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Sumário

RH do futuro: o que podemos esperar?

Este artigo busca explorar as tendências emergentes e os desafios que o futuro reserva para o RH, destacando como essas mudanças influenciarão as práticas de trabalho e a cultura organizacional.

RH do futuro será marcado por um conjunto de desafios e oportunidades sem precedentes, à medida que entramos numa era de transformações tecnológicas e mudanças socioculturais profundas. 

Esta nova era coloca o RH no centro de uma revolução no local de trabalho, exigindo uma reavaliação e adaptação constantes das estratégias e práticas de gestão de pessoas. 

Enquanto a tecnologia, como a inteligência artificial e a automação, continua a remodelar a natureza do trabalho, o RH do futuro enfrentará a tarefa crucial de integrar essas inovações de maneira que beneficie tanto as organizações quanto seus colaboradores. 

Este artigo busca explorar as tendências emergentes e os desafios que o futuro reserva para o RH, destacando como essas mudanças influenciarão as práticas de trabalho e a cultura organizacional.

Como vai ser o RH no futuro?

Em palestra proferida durante fórum promovido pelo IBC/Informa Group, Elaine Saad traçou um panorama das competências que os profissionais de RH precisarão ter para enfrentar os novos desafios nessa área.

O que o RH no futuro reserva para os profissionais que atuam na gestão de pessoas? Quais as perspectivas para daqui a vinte anos?

A resposta, segundo Elaine Saad, Vice-presidente da ABRH Nacional, está em alinhar as ações da área de recursos humanos à estratégia da empresa.

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Durante palestra proferida no Fórum de RH Estratégico, promovido pelo IBC (International Business Communications).

No mês de maio, Elaine afirmou que

“os profissionais de RH sempre se sentiram mais confortáveis em lidar com os setores operacionais da organização e em tratar de assuntos mais tradicionais, como recrutamento e seleção ou treinamento, e não de tópicos ligados à área financeira, por exemplo”.

Mas, segundo ressaltou, essa realidade está mudando. Daqui para frente, o RH vai ter que estar cada vez mais inserido na esfera de decisão e definição da estratégia da empresa. Isso porque é a ele que caberá a tarefa de criar as condições para disseminá-la junto aos colaboradores.

“Anteriormente, as organizações diferenciavam-se pela tecnologia ou capital financeiro que possuíam. Hoje, o foco são as pessoas.

Terão sucesso as empresas que conseguirem traduzir a estratégia no comportamento de cada empregado, para que ela possa transformar-se efetivamente em ação. E nesse processo o RH tem um papel fundamental”.

Quem é o profissional de RH do futuro?

Essa nova realidade está exigindo uma mudança na postura por parte de quem trabalha na área de recursos humanos.

“Esses profissionais terão que passar por experiências diferentes e mesmo difíceis e ruins, para que possam aprender a atuar de acordo com essa nova perspectiva”, diz Elaine

Nesse sentido, ela cita algumas características a serem desenvolvidas por quem trabalha em RH:

  • manter-se atento à sua inclusão ou não na linha de decisão da empresa;
  • posicionar-se e exprimir mais abertamente suas convicções;
  • estabelecer um plano de carreira para a própria área de recursos humanos;
  • mensurar os resultados das ações de RH e do impacto que provocam na organização;
  • manter um discurso objetivo, prático e eficiente;
  • criar mecanismos para fazer com que a força de trabalho execute a estratégia da empresa e ser mais assertivo.

“O pessoal que atua em RH precisa aprender a brigar mais por aquilo em que acredita e a não desistir tão facilmente diante das objeções”, acrescenta.

“Se eu não tenho um plano próprio de ação, isso significa que faço parte do plano de outros e, portanto, sou excluído da esfera de decisão”.

De acordo com Elaine, o profissional de RH é o que poderíamos chamar de “líder-coringa”, pois é requisitado por todas as pessoas da empresa.

Ele tem informações gerais e muitas vezes privilegiadas, já que ouve confidências e desabafos.

Mas, para ter acesso ao patamar decisório da organização, é preciso que o RH tenha o “pacote completo”: visão, habilidade, incentivo, recursos e plano de ação estruturado.

O RH no futuro

Mulheres profissionais diversas representam a visão do RH do futuro, enfatizando diversidade e empoderamento.

Traçando um panorama do cenário que os profissionais de RH terão que enfrentar daqui a 20 anos, Elaine ressalta vários aspectos críticos.

Ela destaca que o cenário será marcado pelo aumento na demanda de gestão de pessoas, preocupação com a escassez de talentos e formas de retê-los na empresa.

Novas abordagens devido ao trabalho modular e remoto impulsionado pelas tecnologias de comunicação, e pelo aumento da presença e atuação de entidades profissionais e sindicatos.

E caberá à área de recursos humanos formular respostas que atendam a essa nova estrutura. No que se refere especificamente ao mercado de trabalho em RH.

Elaine acredita que, a exemplo do que aconteceu em períodos anteriores. Haverá novamente uma “invasão” de profissionais de outros setores de atuação, que migrarão para a área de gestão de pessoas.

Ela aponta ainda para outra alteração, que tem impacto direto na modificação do enfoque das ações de RH, que terão que se tornar cada vez mais estratégicas nas empresas.

“Essa área sempre teve uma predominância de mulheres, já que elas têm o perfil de serem conciliadoras e de cuidar das pessoas. Mas isso também está mudando. 

Assim, a presença masculina vem se intensificando no setor e os homens estão trazendo mais racionalidade e menos emoção.

Por isso, esse é mais um dos aspectos de reestruturação pelos quais a área de RH está passando, até que chegue a novos pontos de equilíbrio”.

Os 4 Cs

Elaine ressalta que os profissionais que querem trabalhar em recursos humanos precisam ter características associadas aos 4 Cs:

  • Competência
  • Cuidado com as pessoas
  • Curiosidade
  • Coragem.

“Os futuros líderes de RH serão chamados a ser arquitetos e facilitadores do capital humano das empresas. E para isso precisarão de energia e talento”.

Qual a tendência do RH e seus principais pilares

As empresas estão passando por mudanças significativas, sob diversos aspectos.

No que diz respeito à gestão de pessoas, a questão não poderia ser diferente, por se tratar de um setor cuja importância para o clima organizacional é inquestionável. 

Isso posto, ao olharmos para o futuro do RH, alguns tópicos mostram-se ainda mais relevantes, influenciando de modo direto e abrangente o campo de atuação dos colaboradores.

Nesse sentido, é preciso compreender circunstâncias naturais à cada realidade operacional. Não se trata de apontar o que é certo ou errado, mas de indicar caminhos condizentes com o tempo que vivemos. 

Ao gestor, fica a missão de olhar para seus processos internos e realizar um diagnóstico preciso, ponderando se há espaço para a entrada de alternativas inovadoras.

Sempre em prol do que há de mais importante em qualquer organização: as pessoas.

Entrevista de emprego com uma candidata alegre, representando uma abordagem inovadora e inclusiva do RH do futuro.

Digitalização é tendência inadiável

A onda de transformação digital é talvez um dos fenômenos mais impactantes em termos de gestão empresarial. Para o setor de Recursos Humanos, a digitalização é um caminho já consolidado.

Ele tende a continuar crescendo, na medida em que traz a automatização de processos como ponto de partida para mais eficiência e agilidade.

No entanto, é necessário que não se confunda a presença da máquina como algo antagônico ao protagonismo humano.

A tecnologia tem como grande objetivo simplificar a vida dos profissionais, e não os ofuscar.

Com o uso disruptivo de soluções tecnológicas, torna-se possível fomentar uma nova mentalidade entre as equipes de trabalho.

Isso inclui um foco em jornadas transformadoras, tanto para os envolvidos nas operações quanto para os clientes.

Outra contribuição a ser considerada é a construção de uma política de Employer Branding em harmonia com a consolidação tecnológica.

Isso representa um grande diferencial para quem está de fora do negócio. Logo, além dos ganhos processuais, a tecnologia surge para trazer uma visão estratégica enriquecedora.

RH do futuro e o home office

Hoje, a adoção de formatos de home office ou modelos híbridos, mesclando a presença nos escritórios com a atuação residencial, é uma possibilidade que tem demonstrado benefícios práticos, desde o aumento nos níveis de produtividade à uma atuação mais flexível.

Para o departamento de Recursos Humanos, os desafios são gerenciais e, principalmente, ligados às condições de trabalho dos colaboradores.

Elementos pessoais, ferramentas de teletrabalho, comunicação integrada, todos esses componentes, entre outros quesitos, influenciam o processo de produção à distância.

Outro ponto relevante é a necessidade de conduzir uma gestão à distância. Essa é uma característica que agora se inclui em cursos de formação de líderes que seguem esse escopo de trabalho.

Afinal, será preciso construir relações com profissionais que terão pouco ou quase nenhum contato físico com as lideranças corporativas.

Veja também:

Por que insistir na criação de relações humanizadas?

Mudanças estão surgindo e continuarão a desafiar o poder de adaptação das empresas nacionais.

Quanto ao relacionamento interpessoal dentro do ambiente corporativo, frequentemente se quebram paradigmas. Concepções que antes pareciam definitivas se encontram sujeitas a novas formulações. 

Para se ter uma dimensão, algumas empresas estão repensando a forma como lidam com o modelo de subordinação direta.

Como citei no início do artigo, não é sobre invalidar práticas tradicionais, ou retirar da discussão organizações que não aderiram determinada tendência.

O primeiro passo para que cada vez mais lideranças façam uma reflexão bem-vinda sobre o papel dos profissionais é simplesmente abordar o tema, de modo claro e inclusivo.

Questões hierárquicas, novas modalidades de trabalho, implementação tecnológica, são exemplos de pautas emergentes no cenário corporativo, cuja relevância pode servir de base para oportunidades únicas.

Não por acaso, opto por encerrar o texto abordando a importância de se investir em relações humanizadas no campo do RH. 

Com a estruturação de uma cultura interna que favoreça à motivação e o engajamento das pessoas, será possível estabelecer vínculos produtivos no dia a dia das operações.

Assim, esses vínculos serão sempre respaldados por princípios de transparência, resiliência e comprometimento.

Dessa forma, mais do que interações pautadas por cargos e escalas divergentes, será preciso ir além, sob um olhar estratégico e, principalmente, que corresponda à devida significância de todos os colaboradores, sem exceções.

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Qual o maior desafio do RH do futuro?

O maior desafio que o RH do futuro enfrentará é equilibrar a integração da tecnologia avançada com a manutenção da humanidade nas relações de trabalho.

Com a ascensão da inteligência artificial e da automação, o RH terá que adaptar suas práticas para maximizar os benefícios dessas tecnologias sem perder de vista a importância do elemento humano. 

Isso inclui gerenciar a transformação digital de maneira que apoie os trabalhadores, ao invés de substituí-los.

Além disso, é fundamental garantir que a tecnologia seja usada para melhorar, e não diminuir, a experiência do empregado.

Além disso, outro grande desafio será a gestão da diversidade e inclusão no ambiente de trabalho.

O futuro do trabalho exigirá um compromisso ainda maior com a criação de ambientes inclusivos que valorizem e aproveitem a diversidade de talentos, experiências e perspectivas. 

O RH terá que desenvolver estratégias para promover a igualdade de oportunidades e combater preconceitos.

Além disso, precisa criar uma cultura organizacional onde todos os funcionários se sintam valorizados e capazes de contribuir plenamente.

Por isso, a gestão eficaz da diversidade não só melhorará o moral e a produtividade da equipe, mas também aumentará a inovação e a competitividade da empresa no mercado global.

Conclusão

O RH do futuro enfrentará desafios complexos e multifacetados, mas também oportunidades sem precedentes para moldar um ambiente de trabalho mais eficiente, inclusivo e humano.

A chave para o sucesso estará na habilidade de integrar tecnologias avançadas com uma compreensão profunda e sensível das necessidades humanas. 

desenvolvimento e treinamento de pessoas
CHRO Responsável pelos times de People, Analytics Performance, Facilities, Culture; Talent Acquisition; Compensation; Employer Branding, L&D e Engagement Mestre em Administração com ênfase em Marketing, Professora Universitária Pós-graduada em Gestão de Pessoas e Pós-graduada em Orientação de Carreiras Coach e Mentoring
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