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Cresce número de pessoas com ensino superior que trabalham por conta própria

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A pandemia aumentou a quantidade de pessoas com ao menos uma graduação no ensino superior trabalhando por conta própria – ou seja, sem vínculo empregatício, seja fazendo bicos ou se tornando empreendedores. 

No terceiro trimestre de 2021, o número de pessoas nesta situação chegou a 4,03 milhões, o maior para o período de julho a setembro em uma série histórica desde 2015.

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O número de graduados por conta própria que podem estar em situação mais precarizada, os sem CNPJ, chegou a 2,1 milhões, um aumento de 14,1%, na comparação do terceiro trimestre de 2021 com o mesmo período de 2019 – antes da pandemia.

É o maior patamar da série histórica, iniciada em 2015. Os dados, divulgados pela Folha de S.Paulo, são da Pnad Contínua e foram compilados por Janaína Feijó, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).

“A pandemia fez sofrer ainda mais os trabalhadores com menor qualificação, mas os dados mostram que mesmo os que tinham ensino superior foram obrigados a fazer movimentos bruscos de carreira”, afirmou Feijó à publicação.

Feijó aponta que o maior crescimento entre os graduados que têm CNPJ, que a pandemia levou ao empreendedorismo, pode apontar alguns sinais de como o mercado de trabalho deve ser nos próximos anos.

Enquanto os sem CNPJ, que estão fazendo bicos, são um reflexo da baixa formalização do mercado de trabalho, o aumento de empreendedores pode indicar sinais de dinamismo no pós-pandemia, diz.

“Quem consegue ter um CNPJ geralmente é aquele que pegou o pouco capital que tinha para abrir um negócio, identificou uma demanda reprimida por um produto ou serviço e quer ficar mais tempo nessa atividade.”

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