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PARADIGMA, PRA QUE TE QUERO ( I )

Concordo que é muito
difícil a destruição desses “monstros”, que interferem nos velhos processos, e
também nos sistemas que estão sendo formatados por conta das mudanças oriundas
da globalização da economia, e outras coisas mais. Essa dificuldade se
justifica, uma vez que os tabus e ranços que se alojaram no íntimo das
organizações estão cristalizados, e suas práticas são plenas e correntes nos
dias de hoje. É possível fazermos um comparativo dessa situação com os costumes
e princípios passados de pai para filho, pois eles também possuem profundas
raízes culturais e sentimentais. As empresas passam por racionalizações
grandiosas, pomposos projetos de mudança, implantação de qualidade total, mas o
principal paradigma não é quebrado. O molde da mudança é sempre o mesmo. A
Delegação plena é deixada de lado, assim como a divisão dos resultados
(incentivos à motivação), a utilização correta dos estilos de liderança e
comando, que trazem resultados e benefícios coletivos. A participação do
funcionário na análise dos problemas, mas principalmente na tomada de decisão
ainda é muito discreta. Esses são alguns dos verdadeiros paradigmas que devem
ser desmantelados das estruturas organizacionais, aliados ao poder tão mal
utilizado. É preciso e com urgência – isso é tão antigo – que alguns
empresários e executivos façam o discurso igual à prática, quando tratarem de
assuntos relacionados com políticas de Recursos Humanos das Empresas. Já está
passando da hora desses empreendedores alienados ou experts mudarem o
comportamento, e deixar de conclamar que os Recursos Humanos representam o
“patrimônio” da organização, e ao primeiro “suspiro” do Ministro da Fazenda ou
do Presidente do Banco Central do Brasil ou dos Estados Unidos, demitem boa
parte desse mesmo ”patrimônio”. Não quero somente defender o Trabalho e
crucificar o Capital, mas vamos e venhamos, são necessárias medidas mais
modernas de redução de custos e isso aprendemos no curso de graduação. As
estratégias estão ainda muito voltadas para o interesse da minoria, quando
hoje, a regra dita que os resultados do empreendimento devem beneficiar o
Empreendedor, os Recursos Humanos e conseqüentemente a Sociedade como um todo. 
Sylvio José dos Santos Filho


 


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