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Pressões. Trabalhando como se fosse uma bomba-relógio ou brinquedo de corda.

Quem nunca recebeu ou exerceu uma “pressãozinha” para que aquele trabalho fosse concluído?
Afinal existem as metas, a competitividade, as exigências de mercado, as reduções nas equipes, os prazos, entre outros, são fatores que se apresentam como realidade na vida de muitos profissionais que hoje vêm sofrendo com as mais diversas formas de “pressões” em seus ambientes de trabalho.

O ambiente de trabalho passa hoje por variações, o que deveria ser um local pacífico, estimulante positivamente, propício a harmonia, por vezes tem se tornado hostil mediante essas “pressões” com as quais a convivência para muitos têm se tornado até insuportável.

Mas infelizmente, não há uma receita pronta para gerir os efeitos causados pelas “pressões” no ambiente de trabalho, pois cada profissional a administra ao seu modo, reagindo conforme suas características pessoais. Porém, ao recebê-las é importante que esse profissional consiga reagir positivamente, tendo sempre em mente que ele será capaz de finalizar sua tarefa.

Vale lembrar, que não se deve deixar abater pela situação de estresse causado pelas “pressões”, pois isso servirá apenas de desmotivação, e em conseqüência retardará os resultados tão esperados. Administrar bem o tempo em serviço é um fator fundamental para evitar atrasos e correrias, assim como evitar o retrabalho, o que por si só, já causa grande angústia ao profissional.

Existem aquelas pessoas que são movidas pelas “pressões”, gostam de ser cobradas, de ser desafiada, para estas pessoas isto gera estímulo e os resultados chegam. Para outras nem tanto, quando se encontram frente às “pressões” perdem o foco, logo entram em um processo de improdutividade, e os resultados retardam.

É para estas pessoas, que a “pressão” exerce um efeito de bomba-relógio, são pessoas que ficam caladas, estáticas, letárgicas, mas mesmo assim vão caminhando dentro das organizações, tentando produzir para alcançar o resultado esperado e exigido. Porém à medida que sofrem as “pressões” vão adoecendo emocionalmente e fisicamente, perdendo o estímulo, pois não sabem lidar com a situação.
De repente…bummmm…chegam no RH apresentam atestados médicos ou informam o uso de medicamentos para aliviar a ansiedade ou fazem uma queixa-desabafo ou pedem demissão.

O universo competitivo no qual estão inseridos os profissionais e as empresas requer capacidade de permanência, logo as empresas buscam profissionais que consigam trabalhar sobre “pressão”. Compreendemos que existam as preocupações com os resultados, por isso saber pressionar para chegar ao resultado é uma habilidade que a empresa deseja encontrar em sua liderança. O “saber fazer” traz consigo toda a diferença na hora da “pressão”. Quem exerce a “pressão” deve:

1 – ter conhecimento do potencial de desempenho de sua equipe.
2 – fazer uso desse momento como um lançamento de desafio para a equipe, encorajando-a.
3 – ter o cuidado de não tornar a aplicação da “pressão” como algo cotidiano.
4 – demonstrar que acredita nos resultados e que eles virão dentro do prazo estipulado.
5 – ter uma postura equilibrada, e não ficar furioso com as pessoas, somente porque foi pressionado a pressionar.
6 – ser agente de motivação, evitando que a equipe, ou parte da equipe (principalmente aqueles que não reagem bem as “pressões”), sintam-se tentados a desistir.
7 – evitar discussões em tons ásperos.
8 – fazer mais do que nunca, o uso do diálogo, evitando assim desentendimentos, equívocos.
9 – manter a equipe unida.
10 – demonstrar iniciativa para o alcance da solução.

Para ensinar a reagir melhor a esta situação que está presente na vida da grande maioria dos profissionais, como disse, não tem receita pronta! Mas sempre se pode contar com o equilíbrio emocional e bom senso, ninguém que ser como uma bomba-relógio prestes a explodir por causa das “pressões” ou ser como um brinquedo de corda, que só se move sobre “pressão”.
Lembre-se que pode surgir aquele “tão esperado elogio” de seu desempenho sob “pressão”. Pense nisto! E bom trabalho.
Apresentação da autora: Angela Silva, Instrutora Comportamental, com experiência de 16 anos em T&D e Gestão de Pessoas, palestrante nas áreas de Marketing Pessoal no Ambiente de Trabalho e Motivação.
E-mail: assessoriaetreinamento@hotmail.com
Contato (0 xx 81)8759-4270
Site:www.asassessoriaetreinamento.com.br

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