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O RH e a Pedagogia Empresarial

Charlyne Pinheiro da Paz

Taise Neves Carvalho
( estudantes de Pedagogia- IFPa )

Introdução
O Artigo explicita as múltiplas funções do pedagogo empresarial, suas atuações, e seus objetivos de acordo com o empreendimento em que se trabalha. Mostra também, as estratégias e metodologias que asseguram uma melhor aprendizagem de informações e conhecimentos, já que considera a Empresa como um ambiente aprendente, estruturado como sendo uma associação de pessoas com o mesmo objetivo profissional (produtividade).
Ressalta que para ocorrer o desenvolvimento da capacidade de atuação com os recursos humanos da empresa, o pedagogo empresarial necessita reforçar sua formação filosófica, humanística e técnica.
Por fim, é de essencial importância ratificar que a Pedagogia Empresarial existe para dar suporte tanto em relação à estruturação das mudanças quanto em relação à ampliação e à aquisição de conhecimento no espaço organizacional.

Discussão
A Pedagogia é definida como a Ciência e a Arte da Educação. Ciência, quando através de observação e experimentação, investiga, analisa, sistematiza e define qual deve ser o objetivo, o foco da educação; e Arte quando define a execução, aplica e põe em prática de maneira pertinente, o resultado das investigações das teorias conhecidas pelo pedagogo, para atingir os objetivos educacionais.
A Pedagogia estabelece aquilo que se deve fazer, estuda os meios de realizá-lo e põe em prática aquilo que concebeu. O pedagogo- especialista em Pedagogia – tem o papel de conduzir o comportamento das pessoas em direção aos objetivos da educação, o processo de formação da personalidade humana equilibrada.
No entanto, a Pedagogia se entrelaça de maneira inteligente e eficaz à empresa, pois tanto a empresa como a pedagogia, age em direção a realização de idéias e objetivos definidos, no trabalho de promover mudanças no comportamento das pessoas. Esse processo de modificação no comportamento chama-se aprendizagem. E aprendizagem é a especialidade do pedagogo.
Levando em consideração que o estabelecimento empresarial é a associação das pessoas que serve para a estruturação de um espaço educativo, em torno de uma atividade com objetivo definido e, portanto, com um espaço também aprendente, cabe à Pedagogia a busca de estratégias e metodologias que garantam uma melhor aprendizagem/apropriação de informações e conhecimentos tendo sempre como pano de fundo a realização de idéias e objetivos precisamente definidos.
A Pedagogia Empresarial existe, portanto, para dar suporte tanto em relação à estruturação das mudanças quanto em relação à ampliação e à aquisição de conhecimento no espaço organizacional. O pedagogo empresarial “promove a reconstrução de conceitos básicos, como criatividade, espírito de equipe e autonomia emocional e cognitiva.” (Lopes, 2006: 74).
Nesta perspectiva, as responsabilidades dos especialistas em pedagogia empresarial são:
• Conhecer e encontrar as soluções práticas para a otimização da produtividade profissional;

• Conhecer a fundo e trabalhar de acordo com os objetivos da empresa onde trabalha;

• Conduzir com treinamentos os funcionários e dirigentes que trabalham na empresa, na direção dos objetivos humanos, bem como os definidos pelo empreendimento;

• Promover treinamentos, eventos, reuniões, festas, exposições, enfim, atividades práticas necessárias ao desenvolvimento integral das pessoas, motivando-as positivamente (processo educacional), com o objetivo de aperfeiçoar a produtividade pessoal;

• Aconselhar de forma pertinente, sobre as condutas mais eficazes das chefias para com os funcionários e deste para com as chefias, com o objetivo de favorecer o crescimento da produtividade da empresa;

• Favorecer/conduzir um bom relacionamento entre os membros da empresa, através de ações pedagógicas, que garantam harmonia, e conseqüentemente, estimulando a produtividade.
A Pedagogia no âmbito empresarial se consome basicamente com os conhecimentos, as habilidades, as competências e as atitudes tidas como necessárias à melhoria da produtividade. Confirmando esse olhar de Pedagogia Empresarial, Almeida (2006:06) afirma que o foco desta é “qualificar pedagogos e administradores para atuarem no âmbito empresarial, visando aos processos de planejamento, capacitação, treinamento, atuação e desenvolvimento do corpo funcional da empresa”.
Uma questão ainda em aberto é: onde o pedagogo empresarial pode atuar? Almeida (2006:07) lista várias áreas, tais como:
“- coordenações de ações culturais em gibitecas, brinquedotecas, parques temáticos, fundações culturais, teatros, parques e zoológicos;
– desenvolvimento de Recursos Humanos em empresas;
– direção e administração de instituição de ensino;
– elaboração de políticas públicas visando a melhoria dos serviços à população em autarquias, hospitais e governo nas tarefas municipais, estaduais e federais;
– gestão e desenvolvimento de conselhos tutelares, centros de convivência, abrigos e organizações não governamentais.
Em termos das gestões de pessoas ainda enumera:
– coordenação de equipes multidisciplinares no desenvolvimento de projetos;
– evidenciando formas educacionais para aprendizagem organizacional significativa e sustentável;
– gerando mudanças culturais no ambiente de trabalho;
– na definição de políticas voltadas ao desenvolvimento humano permanente;
– prestando consultoria interna relacionada ao treinamento e ao desenvolvimento das pessoas na organização.
As atividades do pedagogo empresarial relacionam-se a quatro áreas/campos à saber: atividades pedagógicas, sociais, burocráticas e administrativas. Essas atividades permitem a atuação do mesmo em empresas e escolas em função de natureza técnica pedagógica e administrativa; propor e coordenar atualização de profissionais em Empresas e Órgãos ligados à área educacional; coordenar serviços no campo das relações interpessoais; planejar, controlar e avaliar o desempenho profissional de seus subordinados; assessorar empresas e o entendimento de assuntos pedagógicos pessoais.
Quando se trata estreitamente do ambiente empresarial, primeira tarefa do pedagogo é fazer com que o chefe-líder/ empresário, perceba claramente, que o seu ideal de vida, suas aspirações e objetivos pessoais correspondem a uma questão ética e social na empresa. E fazer com que eles se conscientizem que os melhores chefes conseguem resultados positivos, porque são educadores.
O processo de influências recebidas pelos participantes de uma Empresa, durante todo o tempo em que trabalha nela, é educação (HOLTZ, 2006: 32).
Tendo conhecimento que a Educação é o processo de influências, sejam elas positivas ou negativas, na formação da personalidade humana, é possível dizer que a pessoa é educada pelos outros -hetero-educação- ou por si própria- auto-educação. A hetero-educação é dada por aprendizagem; quando recebemos do outras informações e por essas influências construímos nossa personalidade e identidade. E a auto-educação é dada por maturação; consiste em receber influências, buscadas por si mesmo, de dois modos: não intencional- por meios de participação em atividades de diversas naturezas- e intencional- por meio da busca de conhecimentos, sem o auxílio do outro, através de livros, revistas, internet, visitas à feiras, etc.
É válido ratificar, que o papel do pedagogo na empresa é educar de forma construtiva. Para atingir o objetivo de mudança de comportamento das pessoas, para que haja a produtividade pessoal, é preciso educar e não somente instruir. A instrução não atende aos ideais do processo educativo, de influenciar positivamente e provocar a mudança de comportamento. Os que se limitam a instruir, não cumprem integralmente à missão de educar, ou seja, não estimulam para que ocorram as mudanças de comportamento necessárias que contribuem para melhorar a formação da personalidade.
A Educação Integral é a condição indispensável para melhorar a produtividade, ou seja a atenção do pedagogo empresarial ao processo de influenciar positivamente os funcionários em todos os aspectos da sua personalidade vai favorecer o desenvolvimento da produção profissional nas mais diversas atividades. Para isso o pedagogo deve saber que o ser humano é um ser complexo e que para desenvolver sua faculdade inata de produzir, necessita do desenvolvimento integral da sua personalidade. Portanto, deve deixar transparente com o seu trabalho prático, na empresa, os efeitos positivos da adoção das várias atividades educativas.
A necessidade de influenciar positivamente e desenvolver o homem na sua personalidade integral, fez com que o processo educativo fosse separado em várias partes (Educação Artística, Educação Científica, Educação cívica, Educação corretiva, Educação Doméstica, Educação dos Sentimentos, Educação Econômica, Educação Escolar, Educação Feminina, Educação Filosófica, Educação Física, Educação Funcional, Educação Intelectual, etc.). A Educação Integral promove o desbloqueio da produtividade inata da pessoa humana.
Produtividade é a faculdade inata da pessoa humana, de produzir, de ser rendosa, de ser proveitosa, a ser criativa, de ser elaboradora, de ser realizadora , em tudo o que sabe fazer. Sendo uma faculdade inata, é natural que sejamos produtivos em tudo o que sabemos fazer, seja em atividades pessoais em casa, seja em atividades profissionais no trabalho, seja em atividades sociais (HOLTZ, 2006: 44)

Contudo, podemos concluir que não precisamos aprender produtividade, e sim desenvolvê-la. Porém, nem sempre ocorre dessa maneira. Em alguns dias se é produtivo, em outros dias, não. O estado emocional/psicológico tem grande influência na capacidade de produzir, criar, desenvolver atividades, assim como na saúde.
Desenvolver é tirar o que está envolvendo, o que está escondendo (HOLTZ, 2006: 45)
Ratificando, desenvolver é abolir o que apaga a nossa iluminação e atrapalha o que está sendo produzido/ criado. É válido relembrar que cabe ao pedagogo empresarial criar técnicas de treinamento e de motivação para que haja desenvolvimento produtivo, e uma boa comunicação entre os membros (funcionários e chefia) da empresa.
…a necessidade de planejar estrategicamente com um olhar novo a respeito do mundo e do contexto em que cada instituição se insere. Além disso tudo, uma questão importante continuará presente nas organizações, que é a qualidade do trabalho em equipe. Isto é o que fará a diferença. E muito terá de ser feito, ainda, neste sentido. (VELOSO)

A parceria entre pessoas e organização faz com que estas sejam envolvidas de forma efetiva na melhoria e no aperfeiçoamento daquilo que fazem/produzem, assim como na criação de seu futuro.
O Processo de comunicação dentro das organizações é de suma importância para seu crescimento e desenvolvimento como um todo. Hoje com o crescimento da globalização e a concorrência cada vez mais forte, as palavras de ordem são Produtividade, qualidade e competitividade, neste contexto as pessoas passam a ser o grande foco de mudança dentro de uma empresa, alias são elas que se relacionam para o crescimento das organizações, elas são os únicos recursos vivos e inteligentes para enfrentar os desafios das empresas, assim a Pedagogia que já foi citada anteriormente como a ciência que estuda as maneiras de ensinar e a arte de socializar pessoas tem forte ligação nas empresas, e o departamento de Recursos Humanos este inserido como uma das principais áreas para absorver esses profissionais.
A Expressão Recursos Humanos refere-se às pessoas que participam das organizações e que nelas desempenham determinados papeis (CHAVIENATO 2009). O RH é uma especialidade que surge para trabalhar com as complexidades organizacionais e para reduzir conflitos entre objetivos individuais e os interesses das empresas. Para Inovar as organizações precisam saber lidar com a subjetividade, gerar comprometimento e ter profissionais sensíveis a mudança no ambiente, para isso o setor de Rh precisa promover estímulos e motivação, além de gerar táticas de energia para o funcionamento da empresa. MCCLELLAND psicólogo americano famoso pela Teoria da Motivação fala sobre três tipos de necessidades que supridas podem obter bom desempenho nas pessoas que são o Poder (posição de influencia), afiliação (afeto) e realização (auto-estima), segundo ele cada pessoa tem um nível de necessidade diferente da outra. A base da Teoria afirma que quando um indivíduo consegue algo através de algum motivo, o mesmo meio será utilizado para resolver outros problemas. Dessa forma caracterizará o estilo da pessoa. As nossas motivações estão ligadas as nossas necessidades, de modo geral são impulsos interiores (de dentro para fora) que nos levam a ação, segundo STACY ADAMS em sua teoria da equidade, existem três níveis de necessidades básicas que são o Biológico que se refere aos nossos desejos e necessidades, o Psicológico que esta ligada aos sentimentos e por ultimo o espiritual que este diretamente ligado a nossa crença em algo, a nossa fé. Ao analisar essas teorias podemos considerar essas necessidades como forças e funções motivadoras de extrema importância, devem-se também levar em conta que as pessoas são diferentes uma das outras, cada um trás consigo valores, idéias enfim, um background cultural diferente e isso devem ser respeitados dentro das organizações. É importante também ressaltar o espírito de liderança dentro das empresas, a liderança é indispensável para a eficiência, para os lucros e também para a sustentabilidade da empresa aumentando a sua força de produtividade. Um líder deve primeiro conhecer a si mesmo, o autoconhecimento é essencial para uma boa liderança frente a grupos, assim a mais segurança na transmissão de conhecimentos. Segundo Idalberto Chiavenato (1999:553-627)
“a liderança é um processo chave em todas as organizações. O administrador deveria ser um líder para lidar com as pessoas que trabalham com ele. A liderança é uma forma de influência. A influência é uma transação interpessoal em que uma pessoa age para modificar ou provocar o comportamento de outra pessoa, de maneira intencional.”
Um líder precisa ter visão organizacional, autoconhecimento, capacidade de motivação, facilidade na transmissão de seus conhecimentos, capacidade de ouvir as pessoas, engajamento na sociedade, saber pregar e aplicar seus princípios e idéias, pois é ele que conduz as pessoas e influencia diretamente com, a confiança também é muito importante ele precisa passar segurança em suas ações. Um líder precisa saber avaliar, analisar, recompensar, estimular e ate punir de forma responsável sem agredir sua imagem, convencendo o outro de que aquela foi à melhor forma, ele é um exemplo dentro das organizações, mais não pode causar medo e sim deve ser respeitado. Lideres ganham guerras, formam culturas organizacionais, conduzem pessoas de forma excepcional. A liderança é um assunto hoje muito debatido, alias com a crescente globalização e a tecnologia cada vez mais avançada o líder encontra pela frente muitas adversidades que podem ser visto como barreiras para a elaboração e execução de suas tarefas organizacionais. Hoje podemos notar uma grande banalização dos valores obtidos pela família (primeira instituição em que um indivíduo se encontra inserido), e também a falta de ética e solidariedade entre as pessoas, Além do forte poder da mídia e da internet que promovem alguns conceitos equivocados e deturpados que influenciam na maneira de agir, pensar e tomar decisões.
Atualmente as pessoas se comunicam cada vez menos, há uma grande dificuldade nas relações humanas, a comunicação entre pessoas é uma arte, mais é preciso entender que nesse processo há componentes que podem decidir uma boa ou má comunicação, os componentes são: Mensagem (aquilo que deve ser comunicado), Emissor (quem comunica algo), Receptor (quem deve receber a mensagem) e o Ruído (tudo que venha a interferir nessa comunicação), assim diminuindo os ruídos e sendo bem claros e objetivos nas mensagens a serem transmitidas conseguiremos manter uma boa comunicação, seja com um colaborador, cliente ou qualquer outra pessoa, aumentando nosso poder de influencia, o que pode definir um líder.
Muitas vezes há lideranças que são autoritárias e acaba prejudicando as relações nas organizações, segundo Chiavenato (s.d.), “o século XX foi o século da Administração. Foi nele que surgiram as principais abordagens administrativas e a Administração se desenvolveu de forma impressionante”. A partir desse contexto surgem novas necessidades de rever conceitos e uma maior necessidade de entender as pessoas nas suas individualidades. A Teoria Behaviorista que a principio foi proposta por WATSON e logo depois desenvolvida por e outros psicólogos, ressalta alguns aspectos organizacionais como, o Processo decisório, onde as decisões particulares são reflexos de decisões globais, a Liderança, que é a capacidade de fazer a melhor escolha, uma característica dos lideres, e os Conflitos entre Objetivos que nada mais é do que o conflito que ocorre entre os objetivos nas organizações e os objetivos individuais de cada pessoa.
Toda Organização possui competências essenciais de grande importância para seu desenvolvimento, cabe ao gestor de RH identificar e fortalecer essas competências assim como promover estratégias para que novas competências sejam despertadas nas organizações.
Os programas de treinamentos que envolvem o RH têm como palavra chave a aprendizagem, para CHIAVENATO (1985, p.288): “Treinamento é o processo educacional, aplicado de maneira sistêmica, através do qual as pessoas aprendem conhecimentos, atitudes e habilidades em função de objetivos definidos” Para HAMBLIN (1978, p.15) “Treinamento abrange qualquer tipo de experiência destinada a facilitar um ensino que será útil no desempenho de um cargo atual ou futuro”
Esses treinamentos têm por objetivos ajudar as pessoas e a organização há terem novas atitudes e praticas possibilitando um bom desempenho e gerando uma maior qualidade na produtividade da empresa. Para ter vida longa à organização precisa esta preparada para enfrentar os desafios internos e externos, preparar seu pessoal de forma prazerosa e conhecer os fatores essenciais da organização para elaborar treinamentos coerentes e realistas para que ao final a avaliação seja positiva e o gestor possa obter um feedback como resposta, além dos treinamentos o RH também tem como função a pesquisa de mercado, recrutamento e seleção, legislação trabalhista, avaliação de cargos, planos de carreira, higiene e segurança, benefícios sociais, etc.
O papel do RH é essencialmente educativo, ele trabalha na sensibilização e educação dos seus funcionários, lidar com pessoas é um de suas principais características e faz parte de um dos principais desafios de uma organização. Para CHIAVENATO (2009: p.254)
“Não há leis ou princípios universais para a administração das pessoas, nem normas para lidar com elas. A ARH (administração de Recursos Humanos) é contingencial, ou seja, depende do contexto situacional de cada organização: do seu ambiente externo, da cultura e mentalidade preponderante, do estilo de gestão adotado, da tecnologia utilizada pela organização, das políticas e diretrizes vigentes, da filosofia administrativa preponderante, da concepção a respeito das pessoas que existe na organização e, sobretudo, da qualidade e quantidade dos recursos humanos disponíveis”.
A partir do momento em que esses elementos mudam, muda-se a maneira de se administrar esses elementos, por isso a gestão de RH é mutável e extremamente fértil, também precisa ser dinâmica para saber lidar de forma construtiva com esses tipos de mudanças que ocorrem dentro das empresas, hoje as empresas não enxergam mais as pessoas como meros agentes hoje se fala em administrar com as pessoas, tendo elas como agentes de mudanças que influenciam e participam de maneira decisiva dentro de uma organização.

Considerações finais

Todos esses aspectos que envolvem o setor de RH têm como base as relações humanas e o processo de aprendizagem assim se podem notar a importância dos fatores pedagógicos dentro de uma organização. Para debatermos os aspectos de suma importância da área pedagógica dentro da empresa é preciso levar em conta suas bases de estudos voltados para o processo de ensino-aprendizagem e a socialização com o meio, fatores esses que contribuem na elaboração dos conteúdos passados e nos resultados esperados. Hoje no mundo do trabalho há uma grande necessidade de um processo produtivo com mais criatividade e dinâmica, proporcionando uma maior relação com o meio e assim dando mais intensidade ao trabalho a ser elaborado. Quando falamos em gestão de pessoas dentro do processo de aprendizagem e relação com o outro novamente podemos citar a pedagogia como parte integradora e facilitadora para o desenvolvimento de pessoas e organizações. Há um paradigma de que o profissional da área de educação tem seu espaço restrito nas salas de aulas, mais o mundo cada vez mais capitalista nos insere em outros rumos que nos levam além dos muros das escolas para atuar em outros setores de uma empresa com as mesmas habilidades exigidas nas salas de aula, só que com uma visão mais definida no que se refere ao mercado organizacional e conflitos profissionais. Para a Profª. Maria Luiza Marins Holtz em seu livro lições de pedagogia empresarial:
“Sempre acreditei que a Pedagogia e a Empresa fazem um casamento perfeito. Ambas têm o mesmo objetivo em relação às pessoas, principalmente nos tempos atuais. Uma Empresa sempre é a associação de pessoas, para explorar uma atividade com objetivo definido, liderada pelo empresário, pessoa empreendedora, que dirige e lidera a atividade com o fim de atingir ideais e objetivos também definidos. A Pedagogia é a ciência que estuda e aplica doutrinas e princípios visando um programa de ação em relação à formação, aperfeiçoamento e estímulo de todas as faculdades da personalidade das pessoas, de acordo com ideais e objetivos definidos”.
Pedagogia é pratica e pratica é imprescindível dentro de qualquer ambiente organizacional, ela nos ensina o COMO fazer, a didática (teoria) e metodologia (pratica) andando lado a lado.

Referencia Bibliográfica
• CHIAVENATO. Idalberto – 7. Ed. ver. E atual, Barueri, SP: Manole, 2009. (serie recursos humanos).

• Revista VocêRH, mai/Jun. edição 11:editora Abril,2010-06-21

• HOLTZ. Maria Luiza Martins, Lições de Pedagogia Empresarial. Sorocaba-SP, 2006

• RIBEIRO. Amélia Escotto do Amaral, Pedagogia Empresarial Atuação do Pedagogo na Empresa. Edição 4: editora Wak.

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