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Principais Tendências da Área de Remuneração

Principais Tendências da Área de Remuneração

Para atender os novos modelos de profissionais, cargos e carreiras, as grandes, médias e pequenas empresas precisam adotar meios de remuneração adequada que não fragilize as metas, projetos, e os próprios profissionais.
Está mais do que provado que o salário atende as necessidades básicas num primeiro instante, mas na medida em que os meses vão passando o valor que o salário antes representava agora já não é o mesmo. De nada adianta dar aumentos e mais aumentos, inventar benefícios para empregados no intuito de reter e motivá-los. Quanto mais der aumento e benefícios, mais e mais eles vão pleitear.
As convenções coletivas de trabalho apenas repõem as perdas inflacionárias, mas não garante aumento real, mesmo se garantisse o trabalhador nem iria perceber, pois se trata de um percentual muito abaixo do esperado. Na verdade o salário deverá ser apenas um referencial de ganho e não um meio de sobrevivência nos dias atuais.
Será que o trabalhador brasileiro não vai cair na real e atinar para um novo mundo que está surgindo? Até quando a quantidade de zeros (0) em uma carteira de trabalho vai ser sinônimo de status?
O salário pré-determinado está com seus dias contados, ele está em coma numa UTI e precisa urgentemente de uma reengenharia para que possa voltar a dar poder de compra aos profissionais.

Inovação na Arte de Remunerar

Nova call to action

O Brasil precisa inovar na arte de remunerar seus profissionais, precisamos sair do salário fixo e migrar rapidamente para o salário variável por resultados, a arte de remunerar precisa de empreendedores dispostos a sair de dentro da caixa, quebrar velhos conceitos (paradigmas) e adotar critérios justos e transparentes, capaz de comprometer os empregados a ponto de gerar resultados acima da expectativa.
A área de Recursos Humanos está passando diversas transformações em todos os seus subsistemas, e para que tais transformações possam se concretizar, é necessário que haja mudança drástica nos profissionais da área de RH. A mudança precisa ocorrer para que todos possam entender que o RH não pode mais ter profissionais sem visão empreendedora, sem perfil ambicionista, é claro que nem todos pretendam chegar ao topo da pirâmide, mas uma coisa é certa, esses profissionais precisam ser 50% voltado para pessoas e os demais 50% voltado para processos de estratégias. Quando o profissional, em tudo que fora fazer, coloca em primeiro lugar os sentimentos no fator humano, perde-se toda estratégia de administração de como gerir tais situações, desculpem-me pela redundância, sabendo-se que a estratégia precisa ser o ponto forte na área de RH.
O salário predeterminado é tão somente o inicio do que pode vir a serem ganhos reais em termos de geração de resultados. O RH do futuro vai precisar ter uma visão diferenciada, enxergar o que outras pessoas não conseguem enxergar, não somente enxergar, sentir o sabor que o futuro vai trazer. O Futuro é remunerar empregados, todos os empregados e não somente aqueles de alta performance, incentivar programas de participação de resultados alinhado as avaliações de resultados.
É fundamental que entendamos as mudanças que estão acontecendo para entendermos a necessidade de se implementar novos modelos de remuneração estratégica que estão surgindo para que possa mudar os rumos das empresas na forma de remunerar sua força de trabalho. A grande problemática de muitos profissionais de RH é que os acontecimentos estão cada vez mais rápidos, o mundo lá fora parece ir muito mais veloz, enquanto aqui tudo é mais lento e nesse passo está sendo muito difícil acompanhar os demais.
Antes se pensava em remunerar pessoas tendo como foco central as analises funcional (descrição de função), mas com as novas formas de recompensar os colaboradores, redução das hierarquias, multifuncionalidades, células de trabalho, percebeu-se que remunerar pessoas vai muito mais além do salário. O grande problema é o de mudar a visão no que se refere a remuneração estratégica, muitos não conseguem enxergar a magnitude quando passasse a remunerar de acordo com os resultados. Quando o empregado passa a ser recompensado de acordo com seus resultados por intermédio de um sistema transparente de avaliação, ele se sente reconhecido, e com isso passa a apresentar melhores resultados e com maior qualidade, aliado a tudo isso, ele passa a buscar aperfeiçoamento de conhecimento tornando-se mais competitivo no ambiente de trabalho. Nesse sentido fica provado de que remunerar os colaboradores de forma estratégica não é custo, é dar sentido ao valor do trabalho, o trabalho que enobrece e agiganta o ser humano, que gera a riqueza de um país. Remunerar melhor os colaboradores “não tem preço”, é um dos maiores investimentos que uma empresa, nesse novo tempo, pode fazer, é sair de um modelo arcaico, ultrapassado, mesquinho e ao mesmo tempo desleal, acredito que vocês saibam de que estou me referindo ao velho e solitário salário.
A Arte de Remunerar planejadamente é o único acesso que as pessoas têm para levá-las a nova realidade, ao novo mundo, ao século XXI. O acesso a ser construído para que as pessoas possam desfrutar dos benefícios de uma remuneração mais humana depende exclusivamente de definição de visão estratégica de futuro, reorganização do estilo de administrar (gestão) pessoas, atitude e desejo de mudança.

Autor: Roberto Pierre Rigaud

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