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Procrastinar, no popular: “empurrar com a barriga”. Você faz isso?

“Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje”.

 

Procrastinar, no popular: “empurrar com a barriga”. Você faz isso? Esse ditado popular é muito lido, ouvido e repetido no dia-a-dia das pessoas, mas na prática é difícil de visualizarmos sua aplicação. É o que minha avó classificava como: “falando da boca para fora”. Podemos chamar também de dicotomia cognitiva, que é falar uma coisa e fazer outra. Pode até parecer simples, mas não é como se imagina. O que acontece é que já possuímos, instalado, o hábito de adiar ações e retardar decisões.

Em minhas observações percebi que o procrastinador até pensa em agir, imagina como vai fazer, mas, no momento de tomar a atitude, uma série de desculpas começam a surgir em sua mente e irão justificar sua inação, seu atraso desnecessário que vai causar um prejuízo para ele ou para outro. Identifica-se aí que esse problema pode ter origem em base emocional. O que acontece é que, intelectualmente, sabemos exatamente o que deve ser feito, mas na hora de fazer, a vontade é inibida. É assim que funciona com o procrastinador. Ele, na verdade, prefere se sentir bem naquele momento, opta por fazer outra coisa de seu interesse e vai se preocupar com aquilo que é relevante tempos depois. O que acontece é que ele assume em curto prazo a dor de longo prazo.

E quais seriam, basicamente, as razões para procrastinar? Inicialmente, a gente tem tendência de adiar ações com as quais não concordamos. Mas o problema, nesse caso, é que a vida nos obriga, todos os dias, a lidar com assuntos, tarefas e atitudes que preferiríamos não ter contato, gostaríamos de não fazer, mas que têm que ser feitas.

Depois, em segundo lugar, a procrastinação surge quando nossos interesses são fracos e vagos. O que se apresenta são intenções mal definidas que fazem parte do problema, elas dão origem ao que podemos chamar de “auto-boicote”. Como já não há um interesse claro de fazer, nossa vontade fica anêmica, aí aparecem frases como: “eu vou fazer isso mais tarde” ou “na semana que vem, sem falta”. Fica muito difícil ter um comportamento regular quando não há um forte interesse de executar a tarefa.

E, em terceiro lugar, não menos nocivo, nos permitimos ser facilmente tirados de nosso foco principal. Como somos muito impulsivos isso ocorre rapidamente. O que nos vem à cabeça é o pensamento assim: “isso só vai levar um minuto” ou “vou dar uma olhadinha rápida”. Pronto, lá vamos nós verificar nosso e-mail pessoal, atualizar a página do Facebook, procurar aquela foto ou frase de impacto em nossos arquivos, ações que definitivamente acabam com a nossa produtividade diária. Quero lembrar você que estamos em um mundo onde a atenção é fator altamente requisitado, assim temos que ter muito cuidado para que não desperdicemos bem tão valioso.

Vou oferecer umas dicas e sugestões para você experimentar e, se entender que atendem sua expectativa, usar em seu benefício. São as seguintes:

A tarefa precisa ser iniciada em qualquer lugar ou hora: quando você começar a pensar “vou fazer isso mais tarde” ou “isso pode esperar só um pouquinho enquanto eu vou …”, imediatamente inicie a ação que seria posta de lado. Perceba que se está tentando deixar para depois é porque você está prestes a procrastinar. Não permita que esses pensamentos tirem de você a vontade de fazer logo.

Pensamentos de longo prazo podem ser prejudiciais: estabeleça um prazo curto para o início da execução da tarefa. Fazendo assim, você ainda vai estar motivado e isso fará com que você perceba que agir, naquele exato momento, não será tão ruim assim.

Transforme suas fracas intenções em planos de verdade: pense que concluir uma tarefa, tomar uma atitude, agir, será uma parte de seu plano, de sua estratégia para conseguir alguma coisa. Assim: na situação X, vou utilizar o comportamento Y para atingir o objetivo Z. Faz sentido para você?

Identifique e trate de eliminar o que puder ameaçar sua atenção: enquanto estiver realizando uma tarefa que precisa de sua completa atenção, desconecte-se de redes sociais, do seu provedor de e-mail e de outras fontes de distração. Aprendi e ofereço a você que atuar para executar uma tarefa exige que façamos uma escolha ativa e que exercitemos, principalmente, a nossa vontade. É muito importante que identifiquemos o problema e que continuemos seguindo em frente, fazendo o que precisa ser feito, para que nos tornemos a pessoa que queremos ser.

E aí? Ajudei você com o artigo? Você já passou por isso ou identifica essa atitude em alguém no seu trabalho ou na sua casa? Quer saber mais como mudar essa situação?

Vá até o site www.coachingparamudar.com.br e conheça mais sobre o assunto. Deixe lá sua dúvida ou sugestão para que eu possa ajudar você. Eu conheço a sua dor e sei como fazer para acabar com ela.

Abraço, saúde e paz.

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