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Sumário

PMEs que querem crescer rápido apostam nas IAs generativas

Impulsionando o Crescimento: Como PMEs estão Alavancando IA Generativa para um Crescimento Rápido

boom das Inteligências Artificiais (IAs), especialmente de IAs generativas como o ChatGPT, já atingiu praticamente todo o mercado de trabalho, desde grandes corporações até pequenas e médias empresas (PMEs). 

Da área de TI ao setor financeiro, da Comunicação à Engenharia e assim seguindo uma longa lista de ramos, a tecnologia está se mostrando útil para o dia a dia de uma imensidão de companhias.

Dois levantamentos nos ajudam a entender bastante a importância destas ferramentas: um deles é uma pesquisa da Microsoft com a Edelman, que revela que 98% das PMEs, além das micro organizações, estão passando por uma transformação digital e identificando efeitos positivos nesse processo; o outro é um estudo da Deloitte, no qual mostra que a cada 10 empresas brasileiras, 7 vão investir em IA ainda este ano. 

Ou seja, os empreendedores perceberam que a sua arrancada pode ser mais rápida com esse recurso fazendo parte do seu planejamento estratégico.

O que caracteriza as PMEs?

Pequenas e médias empresas (PMEs) são empresas que ocupam uma posição intermediária entre microempresas (ou empreendimentos individuais) e grandes corporações.

A caracterização de uma pequena ou média empresa pode variar de acordo com o país, setor industrial e critérios específicos, mas geralmente são definidas com base em fatores como número de funcionários, faturamento anual, ativos totais e influência no mercado. Aqui estão algumas características comuns que costumam ser usadas para definir PMEs:

  1. Número de Funcionários: O critério de número de funcionários varia de acordo com o país e a indústria, mas geralmente as PMEs têm menos empregados do que as grandes empresas. Isso pode variar de alguns dezenas a algumas centenas de funcionários.
  2. Faturamento Anual: O faturamento anual é outra métrica usada para classificar as empresas. O valor exato varia, mas as PMEs tendem a ter um faturamento anual menor do que as grandes corporações.
  3. Ativos Totais: As PMEs também têm ativos totais menores em comparação com grandes empresas. Isso inclui propriedades, equipamentos, estoques e outros recursos.
  4. Independência e Propriedade: PMEs são frequentemente empresas independentes e de propriedade privada, ou seja, não são subsidiárias de grandes corporações e são operadas por proprietários, empreendedores ou sócios.
  5. Influência no Mercado: PMEs podem operar em nichos de mercado específicos ou segmentos locais. Elas geralmente têm uma presença mais limitada em comparação com grandes empresas, que podem ter operações em escala nacional ou global.
  6. Agilidade e Flexibilidade: PMEs costumam ser mais ágeis e flexíveis em suas operações, permitindo-lhes se adaptar mais rapidamente às mudanças nas condições do mercado.
  7. Tomada de Decisão: Devido ao seu tamanho menor, as PMEs frequentemente têm uma estrutura de tomada de decisão mais direta, com menos camadas hierárquicas.
  8. Acesso a Recursos Financeiros: Geralmente, as PMEs enfrentam mais desafios na obtenção de financiamento em comparação com grandes empresas, embora haja uma crescente disponibilidade de opções de financiamento voltadas para esse segmento.
  9. Envolvimento da Comunidade: Muitas PMEs têm laços estreitos com suas comunidades locais, desempenhando um papel importante no nível regional e contribuindo para o desenvolvimento econômico local.

Como as IAs podem alavancar as PMEs?

Para responder à pergunta, basicamente precisamos compreender que PMEs possuem uma sensibilidade forte quando o assunto é ter produtividade em suas operações. Por esse motivo, as soluções mais benéficas para elas são aquelas que mesclam custo-benefício, agilidade e praticidade, todas características encontradas em peso nas IAs generativas.

As ferramentas desta categoria ajudam os colaboradores das companhias a automatizarem tarefas e otimizarem atividades, algo que até alguns anos atrás só seria possível se as lideranças estivessem mobilizando setores inteiros.

Portanto, ao tirarem as obrigações manuais da frente, os profissionais podem se dedicar a funções mais estratégicas, voltadas de fato para o impulsionamento dos negócios.

É claro que esse processo não é escrito em pedra, especialmente porque o potencial da IA ainda está sendo explorado – é sempre bom lembrarmos que o ChatGPT foi lançado há menos de um ano pela OpenAI! É difícil dizer para onde ela vai caminhar e o tamanho do seu impacto no futuro, então é crucial que os empreendedores tenham paciência nessa jornada e estejam abertos à sua experimentação.

No entanto, uma coisa é certa: se os líderes e gestores encararem os desafios desse contexto, engajando colaboradores a adotarem a ferramenta e ensinando os times a como fazer isso, a projeção é de uma mudança de patamar nas suas empresas com uma velocidade incrível.

E quem está desenhando esse futuro é o próprio mercado.

Quais IAs generativas já estão sendo aplicadas nas PMEs?

Cada PME possui o seu próprio ritmo de incorporação da IA, dependendo de uma série de fatores – quantidade de colaboradores, estrutura da organização, objetivos, área de atuação, etc. Assim, não necessariamente uma forma de se utilizar a tecnologia para uma será boa em outra.

Por exemplo, muitas organizações estão aliando esses recursos a ferramentas no-code ligadas à automação de processos. É o caso do Zapier, que é fundamental, principalmente para as empresas de marketing, na gestão de dados e integração de sistemas.

Contudo, de maneira geral as IAs generativas mais abraçadas por empresas de diferentes segmentos e que já tiveram aplicações bem-sucedidas com frequência são:

ChatGPT: o sucesso da Open AI tem contribuído com a performance das equipes de uma gama de áreas dentro do caráter textual, seja impulsionando ideias, roteiros, planejamentos ou mesmo ações inteiras para as mais diversas frentes da operação. Não à toa, um levantamento que realizamos aqui na Alura com 63 mil participantes da “Imersão Inteligência Artificial” destaca que 70% dessas pessoas já tiveram algum tipo de contato com a ferramenta. 

Ferramentas visuais: o Photoshop e as ferramentas de criação e edição de imagens também estão no grupo dos recursos já difundidos no mercado que viram na IA generativa uma chance de aprimoramento. Com isso, muitas tarefas passaram a ser realizadas em um terço do tempo e esforço que antes eram necessários. 

Por essa razão, não é de se surpreender que também tenhamos visto no nosso levantamento um exemplo nesta categoria que seguiu o mesmo princípio do ChatGPT.

Trata-se do Midjourney, serviço da companhia de mesmo nome que possibilita a criação de uma imagem a partir de um prompt; segundo a pesquisa que fizemos, 18% dos respondentes já usaram o recurso em suas trajetórias.

Ferramentas tradicionais: por falar em velhos conhecidos do mercado, alguns softwares essenciais para o trabalho de milhares de profissionais estão entre as ferramentas tradicionais que encontraram novas utilidades na IA.

O Excel é uma das maiores provas disso, uma vez que teve não só o seu uso básico otimizado, como os próprios processos de análise de dados, gerando um ganho de produtividade absurdo para as equipes de negócios. Apenas no último ano, mais de 80 mil pessoas concluíram cursos, da Alura Para Empresas, relacionados a Excel, e o interesse deve se intensificar com a proximidade da ferramenta à inteligência artificial.

Github Copilot: é óbvio que a área de TI também está focada em buscar a ajuda da IA, o que fez a plataforma GitHub desenvolver junto da OpenAI uma ferramenta extremamente vantajosa para os times de programação. A solução oferece sugestões de codificação em dezenas de idiomas, o que permite aos especialistas se concentrarem na criação de códigos mais complexos.

Conclusão

Aliás, todos esses exemplos de mercado ressaltam outro aspecto importante da IA: a tecnologia não vem para tirar os empregos das pessoas, mas sim servir ao dia a dia delas como aliada. Ainda há um caminho longo de estudo a se percorrer, que exige cuidado? Com certeza, mas definitivamente a movimentação de algumas empresas, incluindo PMEs, já demonstra o quanto o que está em jogo é um recurso fundamental para a eficiência operacional e estratégica.

Adriano Almeida é co-founder e Chief Operating Officer (COO) da Alura, também responsável pela Alura Para Empresas, unidade de negócios que apoia organizações com soluções de educação corporativa para capacitação de equipes em habilidades digitais. Formado em Sistemas de Informação, foi desenvolvedor e há mais de 10 anos trabalha com tecnologia e educação. É professor, além de palestrante em diversos eventos no Brasil e no exterior.
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