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Mulheres na obra: país tem alta na participação feminina no setor da construção

Participação feminina no setor da construção cresce no país, em Minas Gerais elas representam 10% da mão de obra no segmento  

O empoderamento feminino no mercado de trabalho fica cada vez mais evidente com o crescimento da presença das mulheres em áreas que ainda hoje concentram grande percentual masculino. Na construção civil, por exemplo, já é evidente essa evolução e necessidade de mão de obra qualificada que acompanhe o crescimento do setor. Nos últimos dez anos, o Ministério do Trabalho e Emprego estima que a absorção de mulheres na construção civil cresceu quase 50%, e que mais de 200 mil mulheres já trabalham no setor atualmente no Brasil.

Em Minas Gerais, as mulheres representam cerca de 10% da mão de obra no setor da construção somando em aproximadamente 22 mil trabalhadoras no segmento, de acordo com dados do Sindicato da Indústria da Construção de Minas Gerais (Sinduscon-MG), com base informações do Ministério do Trabalho e Emprego.

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Nas construtoras, na maioria das vezes, as mulheres ingressam em cargos como engenheiras, arquitetas, técnicas de edificação e segurança, estagiárias e outros cargos de liderança. A frente da construtora RKM, Adriana Bordalo, 43, começou sua trajetória na empresa no setor de marketing e hoje ocupa o cargo de diretora geral, única mulher nesta posição em Minas Gerais. “As mulheres são decisivas na hora de comprar um imóvel, mas no mercado da construção elas ainda são minoria. Participo ativamente das reuniões do sindicato e é visível que o ambiente ainda é dominado por homens. Uso da minha posição para inspirar e incentivar outras mulheres a fazerem aquilo que gostam, independente de qualquer possibilidade de preconceito, e ocuparem esses espaços”, explica Adriana.

A engenheira da construtora AP Ponto, Maíra Ferrari, 29, conta que sempre foi apaixonada por obras. Hoje, após meses de formada, já lidera uma equipe com 80 pessoas. “Nunca fui desrespeitada no meu ambiente de trabalho, muito pelo contrário. Mas, como mulher jovem em cago de liderança, existem diversos desafios que busco utilizar como uma motivação profissional, me espelhando em mulheres fortes e independentes da minha família”, explica.

Para se fortalecerem e trocarem experiências, as mulheres criam mecanismos e grupos de cooperação dentro das organizações. A engenheira Abia Kate Vicente, 25, integra um time formado por 200 mulheres na construtora Emccamp e conta que entrou como aprendiz e hoje é responsável pela equipe de assistência técnica em Belo Horizonte. “Estamos em um ambiente majoritariamente masculino e em profissões também consideradas “masculinas” e isso pode intimidar em algumas situações. Mas, a partir do momento que temos uma rede de apoio feminina no nosso ambiente de trabalho, nos sentimos mais fortes e amparadas para encarar qualquer desafio. Aqui temos como premissa estar sempre dispostas a ouvir e trocar experiências umas com as outras, independente da área e da idade”, ressalta Abia.

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