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Produtividade no trabalho: o que é, indicadores e como melhorar

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Produtividade no trabalho: o que é, indicadores e como melhorar

Descubra passos indispensáveis para ter uma equipe mais produtiva na sua empresa!

Hoje queremos te ajudar a aumentar a produtividade no trabalho, mostrando quais indicadores podem ser usados para isso.

Afinal, toda empresa deseja desenvolver e entregar produtos ou serviços no menor tempo possível, não é mesmo? Por isso, é muito comum que gestores e profissionais busquem ações estratégicas para aumentar a produtividade de seus processos.

Entretanto, essa otimização não acontece da noite para o dia. É preciso mensurar dados e criar uma boa estrutura de atuação.

Da mesma forma que as organizações estão em busca de otimizar suas operações e aumentar a produtividade no trabalho, há uma busca constante por indicadores de produtividade. Esses indicativos servem para avaliar os setores da empresa e seus processos, apontando as práticas de maior e menor impacto.

Quer saber mais sobre como aumentar a produtividade no trabalho e como esses indicadores podem te ajudar? Continue a leitura e fique por dentro do assunto.

O que de fato é produtividade?

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Inicialmente, a ideia de produtividade esteve relacionada ao desempenho de profissionais em fábricas e indústrias, onde a quantidade de itens produzidos dependia diretamente do ritmo e atividade de cada colaborador.

Atualmente, os índices de produtividade passam por interpretações mais complexas, separados por capacidade produtiva de cada colaborador, máquina, setor ou equipe, por exemplo. Em outras palavras, diversos fatores podem ser usados para definir a produtividade de uma empresa ou processo.

Atualmente, em fábricas de software, por exemplo, indicadores de produtividade são fundamentais para nortear os líderes sobre prazos, melhorias, customizações, e até mesmo para verificar a necessidade de contratar novos desenvolvedores. Ou seja, avaliar esses dados é fundamental para o sucesso de qualquer equipe ou organização.

Com isso, em um mercado cada vez mais competitivo, não basta olhar para o produto final ou para a qualidade do serviço prestado. Para obter sucesso, se destacar em relação aos concorrentes e reduzir custos operacionais, é preciso ser produtivo e para isso olhar para todo o processo. Nesse contexto, entendemos a importância dos indicadores.

O que são indicadores?

Veja como aumentar a produtividade da sua equipe!

Indo direto ao ponto, indicadores são dados que permitem analisar a performance e os resultados de cada área ou setor da empresa. Esses indicadores também são importantes para fundamentar a tomada de decisões estratégicas e planejamentos.

Os indicadores mostram em dados a situação atual de um departamento ou negócio, de modo geral. Por meio deles, é possível identificar fatos internos e externos que impactam nos resultados. Ou seja, são essenciais para os gestores saberem quais processos e tarefas precisam de mudança.

Então, para saber se uma estratégia está funcionando ou se será necessário dar um novo rumo ao negócio, é preciso trabalhar com indicadores precisos e atualizados para sustentar qualquer tomada de decisão ou otimização.

Principais indicadores

Para que você obtenha sucesso com a análise de seus resultados, é importante definir quais indicadores de desempenho são mais adequados com seus processos e modelo de negócio. Selecionamos alguns dos principais indicadores utilizados no mercado. Veja:

Indicador de qualidade

Não adianta aumentar a produtividade e perder em qualidade, não é mesmo? Por isso, o indicador de qualidade é importante.

Qualidade do processo: é como esse indicativo que você analisa as tarefas executadas durante os processos, se existem irregularidades e qual é a forma ideal de desenvolvê-las.

Qualidade de produtos ou serviços: traz informações fundamentais para identificar o quanto o negócio soluciona dores do cliente. Essa análise é feita desde a durabilidade até o atendimento. Nesse ponto, é viável realizar pesquisas com os clientes e parceiros para obter esses dados.

Indicador de produtividade no trabalho

Esse indicador, como o próprio nome sugere, mede a eficiência e a agilidade do processo de produção, considerando alguns fatores, como os custos de produção e operação da empresa, quantidade de profissionais ocupados em tarefas que trazem resultado e o faturamento.

Indicadores de desempenho do time

O desempenho do time é um dos indicadores que mais impactam os outros. Ele é essencial para auxiliar a equipe em relação a sua produtividade no trabalho e harmonia. Nesse indicador, é analisado:

  • Conhecimento do time em relação às tarefas (o que mostra o gestor a necessidade de realizar treinamentos ou contar com novos profissionais, como recrutar desenvolvedores para o setor de TI, por exemplo);
  • Comprometimento do profissional em relação aos objetivos da empresa.

Indicadores financeiros

Por fim, o indicador relacionado às finanças, um dos mais essenciais para a saúde do negócio. A partir dessa métrica, pode ser analisado o cenário geral da organização e o quanto seus processos estão correntes em relação à estratégia. Esse indicador é composto por:

  • Controle de custos fixos;
  • Índice de inadimplência;
  • Cálculo bruto;
  • Valor de faturamento em determinado período; entre outros.

Com o apoio de indicadores reais e precisos, o gestor terá um panorama mais completo sobre a situação da empresa e terá uma base de dados sólida para otimizar seus processos e impulsionar seus resultados.

Quando se tem indicadores, fica mais fácil aumentar a produtividade no trabalho e pensar em uma solução mais eficiente e inovadora.

O drama da produtividade baixa

Entenda os problemas causados pela produtividade baixa!

Em abril de 2014, a revista The Economist afirmou que “os brasileiros são gloriosamente improdutivos”. Essa declaração provocou reações iradas nos meios políticos. Como sempre, pipocaram as declarações bombásticas e as ofensas direcionadas à revista, em detrimento da análise técnica sobre o porquê da afirmação. Na época, muito se falou sobre o tema, ficando para as publicações especializadas as melhores análises fundadas na realidade e com base em métodos científicos.

A pergunta insistente é: por que a produtividade baixa acontece? De forma simplificada, há quatro fatores essenciais que determinam o desempenho econômico: o capital físico, o capital humano, o conhecimento tecnológico e os recursos naturais. Embora haja interferências de outras variáveis, esses quatro fatores predominam na explicação da produtividade de um povo.

Capital físico

O capital físico pode ser definido como a soma da infraestrutura física (estradas, ferrovias, portos, aeroportos, energia), infraestrutura empresarial (fazendas, fábricas, empresas comerciais, empresas de serviços) e infraestrutura social (escolas, hospitais, prisões, instituições assistenciais). O primeiro aspecto tem relação com o tamanho do capital físico à disposição da população, com a qualidade tecnológica do capital e com o estado de conservação de seus componentes. De saída, estamos muito mal nesse quesito, e aí está uma parte substancial do problema.

Capital humano

O capital humano é o número de trabalhadores do país, seu grau de escolaridade, seu nível de qualificação profissional, sua ética profissional e sua disciplina na execução das tarefas. De novo não é preciso muita informação para entender que o Brasil está longe de países como EUA, Canadá, Alemanha e Austrália. O capital humano brasileiro precisa melhorar em todos os aspectos aqui mencionados.

Conhecimento tecnológico

Bastaria a soma das deficiências desses dois fatores – capital físico e capital humano – para entender a quase totalidade do problema. Entretanto, surge no meio do drama o terceiro fator: o conhecimento tecnológico. É difícil quantificar o tamanho do conhecimento tecnológico incorporado ao PIB, mas não é difícil compreender a diferença entre os países. Se fosse possível medir essa variável, facilmente veríamos que o conhecimento tecnológico incorporado no sistema produtivo brasileiro é pequeno na comparação com países desenvolvidos.

Recursos naturais

Quanto aos recursos naturais, o quarto fator, o Brasil tem boa situação. Por esse fator, a nação podia ser desenvolvida. Ocorre que, juntos, aqueles três fatores anteriores são claramente precários, deficientes e insuficientes, jogam a produtividade no chão e mantêm o país na pobreza. Entre as causas dessa situação e da consequente baixa produtividade estão a história do país, o tipo de colonização, os hábitos, a cultura, o nível educacional e o sistema político.
Sair da armadilha do atraso não é fácil, mas é possível. Tudo começa por mudança na estrutura política, na melhoria do corpo de leis e na reforma do sistema estatal.

Saiba mais:

O que é produtividade tóxica e como evitar?

Trata-se de uma forma de se referir ao excesso de preocupação e dedicação exaustiva ao trabalho, priorizando apenas a produção em detrimento da saúde mental e da vida pessoal. 

Nesse sentido, caracteriza-se por uma obsessão por autoaperfeiçoamento, ou seja, por mais que o profissional produza, nunca parece o suficiente. 

Durante a pandemia do coronavírus, essa sensação se tornou ainda mais presente no dia a dia dos profissionais. Isso porque, mesmo com uma rotina de tarefas, muitas pessoas ainda tinham o sentimento de que o resto do tempo livre também deveria ser utilizado para o trabalho. 

Mas a glamourização do excesso de trabalho não é uma novidade. Contudo, com a rotina home office, o medo da ociosidade acabou causando uma dificuldade em equilibrar o tempo gasto em atividades da vida pessoal e com a profissional. 

Isso não é só uma escolha do próprio colaborador, mas também dos gestores. Segundo dados do Valor Econômico, 60% dos profissionais brasileiros afirmam que tiveram cargas de trabalho mais altas nos anos de 2020 e 2021, em relação a anos anteriores. 

Como a produtividade tóxica pode ser prejudicial?

Superficialmente, é possível que você, profissional de RH, imagine que o excesso de produtividade seja algo bom. Afinal, os resultados da empresa, com certeza, estão se mostrando muito mais animadores. 

Contudo, é fundamental analisar o problema a longo prazo. A produtividade tóxica, como o próprio nome sugere, pode trazer diversos malefícios para a saúde dos colaboradores. Isso porque, o cérebro precisa de períodos de descanso após atividade intensa. 

Isso quer dizer que, quando não damos o tempo necessário desse descanso, podemos nos sobrecarregar, diminuindo as capacidades cognitivas e a criatividade, além de aumentar a propensão a erros nos processos do dia a dia. 

Além disso, o desgaste prejudica a saúde mental e pode trazer sérias consequências para o colaborador, como insônia, estresse, ansiedade, depressão e a temida Síndrome de Burnout.

Ademais, especialistas também sugerem que o próprio comportamento de trabalhar sem descanso pode ser uma tentativa de esconder ou superar problemas psicológicos ou desequilíbrios emocionais já existentes. 

Por fim, saiba que o aumento de cortisol, o hormônio do estresse, também pode trazer problemas de memória, além de dar origem a quadros de doenças, como diabetes e hipertensão arterial.  

Quais são os sinais da produtividade tóxica?

Entenda os sinais da produtividade tóxica na empresa!

É importante que RH e gestores estejam dispostos a observar seus colaboradores, mesmo que a distância, para entender sinais de produtividade tóxica e conduzir o trabalho de forma eficiente e equilibrada. 

Além disso, vale a pena conversar com os profissionais, para entender se eles estão sobrecarregados e se é possível organizar as demandas de forma mais justa, sem causar desgastes. 

Ainda, vale lembrar que o excesso de trabalho e cobranças também podem levar a um maior número de turnover, fazendo com que a empresa perca bons profissionais e precise se dedicar a processos de atração. 

Alguns sinais que podem indicar a produtividade tóxica e que você deve ficar de olho são:

  • Excesso de culpa em relação ao trabalho ou às pausas;
  • Troca de atividades de lazer por tarefas de trabalho;
  • O colaborador está todo o tempo online no celular ou computador, trabalhando;
  • Excesso de horas extras ou jornada que se estende com frequência;
  • O colaborador trabalha mesmo durante o horário de almoço;
  • Exaustão excessiva.

O que o RH pode fazer para evitar a produtividade tóxica?

A pandemia colocou muitas pessoas sob pressão. Embora o home office tenha trazido um melhor ganho de tempo, já que o profissional não precisa mais se deslocar até o trabalho, as cobranças aumentaram e surgiu uma necessidade de mostrar serviço a todo momento. 

Esse cenário se agravou ainda mais com as demissões em massa causadas pela crise econômica. Dessa forma, com medo de perder o emprego, boa parte dos colaboradores sentiu a necessidade de elevar o ritmo de trabalho e de estar à disposição da empresa durante todos os momentos do dia. 

Vale destacar que, no ambiente presencial, os profissionais se sentem com muito mais controle, sabendo de tudo o que está acontecendo em diversos setores e mantendo uma relação mais colaborativa com a equipe. 

Com base nessas afirmações, é possível entender como o RH e os gestores podem auxiliar os profissionais a diminuírem o ritmo e evitarem a produtividade tóxica. 

Comunicação e mais

A primeira dica diz respeito à comunicação. Uma comunicação transparente sobre a situação da empresa e os rumos e decisões tomadas ajuda os colaboradores a se sentirem mais seguros, sem o medo constante da demissão.

Além disso, é importante que os líderes promovam alinhamentos constantes com a equipe, para manter os profissionais integrados e informados, minimizando esse sentimento de falta de controle. 

Mas a cultura da empresa também precisa mudar. No mundo corporativo, é comum que o trabalho excessivo seja visto com bons olhos, enquanto profissionais que tiram tempos de pausa são encarados com resistência. Esse tipo de visão precisa ser mudado, uma vez que temos conhecimento sobre os malefícios do overworking.

Além das dicas citadas, vale a pena estabelecer horários flexíveis, acompanhar de perto as horas extras e os profissionais que estendem suas jornadas regularmente. Isso trará benefícios corporativos relacionados à saúde física e mental, estimulando os colaboradores a viverem uma vida mais saudável e menos estressante. 

Continue aprendendo. Inscreva-se em nosso curso Avaliação de Desempenho: melhorando a performance dos seus colaboradores e descubra como aumentar a produtividade da sua equipe!

Conclusão

De fato, aumentar a produtividade no trabalho não é uma tarefa fácil. Trata-se de um desafio ao qual as organizações são chamadas continuamente a vencer.

Então, se o seu objetivo é mudar essa situação e aumentar a produtividade na empresa, diferentes métodos podem ser adotados, mas, na prática, as melhores soluções sempre passam por “fazer de uma forma diferente”.

Não é à toa que se fala tanto de inovação. Aliás, muitas empresas estão tão envolvidas em “fazer” que se esquecem de que existem formas mais produtivas de se fazer.

Portanto empresários e gestores, devem fazer uma análise a respeito e avaliar se não está na hora de repensar seus processos. Mais do que ganhos financeiros, adotar tal atitude também irá ajudar no cumprimento de prazos, no aumento da satisfação de seus clientes e na promoção do crescimento sustentável das suas empresas.

Além disso, para evitar a produtividade tóxica, também abordada ao longo deste texto, e prevenir problemas de saúde mental a longo prazo, é fundamental que o RH acompanhe de perto os profissionais e que implemente uma cultura de trabalho mais flexível e humanizada. 

Gostou de saber mais sobre produtividade no trabalho? Então, continue acessando o nosso portal para ler outros conteúdos como esse!

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