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O Que Mais Eu Posso Realizar Para Cuidar Do Meu Cliente Interno?

Sempre que possível eu gosto de refletir e abrir um campo de “discussão” sobre temas que contemplam a área de Recursos Humanos. Vamos lá!

Diariamente tenho observado em algumas ações de T&D que é muito comum a caracterização dos processos de interação e desenvolvimento de pessoas como uma atuação de “prestação de serviços” para os clientes internos.

Sabemos que a prestação de serviços requer um acordo comercial, onde antes acontece a pesquisa, o estudo, se compara a capacidade de quem irá atuar, marca-se uma conversa, realiza-se o diagnostico necessário, etc. Ao atender as necessidades do cliente interno para encanta-lo não tem sido diferente, mas com uma diferença, o contexto é de “colaboração”. Após o compromisso de termosatendido o esperado, sempre haverá novas ações a serem feitas, novos cenários criados. Atender o cliente interno é mais que um compromisso, mas ter a percepção de que o nosso trabalho superou suas expectativas. É importante que nós profissionais de RH, tenhamos em nós a “experiência emocional” de termos apoiado alguém a ir além do objetivo desejado.

Se faz necessária uma atenção especial com os nossos colaboradores, quando temos uma reação muito positiva a respeito de um trabalho realizado. Cuidado! Atender suas necessidades é nossa primeira responsabilidade, mas o objetivo só será alcançado se cada vez mais nos anteciparmos em aprimorar os processos, entre outras ações, pois os cenários, o contexto, as condições, mudam constantemente. Em muitos diagnósticos de T&D, dos quais eu já “falhei”, aprendi que eu deveria ter me questionado ainda durante essa fase: “Há algo a mais que eu possa realizar”? Este questionamento tem de fazer parte do nosso dia a dia.

Usar o termo “prestação de serviços”, talvez não seja o ideal dentro de uma organização, ainda que muito difundido, isso pode afetar a cultura organizacional. A organização representa um conjunto de diversas funções que tem o papel de servir, atender, orientar, desenvolver, alcançar metas, sempre com o olhar de dentro para fora, atingir o nosso cliente final (o externo). Isso visa o nosso propósito de continuar servindo e o resultado desta ação é sempre cooperar com quem nela trabalha, ou seja, o nosso cliente interno. Juntos iremos sempre servir e contribuir para o seu crescimento econômico e social.

E atualmente nesse momento de crise econômica, a força da cultura organizacional eu vejo como uma “arma poderosa”. Eu não posso mais perguntar ao meu cliente interno e até mesmo o externo, o que ele deseja para que enquanto empresa eu satisfaça a sua necessidade. Temos de nos antecipar, nos envolver, é a arte de pertencer de fato a missão da sua empresa. O que realizamos deve ser de fato a expressão da “cultura”. Pergunte-se diariamente: “O que mais eu posso realizar para cuidar do meu cliente interno?” Até a próxima.

Silvana Pereira

Profissional de Educação Corporativa

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