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O Tempo Pede Reinvenção

O tempo pede reinvenção.
Elizabeth H. de Oliveira*

Ao ler o texto de Marina Colasanti “Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.” fiquei emocionada. Além da beleza da composição, a profundidade da mensagem me fez refletir o quanto somos vulneráveis à acomodação, às permanências. Acostumamos com a dor e o sofrimento alheio, com a falta de emprego, com as chuvas que devastam casas e soterram famílias, com a violência e a fome espalhadas pelo mundo e, segundo a autora, a olhar as coisas sempre do mesmo jeito, perdendo a beleza e a leveza da vida.
Mesmo seres adaptáveis, o que nos dá segurança para arriscar, muitas vezes resistimos sair da zona de conforto, experimentar novos gostos, cores, caminhos, conhecer outras pessoas, mudar de cidade ou de emprego. Lamentando a falta de oportunidades, a ausência de perspectivas e creditando no destino a vida que levam muitas pessoas resignam-se frente às dificuldades e se acostumam com o que ocorre a sua volta. Geralmente vão se tornando amargas e de difícil convivência e paradas no tempo insistem não enxergar os novos contornos que vão se imprimindo em suas vidas. Apáticas, inertes e ensimesmadas perdem com as possibilidades da renovação, da aprendizagem e dos conhecimentos que são adquiridos quando a mente se abre para o novo.
Seja no trabalho ou na vida social, esperar que alguém dê o primeiro passo ou que as coisas cheguem prontas até elas tem sido o comportamento mais praticado. Entretanto, aqueles que enxergam as mudanças como rico espaço para a reinveção e aproveitam a criatividade como ferramenta para novas conquistas vêem suas vidas modificadas. Para essas pessoas nada parece difícil ou impossível. Sentem-se merecedoras do sucesso e vão à luta para conquistar o que desejam. A falta de iniciativa, a apatia e a inércia não encontram espaços.
É claro que sentimentos e emoções como a dor, a raiva, a tristeza, a incerteza e o medo do desconhecido continuam presentes. Estes também constituem elementos de propulsão, caminho e próximos passos ao alcance dos objetivos. Mas lutam contra aquilo que as impedem de crescer, de seguir.
Vamos arrancar o que nos impede de enxergar novos caminhos e possibilidades, vamos romper com paradigmas obsoletos, vamos aproveitar a experiência da renovação. Em cada ano, cada década, cada milênio o universo favorece àqueles que ousam fazer a diferença.
Lembrando o maravilhoso poeta Fernando Pessoa “É o tempo da travessia e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”.
Fica a sugestão: pense, invente, mude!

*Historiadora e Pedagoga. Pós-Graduada em Gestão de Pessoas e Pedagogia Empresarial. MBA em Gestão Administrativa. Consultora e Palestrante.

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