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Pode menos, ser melhor que mais?

Pode
menos, ser melhor que mais?
Como a complexidade pode arruinar o seu negócio

A
economia globalizada e a informatização oferecem aos consumidores mais poder
do que sempre tiveram – o de permitir a comparação entre dezenas de opções
e preços no clique de um mouse, por exemplo.

As
empresas respondem expandindo seus menus de produtos e de serviços e com isso
estão sendo arrastadas e engolidas pela complexidade demasiada em seu negócio,
o que pode fazer com que os possíveis ganhos sejam simplesmente eliminados pela
complexidade e pelo “abarrotamento” de produtos, modelos, embalagens, etc.

Quando
temos muitas opções e total liberdade da escolha, poderia menos ser melhor do
que mais?

Um
novo livro intitulado, Vencendo a complexidade no seu negócio, (Conquering
Complexity in Your Business – How Wal Mart, Toyota and Other Top Companies are
Breaking Through the Ceiling on Profits and Growth – George Group Editor –
2004) sugere que em muitos casos fornecedores e consumidores poderiam se
beneficiar de ter menos escolhas ou opções a fazer. Escrito por Michael
George, CEO do George Group de Dallas e por Stephen A. Wilson, diretor da mesma
consultoria, o livro discute que as organizações pagam um preço muito elevado
diversificando seus produtos ou serviços, mantendo uma linha ou portfólio que
diversificou além do razoável.

Com
relação às pessoas, o fenômeno é fácil de ser verificado. Indivíduos
altamente motivados vão se entupindo de tarefas e acabam tornando-se
profissionais ruins naquilo que eram bons e tendo um desempenho geral abaixo do
satisfatório. Isso porque tentam fazer demasiadas coisas com um tempo
absolutamente limitado para fazer bem um amontoado de coisas.

As
empresas e organizações são vulneráveis ao mesmo tipo de doença.

       
A complexidade, ou a desordem gerada pelo acúmulo de produtos, serviços, portfólio,
etc. acabam “comendo” os lucros, desfocando recursos escassos e mascarando a
verdadeira rentabilidade.

A
complexidade cria barreiras entre a empresa e seu cliente. Do ponto de vista do
cliente, um portfólio complexo, desordenado, significa que a empresa não
compreende verdadeiramente o que seu cliente realmente necessita, e a empresa
corre o risco de criar produtos e serviços que complicam a tarefa de optar, de
decidir. Isso pode frustrar o cliente. Um estudo citado pelos autores mostra que
os clientes pagariam um prêmio adicional de 8% por uma experiência mais
simples como consumidores e 50% mudaria de marca para obter um relacionamento
mais simples, uma forma mais simples de decidir, de comprar.

       
A complexidade tem três impactos distintos que prejudicam fortemente a empresa.
O primeiro impacto é o dos custos. O segundo relaciona-se ao foco, desde que a
complexidade desfoca a empresa das áreas chaves de crescimento dos produtos e
serviços que geram maior rentabilidade. Finalmente, a complexidade impacta
diretamente processos, aumenta custos e consume recursos financeiros e de
trabalho que deveriam ser dirigidos e concentrados em setores de crescimento e
rentabilidade.

Ser
simples, pois, é mais um desafio para as empresas que querem vencer neste louco
mercado.

Luiz
Marins
www.anthropos.com.br

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