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Planejamento Estratégico: Reinventando O Seu Negócio


O mundo dos negócios é uma verdadeira guerra,
e, como em todas as guerras, vencem aquele que melhor sabe neutralizar a força
e o movimento dos adversários (concorrentes), favorecerem o movimento de suas
forças (seus vendedores), bem utilizar o potencial de suas armas (sua
tecnologia), ocuparem os espaços estratégicos (de mercado) e minar a frente de
batalha (sua área de abrangência) com seus projéteis (seus produtos). Em
muitos casos fica evidente a necessidade de repensar a empresa e levá-la a um
outro posicionamento que leve em conta diferente realidade. A ação de uma
organização, em qualquer nível, ocorre em uma determinada área de abrangência,
que pode ser um bairro, uma cidade, um Estado, uma região, ou mesmo um país ou
muitos paises de um ou de vários continentes. Nessas áreas deve-se levar em
conta o ambiente de negócios, que muda constantemente. Esse ambiente envolve,
sofre a influência e interfere em uma grande diversidade de aspectos, como
pessoal, clientes, fornecedores, concorrentes, tecnologia, finanças, governo,
legislação, meio ambiente, comunidades, etc., cuja interação não pode ser
ignorada. Em tal cenário, com constantes oportunidades e ameaças, pequenas
decisões poderão influir em grandes resultados. Mais que isto, tal como na
guerra militar, ocupar ou não uma posição hoje poderá influir, de modo
positivo ou negativo, no desempenho da organização em futuro próximo ou
dentro de cinco, dez, quinze anos. Nesta época de globalização, de mudanças
rápidas e de transformações inesperadas, chegar primeiro não e apenas uma
estratégia de competição, mas, antes de tudo, uma questão de sobrevivência.

AS NECESSIDADES

E aqui que o empresário tem necessidade da formulação e implantação do
planejamento estratégico, com definição de objetivos, políticas e estratégias.
Aqui serão fixados, por exemplo, o foco da organização, os objetivos de
curto, médio e longo prazo, a política de pessoal, política de preços, política
comercial, política de relações com a comunidade, política de investimentos,
política de produtos, estratégia de competição, estratégia de crescimento,
qual seu verdadeiro produto, qual a essência do negócio, e uma série de meios
para atingir os objetivos da organização, como, por exemplo, os planos táticos.
Por exemplo, uma empresa de aviação comercial poderá definir o seu negócio
como sendo transporte aéreo de passageiros, ou transporte aéreo de carga, ou
de passageiros e carga. Também poderá adotar uma visão estratégica mais
abrangente e definir o seu negócio como transporte. Assim ela se situará em um
leque mais amplo de oportunidades, que incluirão a conexão avião-caminhão,
ou caminhão-navio, ou avião-caminhão-navio, etc. As oportunidades são
imensas em qualquer ramo de negócio, mas as organizações precisão estar
preparadas.

O GRANDE CONTEÚDO

Segundo Philip Kotler, “o planejamento estratégico e uma metodologia
gerencial que permite estabelecer a direção a ser seguida pela organização,
visando maior grau de interação com o ambiente”. Como direção,
compreende-se o estabelecimento do âmbito de atuação, as macropolíticas, as
políticas funcionais, a filosofia de atuação, a macroestratégia, as estratégias
funcionais, os objetivos funcionais e os macroobjetivos. O grau de interação
entre a organização e o ambiente – que pode ser positivo (favorece a organização),
negativo (prejudica a organizacao) ou neutro (não favorece nem prejudica a
organização) – e uma variável dependente do posicionamento e do comportamento
estratégico assumido pela organização. A premissa do planejamento estratégico
e de que as organizações desejam crescer e se desenvolver -física e
economicamente – no sentido de uma evolução positiva e lucrativa apara o
futuro. O processo de crescimento e desenvolvimento, porém, não é tão
simples, visto que a ambiência de mudanças contínuas exige da organização
uma capacidade de inovacao e adaptação constante. A adoção do planejamento
estratégico requer uma mudança bastante significativa na filosofia e na
pratica gerencial da maioria das organizações – públicas ou privadas. O
planejamento estratégico não é passível de ser implantado por simples
modificações técnicas nos processos e instrumentos decisórios da organização.
E, antes de tudo, uma conquista organizacional que se inicia a nível de mudanças
conceituais da gerência, resultando em novas formas de comportamento
administrativo, além de novas técnicas e práticas de planejamento, controle e
avaliação.


O processo do planejamento estratégico e, para
muitas empresas, o último caminho e a última porta para a sobrevivência.
Estabelece-se, então, o plano estratégico, englobando toda a organização: os
planos táticos, que se relacionam com as diversas áreas (marketing,
financeiro, produção, recursos humanos, etc.) e os planos operacionais (plano
de vendas, plano de investimentos, plano de produção, etc.), que se destinam a
operacionalizar os planos táticos. Com isto a empresa estará sendo dotada de
um instrumento e uma visão de vanguarda que lhe permitam melhor se situar em um
ambiente extremamente competitivo – muitas vezes agressivo. O posicionamento
estratégico da organização poderá ser o grande diferencial e um passo
decisivo para a liderança, seja qual for o seu porte, seu ramo de atividades,
sua área de abrangência e o ambiente de negócios. Com o posicionamento e a
visão estratégica, a empresa poderá fixar o rumo das suas ações, definirem
quais os seus projetos e como desenvolvê-los. E este o procedimento das
organizações vitoriosas. Com um adequado planejamento estratégico, a empresa
se posicionara bem melhor e aumentara seus resultados mais que o custo dos serviços
que forem contratados. Isso também será uma questão de estratégia.

Carlos José Pedrosa
A trajetória
Profissional do consultor
CARLOS
PEDROSA

r
egistra atuação na
iniciativa privada e em instituições públicas governamentais, a seguir
discriminadas – local, cargos, funções e pap
éis.

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