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Olimpíadas Rio 2016: 7 exemplos que devo seguir

Ao vivenciarmos um momento histórico tão único em nosso país, é comum que fiquemos surpresos e entusiasmados com tantos eventos acontecendo de forma simultânea. Foram muitas as lições e aprendizados que observei durante as Olimpíadas, resumi as mesmas em 7 exemplos que devemos seguir e 7 que devemos evitar para alcançarmos o sucesso.

7 exemplos que devemos seguir:

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1. Ser autêntico

Ao ser entrevistada pela mídia após ganhar sua segunda medalha de ouro, a ginasta americana Simone Biles disparou: “ Eu não sou o próximo Usain Bolt ou Michael Phelps. Sou a primeira Simone Biles”(O Globo – 12/08/2016). Devemos sim ter uma fonte de inspiração, mas isso não significa que devemos ser a fotocópia de alguém, imitar alguém. Devemos ser autênticos e buscar no nosso meio, na nossa vida, no nosso ramo a nossa própria identidade, o nosso próprio Eu! Só assim seremos reconhecidos e lembrados por sermos quem somos, e não por parecermos com fulano ou ciclano.

2. Acreditar que é possível

O que há em comum entre Thiago Braz (atleta brasileiro especializado no salto com vara. Atual campeão e recordista olímpico no salto com vara); Martine Grael e Kahena Kunze (dupla vencedora da prova de regatas) e Robson Conceição (sargento da Marinha e pugilista brasileiro da categoria peso-leve. Medalhista inédito em sua categoria)? Você me responde: ambos ganharam medalha de ouro! Porém não só isso, podemos observar que nenhum dos atletas mencionados eram considerados como favoritos a serem campeões em suas respectivas categorias de esporte. O que me leva a aprender que não importa o que o comentarista acha, o que o especialista acha, o que a torcida acha. O que importa é você conhecer o seu limite e buscar alcançá-lo. Talvez, não acreditem o suficiente para te incentivar e para dizer que você é capaz, todavia tenha certeza de uma coisa: quando você chegar no topo mais alto do pódio, todos estarão de pé para te aplaudirem.

3. Surpreenda-se com suas vitórias

Arthur Nory, atleta da ginástica artística estreante em jogos olímpicos, ganhou medalha de bronze na modalidade solo. Não só vimos a surpresa da equipe mais dele mesmo ao ganhá-la. É comum não termos noção de nossa capacidade até que venhamos testá-la. Devemos nos arriscar, acreditar que nada é por acaso… Se a oportunidade vier, aproveite! Não a desperdice! E se estiver preparado: conquiste sua medalha!

4. Vença o preconceito!

Isaquias Queiroz (canoísta brasileiro – maior medalhista brasileiro em uma mesma edição dos jogos olímpicos com duas medalhas de prata e uma de bronze); Rafaela Silva (judoca – deu a primeira medalha de ouro ao Brasil nos jogos olímpicos 2016). Esta é negra, cresceu na comunidade Cidade de Deus – RJ, é lésbica. Aquele é negro, nordestino, de família humilde. Ambos possuem outros adjetivos, mas em uma sociedade preconceituosa apenas as mencionadas aqui são as que são lembradas… Esses atletas não foram apenas campeões das Olimpíadas Rio 2016, eles deram o famoso “tapa na cara da sociedade”. Após a vitória desses atletas os adjetivos foram de: heróis, guerreiros, campeões, determinados… Só você pode decidir como será o seu amanhã: eterna vítima do preconceito da sociedade? Ou o que transforma todas as críticas e sarcasmos em combustível para alcançarem os seus objetivos?

5. Treine, treine, treine!

Sim, há repetição pode levar à perfeição, e quanto mais você treinar observará que mais sorte terá em suas provas!! Isso, aprendi observando os inigualáveis e quem sabe insuperáveis: Usain Bolt (velocista jamaicano, multicampeão olímpico e mundial, recordista mundial dos 100 e 200 metros rasos, o homem mais rápido do mundo. Wikipédia) e Michael Phelps (considerado um dos maiores atletas de todos os tempos, quebrou trinta e sete recordes mundiais e conquistou o maior número de medalhas de ouro. Wikipédia). Todos esses resultados não foram apenas sorte, e sim bastante treino físico e mental. Ambos passaram por fases difíceis, contusões, problemas pessoais, dores… Contudo, observamos que nenhum deles usou esses fatores como motivos para desistirem, mas como estímulo para continuarem sendo: os melhores de sua categoria!

6. Supere-se

Você poderá cair literalmente de nádegas no chão… Você pode cair com a cara no chão… Você pode cair várias vezes e de várias formas, mas o que você não pode é desistir de levantar e tentar novamente. Essa belíssima lição aprendi com o atleta Diego Hypólito – ginasta brasileiro. Se ele sentiu medo de tentar novamente? Claro que sim! Mas ele não permitiu que o medo fosse maior que a vontade de vencer não só a prova, mas as suas próprias limitações. Diego quis mostrar que era capaz, e a sua conquista pessoal foi bem mais celebrada que a medalha de prata que hoje carrega no peito, merecidamente com muito orgulho. “Nunca desista dos seus sonhos” conselho do atleta para todos nós.

7. Analise seus erros, corrija-os

O começo muitas vezes não sai como o esperado. E é neste momento que devemos: parar, analisar o que devemos mudar/alterar para que possamos alcançar aquele objetivo. Enquanto o seu placar está no 0x0 analise as jogadas, faça um planejamento estratégico. Com isso você e sua equipe irão para as quartas de final, irão para as semifinais, irão para a final e vejam só: vocês irão vencer e conquistar uma medalha de ouro inédita!!! Já sabem de qual atleta estou falando? Atleta não, time, seleção… Seleção Brasileira de Futebol, que apesar de duras críticas conseguiram finalmente o título de Campeã Olímpica. Se não tiver dando certo agora, não é o fim, prossiga! Repare os erros! Use as críticas ao seu favor! Tenha determinação! Mantenha toda a equipe com o mesmo foco! E acredite: a vitória será apenas consequência de tudo isso.

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Diôgo Almeida
Diôgo Almeida
5 anos atrás

Uma excelente análise feita por uma grande mente.. uma avaliação minuciosa do que pôde ter sido tirado de bom e proveitoso desse grande momento olímpico que tivemos a honra de sediar em nosso país! Parabéns Simone!

Simone Barroso
Simone Barroso
5 anos atrás
Reply to  Diôgo Almeida

Obrigada! Espero que acompanhe e goste dos demais artigos!!