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PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA
PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS

É cada vez maior o número de
empresas que diante da complexidade no cenário empresarial e de tantas turbulências
e incertezas, estão buscando ferramentas e técnicas para que as auxiliem no
processo gerencial. O Planejamento Estratégico é uma dessas ferramentas. Ao
contrário do que alguns pensam, esta contempla as características das pequenas
e médias empresas. Nas empresas competitivas verificamos que, uma importante
condição para sua sobrevivência está ligada à clara definição de seus
objetivos e ao traçado antecipado dos possíveis caminhos a serem percorridos
para atingi-los.

Mas, o que vem a ser
Planejamento? Planejamento é a destinação de recursos avaliados visando
atingir determinados objetivos a curto, médio e longo prazos num ambiente
altamente competitivo e dinâmico. Faz-se necessário a participação das
lideranças e uma visão generalizada da empresa em relação aos ambientes em
que atua.

Por que devemos planejar? Para
que saibamos para onde devemos caminhar. Se não soubermos para onde ir, não
iremos para lugar nenhum. Seremos dragados e jogados para fora do mercado.

E qual a metodologia a aplicar?
Existem diversas. O método que ora apresentamos está baseado em estudos e
aplicação prática que viemos realizando e aperfeiçoando ao longo dos anos e
consiste nas seguintes etapas:

  1. Sensibilização da equipe que irá elaborar
    e implementar o P.E. mostrando-lhes a necessidade, as vantagens e o papel de
    cada um.

  2. Definição da Missão, ou seja, a razão de
    ser da empresa. Por que existimos? Quem somos? Qual a nossa função na
    sociedade?

  3. Identificação dos fatores chaves para o
    sucesso. Estes são os principais fatores que podem influenciar o desempenho
    da empresa e dos quais depende o sucesso do P.E..

  4. Diagnóstico estratégico ou auditoria de
    posição. É a avaliação real da posição da empresa. Nesta etapa deverão
    ser considerados os aspectos internos e externos com dados consistentes e
    verdadeiros.
    Vale ressaltar que estes não poderão ser
    “maquiados”, “fabricados de última hora” ou
    “sonegados”, pois será a partir dessa coleta e posterior análise
    a base para as etapas seguintes.

    Inicialmente deve-se fazer o levantamento
    de dados internos da empresa como sendo:
    sua trajetória, seu modelo de gestão, sua estrutura e ambiente
    organizacional, seus
    resultados nas áreas comercial e financeira advindos das estratégias e
    operacionalização, da sua qualificação técnica e evolução, e dos seus
    processos produtivos.
    Feitos a coleta e análise desses dados, serão identificados seus pontos
    fortes e pontos fracos. Os pontos fortes serão, posteriormente, bastante
    explorados e terão o reforço
    de outros que serão desenvolvidos. Os pontos fracos deverão receber
    tratamentos para
    que sejam minimizados ou eliminados. Para a coleta e análise de dados do
    ambiente externo devemos focar os fatores relacionados aos fornecedores,
    distribuidores ( se for o caso ), concorrentes, consumidores e clientes e as
    variáveis que impactam, ou poderão vir a impactar, a empresa a exemplo da
    economia e da política, da legislação pertinente, ciência e tecnologia,
    aspectos climáticos, cultura, demografia, ecologia, etc.

  5. Definição de objetivos. Nesta fase deverão
    ser listados os objetivos a serem alcançados. Estes deverão ser
    qualitativos e quantificados, realísticos e desafiadores quando
    referirem-se em termos de vendas, participação de mercado, lucro, etc.,
    dentro do período previsto do planejamento.

  6. Elaboração das estratégias. Esta é a
    fase em que deverão ser consideradas todas as etapas anteriores, caso contrário
    não haverá consonância. Visar sempre proporcionar aos clientes mais valor
    que o oferecido pela concorrência.

  7. Planos de ação. Implementam as estratégias
    através de instruções claras estabelecendo-se o que, como, quando, quem
    será o responsável, quanto custará e o cronograma a ser seguido.

  8. Controle. Deverá ser freqüente para
    conferir se as ações estão sendo executadas. Esta é a fase em que são
    medidos os desempenhos, checados os orçamentos, obtidas e analisadas as
    informações de cada responsável, apresentação de medidas para correção
    de rumo, caso seja necessário.

A estruturação do processo de
P.E. será eficiente, eficaz e efetivo para uma empresa se der o suporte necessário
para a sua tomada de decisões. Enfatizamos que a agilidade freqüente e contínua
da empresa, em sintonia com as variáveis do seu ambiente, será a melhor forma
de se minimizar a probabilidade de que as mudanças se constituam em surpresa. A
flexibilidade do processo permitirá beneficiarem-se de oportunidades,
existentes ou futuras, e prevenirem-se de ameaças reais ou potenciais.

Nildo Leite Miranda Filho é
Mestrando em Marketing e Gestão Empresarial pela Universidade Internacional de
Lisboa – Portugal, é especialista em Marketing Estratégico com ênfase em
Planejamento Estratégico pela Escola Superior de Propaganda e Marketing e em
Administração com ênfase em Recursos Humanos pela Universidade Estácio de Sá.
É Consultor de empresas para as áreas de Planejamento e Gestão Empresarial e
Marketing Estratégico. Coordenador Acadêmico do curso de Pós-Graduação em
Marketing Estratégico da UNA-BH/CENID – BA e Professor na mesma instituição
dos cursos de Pós-Graduação em Marketing Estratégico, Gestão de Empresas e
Administração de Recursos Humanos. Professor de Mercadologia na Universidade
Católica de Salvador do Curso de Comunicação com ênfase em Propaganda e
Publicidade.

Telefax: ( 0 ** 71 ) 356-0304
Home page:
http://www.newcompetence.com.br
nildoleite@newcompetence.com.br

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