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Planos De Carreira: Necessários?

Nos anos 50, nenhuma empresa sonharia em ter funcionários sem antes formular todo o plano de carreira pelo qual iriam passar; nos anos 70 e 80, quem não queriam passar pelos planos de carreira montados pelas empresas eram os funcionários, pois eles tinham em mente o que queriam, e quando queriam. Hoje em dia quem monta nossos próprios caminhos dentro da/s empresa/s somos nós, mesmo quando estamos escolhendo nossas faculdades até quando estamos na metade da vida e escolhemos o que nos é realmente importante fazer ou não dentro deste meio período em campo que nos resta.

De certa forma, é importantíssimo que escolhamos o nosso caminho; as carreiras não são mais retilíneas, e crescimentos não são sempre para mais perto do topo das organizações; podemos mudar de área, trabalhar com equipes multidisciplinares, fazer intercâmbios, conhecer pessoas novas em outras empresas. Pensem que nossos avós nunca poderiam ter tanta liberdade quanto nós, muitas vezes trabalhando em uma empresa por mais de 20 anos, muito poucas vezes mudando de função, e sendo aumentados por decurso de prazo. Nos anos 70 e 80, ganhamos a meritocracia; em 2000, a liberdade. É fabuloso pensar que podemos realmente trabalhar com o que gostamos, uma vez que antes o ditado geral era “gostar do que faz”, para atingir a felicidade no mundo organizacional.

Por outro lado, percebemos também grande confusão que a liberdade em excesso pode causar, no sentido em que ela também aprisiona e fecha possibilidades retilíneas e mais fáceis às vezes que teríamos se nossas empresas tivessem de forma mapeada nossos progressos dentro das companhias. É difícil saber o que vai acontecer quando fazemos 50, que dirá na vida de um jovem adulto, que entra em uma empresa mal sabendo se o que fez de faculdade é interessante ao mercado de trabalho. Quantas vezes não ouvimos falar que a liberdade é apenas uma jaula maior, e que muitas vezes não saber guiar o próprio caminho também pode ser deixar o caminho mais assustador e sem amparo? Será que estamos prontos para o caos? Será que ainda queremos a ordem?

Os caminhos que as empresas e os empregados vem tomando ruma para uma parceria entre os dois, e não mais para a relação hierárquica que sempre aconteceu. Teremos com certeza uma melhora nas relações trabalhistas, diminuição de pessoas “zumbis” nas empresas (que só sabem obedecer, nunca trabalhar em equipe), e aumento de pessoas que querem crescer junto às empresas, assim como torná-las suas, através de um processo que se chama empowerment. Uma empresa que incentiva esta postura percebe que no médio e longo prazo, depois de toda tempestade, vem sempre a calmaria. Será que a empresa em que você trabalha também está pronta para esta nova fase da modernidade?

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