carreira sem ter o dinheiro como um empecilho. Isso implica em uma possível migração de área, na realização de uma pós ou de um intercâmbio. Ainda, até mesmo na recusa de uma oferta de trabalho que não esteja alinhada com seu perfil.

A principal dica aqui é: tenha uma reserva de emergência de, pelo menos, 6 meses a 1 ano. Se você ainda não tem a sua, comece a fazê-la desde já, mesmo que isso envolva alguns meses de sacrifícios. Observe seus gastos com atenção, veja se todos eles são realmente necessários e reserve cerca de 30% da sua renda para investir em seu futuro.

Forme uma rede estratégica de relacionamentos

Uma das bases mais importantes da empregabilidade atualmente é o networking. Grande parte das contratações nas empresas têm sido realizadas por meio de indicações dos colaboradores, por isso é tão importante se aproximar das pessoas certas.

Imagine que a sua intenção seja entrar para uma empresa que fomente o intraempreendedorismo e que tenha iniciativas de desenvolvimento de carreira. A concorrência pode ser bastante acirrada, mas se você já tem o contato de vários colaboradores de empresas com essas características e mantém um diálogo frequente com elas, certamente elas se lembrarão do seu nome em uma oportunidade de indicação.

Para quem já está empregado, o fortalecimento da rede de relacionamentos ajuda na progressão da carreira internamente. Ser bem-visto e bem-relacionado pode gerar promoções mais frequentes e melhores oportunidades de ascensão na estrutura organizacional.

Invista em capacitação

Por fim, não dá para falar de empregabilidade sem pensar em capacitação. Toda vaga, seja ela para ingressar em uma empresa ou para ser promovido, exigirá certo nível de conhecimento de seu ocupante. Quanto mais alto for o cargo na estrutura da empresa, maiores também serão as exigências técnicas e comportamentais.

Sendo assim, disponha tempo e dinheiro para aprimorar seus conhecimentos. Entenda quais são as exigências do mercado em relação a isso e trace um plano de desenvolvimento para a sua carreira. Inclua cursos, treinamentos, eventos e até mesmo intercâmbios. Quanto mais fortalecida estiver essa base, melhores serão as vagas a serem pleiteadas.

Conclusão

A empregabilidade é um conceito amplo e necessário na vida de qualquer profissional. Conhecer e fortalecer seus pilares ajuda a pessoa a conquistar uma carreira de muito sucesso, com ascensões mais frequentes e ótimos retornos financeiros. 

Então, se você quer melhorar seu padrão de vida e se tornar um profissional desejado no mercado, a Sólides preparou um novo curso gratuito que se encaixa perfeitamente em seu momento profissional. Faça agora mesmo o curso de Empregabilidade Sólides.

 

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