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Pandemia da Covid-19: por que países liderados por mulheres são considerados exemplos?

Ao redor do mundo, lideranças femininas estão à frente de algumas das melhores estratégias já vistas até aqui no combate ao novo coronavírus

Por: Andréa Garcia Motoda

Um artigo recente na revista Forbes as considerou “exemplos de verdadeira liderança”. “As mulheres estão se colocando à frente para mostrar ao mundo como gerenciar um caminho confuso (?confuso? ficou estranho, mas se é a fala da mulher…)para a nossa família humana (?)”, escreveu a colunista Avivah Wittenberg-Cox.

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Esses países têm economias desenvolvidas, com um sistema de assistência social estabelecido e alta pontuação na maioria dos indicadores de desenvolvimento humano. São locais que também tendem a ter sistemas de saúde fortes, mais preparados para lidar com emergências, mas existem outros países com as mesmas vantagens e que não estão com o mesmo sucesso no combate à pandemia. E aí vem a pergunta:

Qual é a importância do papel das lideranças das mulheres no relativo sucesso destes países no combate ao coronavírus?

A reposta pode ser encontrada numa simples palavra: EMPATIA.

Empatia é a aptidão para se identificar com o outro, sentindo o que ele sente, desejando o que ele deseja, aprendendo da maneira como ele aprende, etc. “Ser mãe te traz habilidades de criar empatia com o mundo”.Quando nos tornamos mães passamos a desejar um mundo melhor, com mais paz e ficamos atentos à como nossos atos e atitudes podem contribuir para isso. Esse sentimento se desenvolve na medida que nos relacionamos com o maior presente que uma mulher pode receber: NOSSOS FILHOS.

Mesmo chegando com tudo, mudando completamente nossas vidas, nos deixando com alguns quilinhos a mais, olheiras que não nos abandonam, unhas nem sempre estão impecáveis, e às vezes até alguns fios de cabelos brancos que tentamos esconder, ganhamos um brilho no olhar e uma beleza interior que supera todas essas transformações.

A partir da relação com nossos pequenos começamos a nos colocar realmente no lugar do outro. É aí que conquistamos um poder incrível e que pode transformar o mundo, a empatia. Desde o momento que sabemos estar gerando uma vida dentro de nós, começamos a mudar hábitos como nos preocupar com a nossa alimentação, parar de fumar e fazer exercícios físicos. Estamos pensando no bebê e no bem-estar dele.

Como o único meio de comunicação de um bebê é o choro, desde o primeiro momento não fazemos outra coisa além de nos colocar no lugar dele. Pensamos no melhor ambiente da casa, no silêncio para que ele possa dormir tranquilamente, verificamos a temperatura da água do banho antes de colocá-lo na banheira, atendemos prontamente ao primeiro chiado de madrugada e por aí vai… E de repente percebemos que desenvolvemos superpoderes. Intuições nunca antes percebidas, colinho que aquece, beijinho que tira a dor na hora e orações que realizam grandes milagres.

Mais do que nunca o mundo está precisando dos nossos superpoderes. É preciso praticar a empatia em todas as nossas relações, seja familiar ou profissional, com todos que cruzam o nosso caminho. Vamos dar o nosso colinho a todos que estejam se sentindo carentes nesse momento, intuir o que é melhor para a humanidade e defender as ações certas para o bem comum acima do bem-estar individual. Enviar beijos cheios de energia desejando a cura a todas as pessoas que estão doentes nos hospitais. E muitas orações acreditando na cura do mundo. Vamos assumir nosso melhor papel: ser mães do nosso planeta, amando incondicionalmente a todos como amamos nossos filhos que são o suspiro para as nossas almas nesse momento.

Andréa Garcia Motoda, empresária, formada em Administração de Empresas e Pedagogia; diretora do Grupo KSL desde 1996; idealizadora de projetos educacionais nas áreas desenvolvimento humano e educação infantil.

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