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O Verdadeiro Papel Do Rh

“Urge liquidar o RH centrado em atividades e abraçar a causa de um RH de resultados”. Eugem Emil Pfister – sociólogo e consultor

Conforme publicado na revista VOCÊ S/A, edição nº 88 de outubro/2005, o site da VOCÊ S/A durante dez dias fez uma pesquisa para saber o que seus leitores pensam a respeito da área de RH da empresa onde trabalham, das quais, seleciono aqui três questões: Uma “Você sabe qual o papel do RH da sua empresa?” – 61% responderam: “Não, o RH é lento, perdido e não cumpre seu papel”. Outra pergunta foi “Você considera o RH da sua empresa estratégico?” – 47% responderam: “Não, eles não são uma área estratégica e não têm a mesma importância de outras áreas”. E a última pergunta “O RH da sua empresa tem voz ativa?” – 42% responderam: “Não, o RH não tem voz ativa”.
Isto é só uma amostra, mas reflete a realidade de uma grande parcela das organizações sejam elas pequenas, médias ou grandes. Ou seja, falta foco, falta estratégia, falta planejamento e alinhamento de ações voltadas para os objetivos organizacionais.
É preciso mudar o quadro dentro das organizações. Os empresários precisam cobrar do RH uma nova postura frente aos desafios que cada organização vive e enfrenta em seu dia-a-dia. Por outro lado, os profissionais da área de RH devem entender o mundo globalizado em que estamos vivendo e, que nos é cobrado um novo comportamento, uma nova maneira de trabalhar e produzir.
O RH deve ter objetividade. Deve ter como foco, a melhora contínua do clima organizacional para que os colaboradores atinjam seus resultados, suas metas.
Outro papel do RH é a busca constante da valorização dos colaboradores, através do crescimento das pessoas na organização. E neste propósito, o RH deve colocar claramente aos colaboradores que não conseguem crescer e serem promovidos, suas reais razões.
O que temos visto como políticas de RH em muitas organizações são: jornais internos, festas de confraternização ao final do ano, flores para as mulheres no dia internacional da mulher, cartões de aniversários, dias das mães e dos pais e outras atividades dessa natureza. Não passam de perfumarias – atividades com pouca importância.
Não dá para o RH ficar apagando incêndios, ou seja, ficar propondo ações paliativas e provisórias. O RH tem que ter visão de médio e longo prazo, pensar como vai ser a organização daqui a cinco, dez anos. Que desafios a organização terá daqui a cinco ou dez anos? 
Precisamos ter um RH forte, com um planejamento estratégico estruturado para o desenvolvimento das pessoas alinhado com os desafios da organização. O RH precisa desenvolver uma política estruturada e vinculada aos objetivos organizacionais.

Luiz Carlos de Souza é consultor de empresas e diretor da Performances – Assessoria, Consultoria e Treinamento em RH

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