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Sumário

Programa de remuneração: conheça os principais tipos para aplicar na sua empresa

Descubra recomendações essenciais para ter um plano de remuneração eficiente no seu negócio!

Hoje os modelos de remuneração desenvolvidos pela maioria das empresas estão atrelados a simplesmente cumprir com as obrigações legais, ou atender às reivindicações dos sindicatos. São poucas as empresas que têm um programa de remuneração focado no desenvolvimento profissional e no estratégico da empresa.

Neste texto, queremos falar mais sobre o assunto e mostrar opções disponíveis para sua empresa.

Então, se deseja saber mais, continue a leitura e confira!

O que é programa de remuneração?

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Trata-se do plano de pagamento dos colaboradores de uma empresa. No entanto, é fundamental lembrar que um programa de remuneração deve ser visto como investimento e não como despesa.

Portanto, o modelo de remuneração deve ser um instrumento que dê subsídios aos demais subsistemas de Recursos Humanos, bem como uma ferramenta de gestão de pessoas que, se bem utilizada pelos gestores das unidades, será de grande valia para a organização.

Verificamos que ainda, na grande maioria das empresas de pequeno e médio porte, falta uma ferramenta adequada de remuneração.

Desse modo, esse instrumento deve ser desenvolvido de acordo com o direcionamento estratégico da empresa, atrelado às suas metas e objetivos, para agregar valor à organização, e não só ser visto como uma ferramenta de controle de gastos.

Quais são os 3 tipos de remuneração?

Os modelos de remuneração hoje aplicados nas empresas são: a famosa “remuneração tradicional”, na qual os cargos são definidos em razão das atividades desenvolvidas pelos colaboradores e hierarquizados pelo sistema de escalonamento ou pontos que são validados pelo resultado de uma pesquisa salarial.

Dessa forma, o outro é o sistema de remuneração variável, que algumas empresas vêem como sendo o substituto do modelo tradicional, o que não é verdade, pois a remuneração variável é um plus, que agrega valor em cima da remuneração fixa e que só motivará e trará benefício ao colaborador se a empresa estiver com seu equilíbrio interno ajustado e o seu equilíbrio externo adequado ao mercado.

Competência

A remuneração por competência é o outro modelo hoje aplicado, ainda por poucas empresas, normalmente pelas de grande porte. Esse modelo, por sua vez, está atrelado mais do que os outros dois métodos ao planejamento estratégico da organização.

Aliás, esse sistema tem como principio o desenvolvimento de competências essenciais ao negócio da organização, que por sua vez devem estar atreladas às competências inerentes as áreas da empresa, e, consequentemente, às competências individuais de seus colaboradores. A definição de competência está relacionada ao famoso “CHA”, ou seja, Conhecimento, Habilidade e Atitude.

Na remuneração por competência, o foco está no desenvolvimento das habilidades dos colaboradores. Isso requer investimentos em treinamento e desenvolvimento, pois quanto mais competências são adquiridas, maior é a possibilidade de remuneração do colaborador em relação ao cargo que ocupa.

Porém, o que temos percebido é que o foco está só no conhecimento e na habilidade e não na atitude, que a nosso ver é o ponto-chave do modelo, pois é por meio dela que obteremos o resultado.

Mérito para remuneração diferenciada  

Na maioria das vezes, o colaborador obtém o conhecimento e a habilidade, mas não obtém resultado, não agrega valor à organização. Então, se não obteve resultado, não teve atitude, que é o querer fazer. E assim não obteve a competência inerente ao seu cargo, portanto não merece uma remuneração diferenciada.

O que vemos é que algumas organizações estão investindo em treinamento e desenvolvimento e não estão obtendo os resultados esperados, pois os seus colaboradores não estão atingindo as competências inerentes ao cargo.

De fato, são poucas as empresas que têm um controle sobre o treinamento e o desenvolvimento aplicado aos seus colaboradores. Assim, é comum o colaborador ser submetido a um treinamento no qual se pressupõem que adquiriu conhecimento, mas não é levado a aplicar esses conhecimentos na empresa.

Sem dúvidas, a culpa, às vezes, é da própria empresa, que não dá oportunidade de aplicação ou não cobra sua aplicação e às vezes o próprio empregado não tem motivação para sua aplicação na empresa, indo aplicá-lo no seu próximo emprego.

Programas de assistência aos colaboradores

Entenda como funciona um plano de remuneração em empresas!

A experiência de enfrentar uma pandemia, com tudo que ela vem trouxe de efeitos colaterais, como isolamento social, home office, insegurança, uso da tecnologia, novas descobertas, entre outros, foi um verdadeiro aprendizado.

E para as empresas, esse cenário não é diferente. Contratação de novos serviços, adaptações, curadoria para os colaboradores que têm dificuldade para usar aos aparatos tecnológicos que agora fazem parte do nosso dia a dia, planos B, C e até D… Ou seja, reparar a turbina com o avião no ar!

Uma empresa não deveria ser apenas um local de trabalho, mas sim fonte de informação, de disseminação de valores, de promoção da saúde no seu conceito mais amplo e prevenção de doenças. Só que muitas vezes, não é o que ocorre.

Então, quando nos deparamos com uma situação como a atual, precisamos fazer um esforço redobrado para sobreviver com o menos de danos possível: aos negócios e aos colaboradores.

Garantia de saúde integral

É preciso, cada vez mais, buscar a saúde integral e contínua do trabalhador, entendendo a sua relação intrínseca com a sustentabilidade da empresa onde ele trabalha, porém não esquecendo sua família e o universo social no qual está inserido.

Por isso, temos percebido cada vez mais as empresas optando por implantar Programas de Assistência ao Emprega (EAP), que auxiliam os colaboradores e seus dependentes legais a se prepararem e enfrentarem situações diárias ou assuntos mais delicados, de forma mais assertiva através de assistência e orientação especializada.

Uma boa solução de EAP se fixa em quatro pilares: suporte psicológico, social, jurídico e financeiro. Os serviços são oferecidos por uma equipe multiprofissional, formada, por médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, que devem seguir uma abordagem orientada por protocolos clínicos e alinhada com a cultura e objetivos da empresa.

Apoio emocional: suporte a situações familiares

  • Dificuldade de aprendizagem;
  • Situações de crises, perdas e lutos;
  • Dificuldade com gestores e pares;
  • Stress/ ansiedade/ depressão/ suicídio.

Suporte social: orientação familiar

  • Suporte ao grupo familiar em situações críticas (óbitos, Auxílio a pessoas doentes em hospitais e residências);
  • Indicação de recursos da comunidade;
  • Informações sobre previdência social.

Orientação jurídica: orientação em áreas como:

  • Direito de família;
  • Direito do consumidor;
  • Direito imobiliário;
  • Sucessões;
  • Tributários;
  • Previdenciário;
  • Etc.

Orientação financeira

  • Endividamento;
  • Reorganização do orçamento doméstico;
  • Aquisição de bens;
  • Planejamento para Investimentos.

Descanso semanal remunerado

O descanso semanal remunerado – DSR, também chamado de repouso semanal remunerado – RSR, é um direito irrenunciável de todo trabalhador celetista, seja ele urbano ou rural.

Ele está previsto no Art. 7º, inciso XV, da Constituição Federal e nos artigos 67 a 70 da Consolidação das Leis Trabalhistas – CLT.

Trata-se de um dia específico, que é destinado a uma folga semanal de 24 horas ao trabalhador. É importante que esse direito não seja confundido com feriados – ainda que essas datas também sejam destinadas ao descanso do funcionário.

A Constituição Federal trata esse dia como sendo preferencialmente no domingo, porém, o dia da semana pode ser acordado diretamente entre a empresa e o trabalhador, desde que haja aprovação por parte do Ministério do Trabalho.

É importante destacar que a regra diz que o DSR deve ser concedido depois de um período máximo de seis dias trabalhados sequencialmente. 

Saiba mais:

Quem tem direito ao Descanso Semanal Remunerado?

Veja quem tem direito ao salário remunerado!

Oficialmente, como prevê a legislação trabalhista, o descanso semanal remunerado deve ser concedido a todo trabalhador que atua no regime CLT. 

No entanto, é possível que a empresa adote uma flexibilização e até mesmo regras distintas, de acordo com o tipo de trabalho exercido. 

De maneira geral, nesse caso, é recomendado os gestores tenham um bom relacionamento com os profissionais e estabeleçam da melhor forma essas diretrizes.

É importante ressaltar, ainda, que o trabalhador só terá direito ao DSR se cumprir o requisito de assiduidade

Assim, ele precisa ter frequência e pontualidade, não apresentando faltas ou atrasos sem justificativas durante sua jornada de trabalho na semana anterior ao descanso semanal remunerado.

O funcionário que não atender a esses critérios de assiduidade perderá o direito à remuneração do DSR, porém, não perde o direito ao dia de descanso.

Em relação aos atrasos, há um tempo mínimo de tolerância. O artigo 58 da CLT define que não são considerados os atrasos de cinco minutos ou as variações de dez minutos diários na jornada.

O que mudou com a reforma trabalhista?

Como já mencionado, esse benefício é geralmente concedido aos domingos. Porém, com a Reforma Trabalhista, passou a ser possível que empregado e empregador definam, em conjunto, qual o melhor dia para a folga. 

Além disso, outro aspecto definido pela Reforma diz respeito aos funcionários que possuem contrato de trabalho de escala 12 x 36

Esses trabalhadores não estão inseridos na regra do DSR e a Reforma Trabalhista define que as 36 horas já são consideradas suficientes para que o profissional tenha seu descanso. Nesse caso, o salário mensal já inclui o valor relativo ao período de pausa.

Como calcular o Descanso Semanal Remunerado?

Entenda como é calculado o descanso semanal remunerado!

É comum ainda haver dúvidas quanto ao cálculo do descanso semanal remunerado, especialmente por parte dos funcionários que desejam acompanhar de perto sua folha de pagamento e seus direitos. 

Esse cálculo deve ocorrer levando em consideração qual o tipo de remuneração dada pela empresa, que pode ser por mês (mensalistas), hora (horistas) ou por comissão.

Nesse caso, como exemplo, será explicado o cálculo do DSR de funcionário que recebe salário mensalmente. O pagamento desse benefício acontece de forma integral na folha de pagamento. 

Em situações em que a remuneração do colaborador é feita por hora ou por dia, o descanso semanal remunerado deverá ser equivalente à jornada de trabalho. 

Para realização do cálculo referente a um funcionário que recebe o salário mensal, é preciso somar as horas trabalhadas durante o mês. Dividi-las pelo número de dias úteis, contando, inclusive, os sábados, multiplicar o resultado pelo número de domingos e feriados.

A partir dessa conta, o resultado tem multiplicação pelo valor da hora, como no exemplo a seguir:

Um funcionário recebe R$30,00 por hora trabalhada, sendo que trabalhou 180 horas em um mês com 20 dias úteis e 4 domingos. Nessa situação:

  • 180 / 20 = 9
  • 9 x 4 = 36
  • 36 x R$ 30,00 = R$ 1.080,00

Assim, o valor do descanso semanal remunerado, nesse exemplo, é de R$ 1.080,00.

Horas extras

De acordo com o artigo 7° da lei n° 605/49, tanto para o mensalista quanto para o horista, o cálculo para o pagamento do descanso semanal remunerado deve considerar as horas extras eventualmente realizadas.

É importante ressaltar que, ao incluir o pagamento de horas extras, o cálculo é outro, de forma que a empresa deve levar em conta as horas trabalhadas sobre o repouso.

Nessa situação, é preciso realizar as seguintes etapas para o cálculo do pagamento:

  • Some as horas extras realizadas e divida o total pelo número de dias úteis do mês considerado para o cálculo;
  • Multiplique o total alcançado pelo número de domingos e feriados desse mesmo período;
  • Multiplique o resultado pelo valor estabelecido para a hora extra de trabalho.

Trata-se de um processo simples. Porém, precisa de atenção para a importância de incluir a hora extra no cálculo da folha de pagamentos para garantir que esse direito do funcionário em receber seu DSR esteja realmente sendo cumprido.

Conhecer a fundo seus direitos e deveres deve ser uma responsabilidade da empresa e do empregado, que deve ter acesso de forma transparente e completa aos benefícios. Isso resguarda a empresa de problemas com a justiça trabalhista. E também garante ao funcionário que receba todos os seus benefícios e pagamentos conforme determina a lei, como é o caso do descanso semanal remunerado!

Conclusão

Por fim, diante de tudo o que falamos ao longo deste texto,  são poucas as empresas que têm consciência da importância do modelo de remuneração mais adequado. O que não podemos esquecer é que, qualquer que seja o modelo, ele deve estar atrelado ao estratégico da empresa e tem de agregar valor ao negócio. Assim como também ao estágio de desenvolvimento da organização e deve, ainda, ter atualização de acordo com o crescimento e desenvolvimento da empresa.

Aliás, os Programas de Assistência ao Empregado não trazem benefícios apenas aos colaboradores. Eles permitem que as empresas tomem decisões mais efetivas para minimizar os impactos da saúde emocional na população da empresa. E tenham empregados mais focados no trabalho, com diminuição do presenteísmo e do absenteísmo.

Portanto, o reconhecimento ao bom resultado de um funcionário não precisa ficar restrito ao aumento na remuneração. Os gestores em conjunto com a área de recursos humanos precisam ser criativos na hora de recompensar.

De fato, incentivar as ideias entre os funcionários independente do seu nível hierárquico gera bons frutos e deve ter estímulo vindo das lideranças, pois aqueles que estão diretamente ligados à operação é que tem mais chances de trazer modos diferentes de otimizar as rotinas.

Portanto, reconhecer bons resultados publicamente, elogiar mais, envolver e comemorar com a equipe o atingimento de metas, conceder folgas, flexibilizar o horário de trabalho e presentear com livros e cursos de capacitação são algumas das alternativas que geram efeitos muito positivos para a motivação e reconhecimento de funcionários.

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Gostou de saber mais sobre programa de remuneração? Então, continue acessando o nosso portal para ler outros conteúdos como esse!

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Administrador de Empresas com MBA em Gestão de RH, possui vários cursos de desenvolvimento e formação na área de Remuneração e RH. Experiência de mais de 17 anos na área de Recursos Humanos, com foco em Remuneração e Desenvolvimento Organizacional. Ocupou posições técnicas e de liderança em empresas nacionais e multinacionais de médio e grande porte como: EDP Energias de Portugal, Santista Têxtil, Grupo Telefônica, TNT Logistics, Gafisa e Microsiga. Como Consultor na área de Remuneração e Desenvolvimento de RH, ajuda as empresas a maximizar o desempenho de seus funcionários, otimizar os custos com mão de obra e transformar suas estratégias de negócio em realidade. Atua ainda como mentor/ conselheiro de empresários e profissionais de Recursos Humanos, orientando e aconselhando sobre assuntos relacionados a Gestão da Remuneração e Recursos Humanos. Como Professor Universitário ministra os temas: Cargos e Salários, Remuneração Estratégica, Gestão de RH e Avaliação Desempenho em cursos de graduação e pós-graduação. Instrutor de cursos de formação e especialização em cargos e salários em diversas instituições.
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