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Promessa De Futuro

Depois da euforia que contagiou todo o mercado
nos últimos anos, a web desponta para a maturidade. Hoje, o desgastado clichê
“só os fortes sobrevivem”, é o que poderíamos chamar de uma verdade
quase absoluta, haja vista as crescentes notícias sobre corte e redução de
custos nas ponto.com, globalmente espalhadas.

Dentro deste cenário, eu, particularmente, vejo o e-business como uma criança
que hoje têm entre seis e oito anos de idade, recém alfabetizada e
extremamente curiosa sobre o mundo que a rodeia.

Ela, atualmente está preocupada em diversão e em conhecimento. Ás vezes
consome alguns produtos, mas o faz com a incerteza de quem ainda não foi
totalmente seduzido pelos apelos auto-satisfatórios das marcas e dos serviços
que diariamente nos cercam.

Esta criança tem um ciclo de desenvolvimento mais avançado que as nossas, e
rapidamente estará apta e, porque não, devidamente seduzida a consumir mais
produtos e serviços. Mas quando isto acontecer, acreditem: ela fará tudo
utilizando a internet.

Para tanto, devemos nos preparar para atender este consumidor mirim e oferecer a
ele o melhor atendimento possível, sempre atento às suas necessidades e
desejos. O castigo para os que não corresponderem as expectativas será um
repetitivo e desgastante choro. Vamos batizá-la de B2C.

Agora, nossa amiguinha não está sozinha neste playground virtual. Ela possuí
a companhia de um irmão um pouco mais velho, beirando a adolescência, que
evidentemente trás consigo toda a prepotência que um jovem desta idade
carrega. Vamos chamá-lo de B2B.

Ele já antecede o advento da internet como ferramenta de negócio, porém,
reformulou-se totalmente, mudando o visual e o linguajar. Mas não se engane: o
jeitão de andar é o mesmo.

Por ser mais velho, o B2B é conseqüentemente mais maduro; contudo, é vítima
de constantes crises de personalidade e de uma forte incerteza quanto ao seu
futuro. Tanto que às vezes insiste na alternativa errada só por teimosia, ou
por verdadeiramente desconhecer as outras possibilidades.

Em ambos os casos, percebem-se uma grande promessa para um futuro não muito
distante, mas que só serão positivas se a educação que nós oferecermos a
estes jovens, for a mais eficiente possível.

Para tanto fica o desafio: pegue estas crianças pela mão e caminhe com elas
sem compromisso pelo seu business plan e observe suas reações. Com certeza você
encontrará diversas respostas para as perguntas que hoje assombram o seu negócio.

Samuel Leite

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