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Open Innovation: uma nova forma de desenvolver soluções dentro das empresas

Open Innovation é o nome da estratégia que vem fazendo sucesso nas empresas do Brasil. A ideia é ampliar o conceito de inovação e contar com a colaboração de outras empresas para resolver demandas internos, utilizada também no desenvolvimento de novos produtos e serviços. Nesse artigo você vai conhecer mais sobre o conceito de Open Innovation e como ele funciona na prática.

open innovation

Em um mercado tão competitivo e globalizado é improvável que uma empresa sozinha consiga apresentar ideias de inovação com a rapidez que o mercado pede. Imagine poder desenvolver processos de inovação de forma mais barata, rápida e assertiva? Open Innovation é o nome da estratégia que vem fazendo sucesso nas empresas do Brasil.

Segundo o Panorama da Open Innovation & Startups, só em 2021 no Brasil foram registrados 26 mil acordos entre empresas e startups nos moldes open innovation.

Isso mostra que muitas empresas já começaram a perceber que os riscos de não promover inovação são grandes. Continue lendo e entenda o que é Open Innovation e como esse conceito pode otimizar os processos de inovação dentro de uma empresa.

Como surgiu o Open Innovation?

O termo foi criado em 2003 por Henry Chesbrough economista e diretor executivo do Centro de Inovação Aberta da Universidade de Berkeley.

Henry percebeu que apesar da disseminação rápida de conhecimento na era digital e globalizada, as empresas ainda mantinham um modelo de inovação fechado.

O que isso significa?

No modelo tradicional, a inovação parte apenas das ideias dos colaboradores da empresa. Além disso, todos os processos de inovação são guardados a sete chaves. Acredita-se que não compartilhar as informações internas e a propriedade intelectual da empresa é a chave da competitividade no mercado.

Foi daí que ele pensou: e se as empresas adotassem um modelo aberto, descentralizado e colaborativo? A ideia é ampliar o conceito de inovação. Por que não contar com a colaboração de outras empresas, pessoas ou órgãos públicos no desenvolvimento de novos produtos e serviços?

“Inovação Aberta significa que ideias valiosas podem surgir dentro ou de fora de uma empresa, bem como ser apresentadas ao mercado como externas ou internas à organização. Esta abordagem situa as ideias e caminhos externos ao mercado no mesmo nível de importância que antes era reservado às ideias e caminhos internos, na era da Inovação Fechada” define Chesbrough.

No Open Innovation, as empresas trabalham em comum acordo, o que não significa necessariamente acesso livre ao conhecimento e tecnologia de outra empresa. Mas há um trabalho em conjunto, que pode envolver pesquisas, e também compra e venda de propriedade intelectual.

Open Innovation na prática

“O que fazemos na empresa já não está sendo feito em outro lugar?“ Essa é uma premissa básica da estratégia Open Innovation. A empresa se abre para ouvir outras organizações e aceita suas contribuições para melhorar processos internos.

A intenção é ter um fluxo maior de insights e estímulo a criatividade que pode trazer soluções mais assertivas, de forma bem mais rápida.

Além disso, a colaboração externa dá ao gestor um contato maior com o mercado e tira sua visão de um lugar cômodo, que pode ser limitante. Admitir as limitações internas é o primeiro passo para abraçar processos de inovação. E por que não fazer isso de forma menos burocrática, custosa e demorada.

Para que Open Innovation seja uma estratégia válida, a empresa precisa abraçar de vez uma cultura de inovação. Isso envolve a promoção de treinamentos constantes, participação em eventos de tecnologia, e um mapeamento de startups que podem promover soluções relevantes para a empresa.

Existem diversos setores e segmentos que ainda estão iniciando esse tipo de estratégia e ainda contam com processos tradicionais de avanços tecnológicos.

Imagine a área de segurança do trabalho, por exemplo, compartilhando e recebendo conhecimento de startups de tecnologia?

Os fundamentos básicos do Open Innovation são:

Compartilhamento de propriedade intelectual;
Soluções em conjunto;
Incentivo ao potencial criativo para além dos processos da empresa;
Busca de profissionais externos.

No Open Innovation, a troca de conhecimento pode acontecer de 3 maneiras:

  1. Inbound: a empresa interage com outros parceiros em busca de conhecimento para inovação. A parceria pode ser feita com clientes, fornecedores, possíveis concorrentes e até institutos de pesquisa e universidades.
  2. Outbound: a empresa compartilha seus conhecimentos de inovação com outras organizações. Pode ser feito por meio de acordos de licenciamento e até vendas de tecnologia.
  3. Coupled: por meio de alianças, empresas criam uma cooperação bem estruturada para compartilhar conhecimentos.

Como implementar Open Innovation

Existem várias formas de criar conexões com novos parceiros e desenvolver uma estratégia de Open Innovation. Vamos deixar algumas dicas de modelos que você pode seguir:

1. Faça parcerias e eventos com startups

A rapidez dos processos e a facilidade de se adaptar à transformação digital de uma startup é um ótimo estímulo para que uma grande empresa se movimente em Open Innovation.

É possível criar programas com startups para buscar novas soluções de mercado para sua empresa. Com a autonomia estrutural de uma startup ela pode promover inovações disruptivas, sem ficar presa a projetos tradicionais da empresa.

Intensifique a eficiência dos serviços e produtos por meio de novas tecnologias. A transformação digital é sem dúvidas um pilar muito importante na promoção de uma cultura de inovação. Consequentemente, estratégias de Open Innovation são mais fáceis em ambientes que já aderem a lógica da transformação digital.

Fique atento às novas tecnologias do mercado em softwares, equipamentos, sistemas automatizados, e tudo o que pode agilizar os processos da empresa.

Além disso, a empresa pode direcionar investimentos para inovação e incentivar que seus colaboradores se qualifiquem pensando em criar inovações.

2. Hackathons

Hackathons são maratonas de programação e colaboração que tiveram origem nos Estados Unidos. As empresas criam eventos onde um tipo de competição entre especialistas é estabelecida. A ideia é recompensar quem chegar à solução de um problema mais rápido.

Aqui no Brasil elas são organizadas tanto pelo setor privado quanto pelo público. Essas maratonas intensificam o aprendizado em equipe, consolidam networking e possibilitam um fluxo maior de ideias.

Na era da transformação digital o conhecimento é um capital valioso. A ideia de criar tudo “do zero”, e sem ajuda “da concorrência” é uma falácia que não funciona muito em um mundo com tanta troca de informação rápida como o nosso.

Open Innovation rompe com o modelo tradicional de exclusividade e limitação tecnológica. Além disso, é um modelo que otimiza processos e reduz danos. Se a inovação é um caminho irreversível, a empresa que quiser sobreviver em um mercado tão rápido e competitivo precisa se abrir para novos modelos de negócio.

Bom, é isso! Espero ter ajudado você a tirar a dúvida sobre este assunto.

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Responsável Técnico e Instrutor de Cursos de Capacitação em Segurança do Trabalho da empresa: https://engehall.com.br/ Técnico em Segurança Pública / Graduação em Engenharia Elétrica / Pós Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho / Pós Graduação em Higiene Ocupacional.
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