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Qual O Papel Do Psicólogo Nas Organizações

Vamos começar “relembrando” o
significado da palavra psicólogo (dicionário do Houaiss): –
“especialista em psicologia; indivíduo formado em psicologia e que a
aplica no seu trabalho – Psicologia: – ciência que trata dos estados e
processos mentais; estudo do comportamento humano ou animal; – capacidade
inata ou aprendida para lidar com outras pessoas levando em conta suas características
psicológicas….”

Para complementar o raciocínio, vai conceituar
organização (Dicionário do Houaiss): – “entidade que serve à
realização de ações de interesse social, político, administrativo
,
etc.; – instituição, órgão, organismo, sociedade; –
grupo
de pessoas que se unem para um objetivo, interesse ou trabalho comum: …

Como a maioria das organizações é EMPRESAS,
vou utilizar o conceito do consultor Marco Aurélio Vianna que para mim é o que
melhor expressa a minha concepção pessoal ;‘EMPRESA

“É integração de seres humanos que se juntam num empreendimento para
agregar valor ao universo e à humanidade, com o objetivo de encantar os
clientes desenvolver colaboradores e parceiros, atuar positivamente na
comunidade e,evidentemente , remunerar seus acionistas com elevadas taxas de
rentabilidade sobre o patrimônio” .

A importância de entendermos bem os 3
conceitos, é porque estamos saindo de uma era onde se acreditava que esses 3
conceitos não poderiam estar correlacionados, pois o psicólogo
tradicionalmente, nos cursos, foi preparado para “trabalhar com os indivíduos
ou pequenos grupos em consultórios, clinicas e hospitais psiquiátricos.”
– O psicólogo era visto como aquele que vai cuidar das pessoas e não vai ver
o lado dos negócios, vai cuidar das emoções e esquecer os resultados… numa
era onde os afetos foram destituídos das relações de trabalho, e conseqüentemente
das organizações.

Há aproximadamente 20 anos, os psicólogos que
já atuavam em empresas eram vistos como se fossem os “prostitutos da
psicologia”, como se só pudessem estar nesta área porque eram melhor
remunerados, o mercado era mais promissor, enfim, por interesses meramente
financeiros. Na época, as recentes teorias de administração levavam à
valorização da contratação das pessoas certas para os lugares certos,
abrindo então o primeiro espaço para os psicólogos dentro das organizações.
Ainda existem pessoas, mesmo profissionais da área, que ainda acreditam que o
espaço do psicólogo nas empresas continua sendo o de selecionador de pessoas,
ou no máximo, aquela pessoas que ouve os problemas do funcionário, já que os
chefes não têm tempo e não sabem como lidar com certas situações…

No entanto, os tempos já mudaram e o terceiro
milênio aponta para muitas perspectivas de atuação, pois todos os gurus da
gestão de empresas, reconhecem que a gestão de pessoas é o principal desafio
para o sucesso das organizações, e para gerir gente, é preciso ter em suas
equipes, pessoas preparadas para lidar com os aspectos emocionais e mentais do
SER HUMANO – os psicólogos.

Como promover integração, se
não entendermos o que isto significa e como as pessoas funcionam, para poderem
se integrar ?

Como desenvolver pessoas se não
entendermos como funciona o desenvolvimento humano em todas as suas dimensões:
física, mental, emocional, social, psicossexual, espiritual?

Como gerar retorno de
investimento, bons resultados, se não tivermos pessoas trabalhando felizes e
que encontrem na sua atividade profissional a fonte de sua auto-realização ?

Como gerar resultados sem
motivação ? Como motivar sem satisfazer as necessidades humanas? Enfim, …

Todos estes questionamentos nos levam a crer,
que ter “um profissional de psicologia” hoje nas organizações, é
imprescindível. Mas para isto é preciso que ele perceba, que mesmo utilizando
o referencial teórico que ele aprendeu no curso de psicologia, ele precisará
conhecer também como funcionam as organizações, os negócios, a empresa. É
preciso perceber que, para trabalhar a relação do homem com seu próprio
trabalho, com as pessoas, com a empresa, ele precisará adequar suas
ferramentas…

São muitos os papéis que devemos assumir, mas
penso que todos podem ser resumidos em um: FACILITADOR.

O facilitador:

Da gestão das mudanças, pelas quais a
organização tem e terá sempre de passar,

do relacionamento interpessoal, buscando mediar
os conflitos e levar as pessoas a perceberem que podem encontrar soluções
condensadas de ganha-ganha.

Do desenvolvimento pessoal e profissional,
identificando, estimulando, direcionando, criando possibilidades para que as
pessoas percebam, em que aspectos podem melhorar…

Da integração, ajudando e preparando as
lideranças para saberem lidar com as PESSOAS, pois cada líder, deve ser um
GESTOR DE RECURSOS HUMANOS, pois ele tem de estar próximo de sua equipe,
formando times, desenvolvendo as pessoas, potencializando os talentos.

Da satisfação pessoal, procurando através de
pesquisas de clima e intervenções compatíveis, contribuir para que a organização
seja um ambiente propicio a satisfação das necessidades individuais,
procurando colocar as pessoas em atividades que correspondam ao seu perfil e às
suas expectativas,

Do ajustamento/integração do indivíduo a
cultura organizacional

Temos, sem dúvida, muitas oportunidades de
atuação, muitas atividades por desenvolver, no sentido de facilitar o
desenvolvimento pleno das potencialidades do SERES HUMANOS, que fazem parte de
uma organização. É preciso colocar todo nosso conhecimento, habilidades, e
atitudes de “cientistas do comportamento humano” a serviço das
pessoas, contribuindo desta forma para empresas mais humanas, onde o lucro seja
uma conseqüência natural do trabalho bem feito, porque é feito por pessoas
felizes !

Consultora – DENIZE
ATAYDE DUTRA
, CONSULTORA DO INSTITUTO MVC – M. VIANNA
COSTACURTA
ESTRATÉGIA E HUMANISMO

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