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Protagonismo Feminino: uma longa jornada no corporativo

protagonismo feminino

*Por Marcella Ferrarezi

Hoje a igualdade de gênero no mercado de trabalho já está bem mais avançada se olharmos para algumas datas atrás. Hoje já nos tornamos pilotos de avião, motoristas, executivas, políticas e esportistas. Tendo muito ainda o que conquistar. No entanto, ainda continuamos no processo de evolução, e infelizmente o verdadeiro protagonismo feminino está longe dessa realidade

Nova call to action

É certo que hoje nós mulheres estamos cada vez mais conscientes sobre seus direitos, e isso já é um bom ponto de partida, porém não é o suficiente, diz as estatísticas. É necessário promover uma transformação estrutural para de fato reduzir a desigualdade de gênero e isso não será mudado por gritos, e sim através de uma consciência social. Não se trata de uma pauta de guerra de sexos, que já se tem e muito pelas redes, e sim entender as diferenças dos gêneros que, quando unidas, ficaram mais fortes.

Entendendo que apenas 55% das mulheres de 16 a 63 anos fazem parte do mercado de trabalho contra 78% dos homens estima se que a nível global serão necessário 257 anos para que essa desigualdade desapareça, e o Brasil tem uma das maiores diferenças de gênero da américa latina, ocupando o 22º lugar em 25 países. 

Olhando contra esse cenário mal proporcionado, algumas pesquisas apontam que o incentivo do protagonismo feminino e investimento na equidade de gêneros resulta em uma empresa bem mais lucrativa.  Empresas que olham para essa inclusão e diversidade ganham mais em inovação e grandes negócios. Ter essa diversidade de gênero em cargos de liderança a empresa alcança com facilidade um trabalho de excelência organizacional e uma tendência financeira 15% a mais da média nacional do seu ramo.

Women in the Workplace afirma que o protagonismo feminino tem sua habilidade facilitada para uma gestão, mulheres em liderança enxergam melhor os pontos de melhoria na empresa e solucionam antes de um problema corporativo futuro, isso traz benefícios que promovem mudança para o crescimento organizacional.

E mesmo sabendo disso, porque é tão difícil esse mundo ideal se tornar real? A mulher tem uma jornada dupla e às vezes até mais por ter que conciliar sua vida profissional com a domiciliar, educacional, maternidade e outras áreas a qual faz com que perca grandes oportunidades de crescimento, se agravando mais com mulheres negras, trans e outros grupos. 

Com isso o incentivo do protagonismo feminino nas empresas podem mudar a realidade da mulher no mundo corporativo e para isso é preciso identificar os problemas e as necessidades para uma ação mais real, e isso precisa ser pensado de imediato. Começando com o estímulo nas candidaturas para as mulheres, horários flexíveis, capacitações, criações de novas culturas, acesso a oportunidades de crescimento igual ao homem e salários equivalentes também. 

Referente a isso a empresa não pode olhar como um gasto a mais e sim como o investimento importante para a sustentabilidade dos negócios a curto, médio ou longo prazo. Olhando para essas opções agora e aplicando-as o quanto antes evitaremos de perder cerca de uma década de avanço da luta pelo protagonismo feminino.

Precisa ser entendido que há espaço para todos e que o mais capacitado independente de gênero deve ter a melhor remuneração ou o melhor cargo. Esse protagonismo feminino pode até parecer ser novo, mas acredito que a nossa sociedade estará em breve pronta para esse novo existir: “Protagonismo Feminino”. 

Aproveite a sua visita em nosso portal e aprimore os seus conhecimentos sobre a temática lendo nosso conteúdo sobre Mulheres Superpoderosas: conheça suas histórias!

*Marcela Ferrarezi é CEO da Ferrarezi Benefícios, empresa especializada em Seguros e Benefícios corporativos no Brasil

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