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O que é produtividade tóxica e como evitar?

produtividade tóxica

A pandemia da COVID-19 trouxe diversos impactos à saúde mental dos colaboradores. Com o aumento das taxas de desemprego e a mudança no modelo de trabalho para o home office, surgiram inúmeras incertezas e inseguranças nos trabalhadores, o que levou a problemas como a produtividade tóxica. 

A necessidade dos colaboradores em mostrar serviço a todo o tempo pode até parecer benéfica para a organização, mas não é bem assim. Esse distúrbio tem consequências bastante sérias e pode levar, inclusive, à Síndrome de Burnout. 

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Mas afinal, como o RH pode identificar o problema e prevenir que o excesso de trabalho se torne algo mais sério? Neste post, vamos explicar um pouco mais sobre a produtividade tóxica e ajudar o departamento a lidar com a questão. Boa leitura!

O que é produtividade tóxica?

Trata-se de uma forma de se referir ao excesso de preocupação e dedicação exaustiva ao trabalho, priorizando apenas a produção em detrimento da saúde mental e da vida pessoal. 

Nesse sentido, caracteriza-se por uma obsessão por autoaperfeiçoamento, ou seja, por mais que o profissional produza, nunca parece o suficiente. 

Durante a pandemia do coronavírus, essa sensação se tornou ainda mais presente no dia a dia dos profissionais. Isso porque, mesmo com uma rotina de tarefas, muitas pessoas ainda tinham o sentimento de que o resto do tempo livre também deveria ser utilizado para o trabalho

Mas a glamourização do excesso de trabalho não é uma novidade. Contudo, com a rotina home office, o medo da ociosidade acabou causando uma dificuldade em equilibrar o tempo gasto em atividades da vida pessoal e com a profissional. 

Isso não é só uma escolha do próprio colaborador, mas também dos gestores. Segundo dados do Valor Econômico, 60% dos profissionais brasileiros afirmam que tiveram cargas de trabalho mais altas nos anos de 2020 e 2021, em relação a anos anteriores. 

Como a produtividade tóxica pode ser prejudicial?

Superficialmente, é possível que você, profissional de RH, imagine que o excesso de produtividade seja algo bom. Afinal, os resultados da empresa, com certeza, estão se mostrando muito mais animadores. 

Contudo, é fundamental analisar o problema a longo prazo. A produtividade tóxica, como o próprio nome sugere, pode trazer diversos malefícios para a saúde dos colaboradores. Isso porque, o cérebro precisa de períodos de descanso após atividade intensa. 

Isso quer dizer que, quando não damos o tempo necessário desse descanso, podemos nos sobrecarregar, diminuindo as capacidades cognitivas e a criatividade, além de aumentar a propensão a erros nos processos do dia a dia. 

Além disso, o desgaste prejudica a saúde mental e pode trazer sérias consequências para o colaborador, como insônia, estresse, ansiedade, depressão e a temida Síndrome de Burnout.

Ademais, especialistas também sugerem que o próprio comportamento de trabalhar sem descanso pode ser uma tentativa de esconder ou superar problemas psicológicos ou desequilíbrios emocionais já existentes. 

Por fim, saiba que o aumento de cortisol, o hormônio do estresse, também pode trazer problemas de memória, além de dar origem a quadros de doenças, como diabetes e hipertensão arterial.  

Quais são os sinais da produtividade tóxica?

É importante que RH e gestores estejam dispostos a observar seus colaboradores, mesmo que a distância, para entender sinais de produtividade tóxica e conduzir o trabalho de forma eficiente e equilibrada. 

Além disso, vale a pena conversar com os profissionais, para entender se eles estão sobrecarregados e se é possível organizar as demandas de forma mais justa, sem causar desgastes. 

Ainda, vale lembrar que o excesso de trabalho e cobranças também podem levar a um maior número de turnover, fazendo com que a empresa perca bons profissionais e precise se dedicar a processos de atração. 

Alguns sinais que podem indicar a produtividade tóxica e que você deve ficar de olho são:

  • excesso de culpa em relação ao trabalho ou às pausas;
  • troca de atividades de lazer por tarefas de trabalho;
  • o colaborador está todo o tempo online no celular ou computador, trabalhando;
  • excesso de horas extras ou jornada que se estende com frequência;
  • o colaborador trabalha mesmo durante o horário de almoço;
  • exaustão excessiva.

RH no futuro

O que o RH pode fazer para evitar a produtividade tóxica?

A pandemia colocou muitas pessoas sob pressão. Embora o home office tenha trazido um melhor ganho de tempo, já que o profissional não precisa mais se deslocar até o trabalho, as cobranças aumentaram e surgiu uma necessidade de mostrar serviço a todo momento. 

Esse cenário se agravou ainda mais com as demissões em massa causadas pela crise econômica. Dessa forma, com medo de perder o emprego, boa parte dos colaboradores sentiu a necessidade de elevar o ritmo de trabalho e de estar à disposição da empresa durante todos os momentos do dia. 

Vale destacar que, no ambiente presencial, os profissionais se sentem com muito mais controle, sabendo de tudo o que está acontecendo em diversos setores e mantendo uma relação mais colaborativa com a equipe. 

Com base nessas afirmações, é possível entender como o RH e os gestores podem auxiliar os profissionais a diminuírem o ritmo e evitarem a produtividade tóxica. 

A primeira dica diz respeito à comunicação. Uma comunicação transparente sobre a situação da empresa e os rumos e decisões tomadas ajuda os colaboradores a se sentirem mais seguros, sem o medo constante da demissão.

Além disso, é importante que os líderes promovam alinhamentos constantes com a equipe, para manter os profissionais integrados e informados, minimizando esse sentimento de falta de controle. 

Mas a cultura da empresa também precisa mudar. No mundo corporativo, é comum que o trabalho excessivo seja visto com bons olhos, enquanto profissionais que tiram tempos de pausa são encarados com resistência. Esse tipo de visão precisa ser mudado, uma vez que temos conhecimento sobre os malefícios do overworking.

Além das dicas citadas, vale a pena estabelecer horários flexíveis, acompanhar de perto as horas extras e os profissionais que estendem suas jornadas regularmente. Isso trará benefícios corporativos relacionados à saúde física e mental, estimulando os colaboradores a viverem uma vida mais saudável e menos estressante. 

Conclusão

Como vimos, a produtividade tóxica foi um dos impactos do home office e fez com que muitos colaboradores se sentissem insuficientes, levando ao excesso de trabalho e, consequentemente, ao desgaste mental. 

Para evitar o cenário e prevenir problemas de saúde mental a longo prazo, é fundamental que o RH acompanhe de perto os profissionais e que implemente uma cultura de trabalho mais flexível e humanizada

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