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Sumário

Qualidade de vida no trabalho

Empresas estão investindo em Programas de Qualidade de Vida e tem como meta conciliar o interesse dos indivíduos e das organizações, transformando o ambiente de trabalho num lugar melhor para o desenvolvimento de seus colaboradores, buscando o equilíbrio

Numa apresentação corriqueira, a primeira pergunta que lhe fazem após falar seu nome é: o que você faz? O lado profissional passou a ser a face predominante do ser humano que se esforça cada vez mais para ser melhor, mais eficiente, bem sucedido, nem que para isso consuma grande parte do seu tempo.

Mais do que promover a sobrevivência, satisfação das necessidades básicas, o trabalho confere uma identidade social, permitindo ao trabalhador um papel ativo na sociedade.

Dada a devida importância, empresas estão investindo em Programas de Qualidade de Vida e tem como meta conciliar o interesse dos indivíduos e das organizações.

Dessa forma, é possível transformar o ambiente de trabalho num lugar melhor para o desenvolvimento de seus colaboradores, buscando o equilíbrio entre a vida pessoal e a realização profissional melhorando também a produtividade da empresa.

“A plenitude da atividade humana é alcançada somente quando nela coincidem, se acumulam, se exaltam e se mesclam o trabalho, o estudo e o jogo; isto é, quando nós trabalhamos, aprendemos e nos divertimos, tudo ao mesmo tempo”. (Domenico De Masi)

Em outras palavras, a realização pessoal passa pelo aprendizado, pela busca contínua de conhecimento, pelo prazer em executar uma ação, exercendo uma atividade na qual o sujeito veja resultado. Como dizia Max Weber: “o trabalho dignifica o homem”.

O que é qualidade de vida no trabalho?

Muito se discute hoje sobre o que é a qualidade de vida dentro de um ambiente corporativo. Mas será que as empresas e os colaboradores sabem o que isso quer dizer na prática?
A resposta é que algumas vezes esse tema é discutido fora do ambiente de trabalho ou levando em consideração somente a vida pessoal de cada um, e focar só em uma boa estrutura não significa que o colaborador tenha qualidade de vida em seu ambiente de trabalho.

Este é um local que passamos a maior parte de nosso dia a dia e muitas vezes o profissional fica de 6 a 10 horas convivendo com as pessoas em seu local de atuação.
De acordo com um estudo realizado pelo IAPA (Industrial Accident Prevention Association), as empresas possuem o que chamamos de três pilares que influenciam a saúde e o bem-estar dos seus funcionários, que vão desde a cultura organizacional, o respeito e o compromisso com carga horária.

E para esse colaborador um ambiente seguro e saudável, independentemente de sua área de atuação ajuda a melhorar seus esforços internos e rendimento, além de manter sua saúde pessoal.

A qualidade de vida no trabalho vem se transformando com o passar dos anos

Nos últimos anos temos visto uma reviravolta nas corporações, que passaram a focar na preocupação das empresas em falar sobre qualidade de vida.

As empresas estão se conscientizando cada vez mais sobre como esse tema tem impacto no dia a dia dos funcionários, e consequentemente na melhora da qualidade do trabalho que é entregue.
Hoje as empresas podem disponibilizar para os funcionários outras estruturas que ajudam a melhorar a saúde corporal e mental de quem atua internamente.

Oferecer um ambiente focado especialmente em descanso e escape já é uma ferramenta que ajuda.

Mas se a corporação quer ir mais a fundo nesse tema ela pode oferecer pacotes e parcerias com empresas que ofereçam planos de exercícios físicos em diversas academias na região em que o profissional more ou que sejam próximas ao local de trabalho.

Além disso, o acompanhamento com profissionais que ajudem a parcela que fuma a parar com esses vícios e outros projetos de qualidade de vida.

O que precisamos entender é que a qualidade de vida está muito ligada à motivação. Sem esses dois fatores o colaborador pode estar prejudicando sua saúde e seu rendimento no ambiente de trabalho. Então esse assunto é vital para o melhor funcionamento de uma organização.

Como fazer uma pesquisa de Qualidade de Vida no Trabalho?

quatro profissionais sorridentes, satisfeitos com a qualidade de vida no trabalho que estão executando.

Medir a qualidade de vida no trabalho é essencial para entender se os seus colaboradores estão satisfeitos e motivados. Afinal, pessoas felizes são muito mais produtivas e retribuem todo o bem-estar na forma de resultados para o negócio.

O conceito de qualidade de vida no trabalho, também referido pela sigla QVT, representa o nível de satisfação e bem-estar dos colaboradores em uma empresa.

Ou seja: é um indicador que qualifica a experiência do colaborador no ambiente de trabalho, levando em conta as necessidades dos profissionais – das mais básicas às mais complexas.

Para medir a qualidade de vida no trabalho, são considerados critérios como compensações, programa de benefícios, espaço físico, clima organizacional, relações com colegas e líderes e tudo o que influencia a percepção dos colaboradores sobre a empresa.

Com a tendência atual de humanização do trabalho e valorização das pessoas como ativos mais valiosos das organizações, esse conceito vem ganhando cada vez mais importância.

Isso porque nunca foi tão importante atrair e reter os talentos certos para ganhar vantagem competitiva.

Então, para trazer as pessoas certas e mantê-las no time, as empresas investem na qualidade de vida de seus colaboradores e, em troca, ganham mais produtividade, engajamento e resultados.

Investir em pesquisas internas, preferencialmente anônimas que permitem ao profissional realmente opinar sem receio de repressão é uma ótima maneira de medir a qualidade de vida no trabalho.

Origem e discussão sobre qualidade de vida no trabalho

Um dos primeiros autores a discutir a qualidade de vida no trabalho foi o autor e professor da Harvard Business School Richard E. Walton.
Em 1973, ele publicou um artigo chamado “Quality of Work life: what is it?” na revista Sloan Management Review.

No estudo em questão ele define o conceito como: “O atendimento de necessidades e aspirações humanas, calcado na ideia de humanização e responsabilidade social da empresa.”

Além disso, Walton elencou 8 fatores essenciais para determinar a qualidade de vida no trabalho:
1. Compensação justa e adequada;
2. Condições de trabalho apropriadas;
3. Possibilidade de utilizar plenamente as próprias capacidades;
4. Oportunidades de crescimento;
5. Integração social;
6. Constitucionalismo;
7. Equilíbrio entre vida pessoal e profissional;
8. Relevância social.

Até hoje, esses pilares são utilizados para medir a satisfação dos colaboradores e direcionar os esforços das empresas para melhorar suas condições de vida.

Dando sequência ao pensamento de Walton, muitos autores se baseiam na hierarquia das necessidades de Maslow, também chamada de pirâmide de Maslow, para entender como garantir a qualidade de vida no trabalho.

Um olhar sobre Maslow

Basicamente, o teórico Abraham Maslow criou uma das teorias mais respeitadas sobre as motivações humanas, representando nossas necessidades em uma pirâmide de cinco estágios:

  • Demandas fisiológicas: são as necessidades básica do ser humano como respirar, comer, dormir e todas as funções que mantém o corpo em equilíbrio, que devem ser totalmente satisfeitas no ambiente de trabalho
  • A necessidade de segurança: é a necessidade de se sentir seguro e protegido contra ameaças, que pode ser representada pela estabilidade no emprego
  • Necessidades sociais: inclui as necessidades de estabelecer relações e criar laços na vida pessoal e profissional
  • A carência de estima: abrange as demandas por autoconfiança, autonomia e apreciação, que são validadas pelo reconhecimento no ambiente de trabalho
  • Necessidades de autorrealização: é o estágio de realização pessoal e profissional do ser humano, que representa o aproveitamento máximo do próprio potencial.

Logo, esses estágios servem como base para construir um programa de qualidade de vida no trabalho, pois permitem satisfazer cada nível das necessidades humanas.

Panorama da qualidade de vida no trabalho

A qualidade de vida no trabalho é medida e acompanhada por empresas e países do mundo todo, como mais um indicador-chave do universo corporativo.

De acordo com um estudo da Future Workplace, publicado em 2019 na Workplace Trends, 67% dos profissionais norte-americanos afirmam que produzem mais em ambientes de trabalho saudáveis.

Ao mesmo tempo, um terço dos entrevistados afirma que perde cerca de uma hora do expediente em empresas que não oferecem um programa de bem-estar. No Brasil, um dos indicadores mais utilizados é o Índice Sodexo de Qualidade de Vida no Trabalho (IQVT), uma ferramenta online e gratuita que mede a percepção dos brasileiros em relação à satisfação no emprego.

Em fevereiro de 2020, o índice geral é de 6,5 pontos em uma escala de 0 a 10, considerando que:

  • 54% dos brasileiros estão satisfeitos com seu emprego atual, com as melhores médias registradas entre executivos, diretores, empresários, gestores e profissionais com pós-graduação;
  • Além de 37% dos profissionais se declaram neutros em relação à qualidade de vida no emprego atual, principalmente nas áreas financeira e administrativa;
  • E apenas 9% dos profissionais estão insatisfeitos, concentrados no setor de atendimento ao cliente, área comercial e apoio administrativo (maioria que estudou até o ensino médio).

Em comparação com a nota de 2019, a percepção do brasileiro melhorou em 5%, como reflexo da recuperação econômica e aumento dos investimentos no bem-estar dos funcionários.

Quais são os critérios usados para definir o índice de qualidade de vida?

Os critérios utilizados para definir o índice de qualidade de vida são:

1. Reconhecimento: iniciativas que valorizam e recompensam os colaboradores
2. Facilidade e eficiência: fatores que contribuem para que o profissional execute seu trabalho com facilidade, como processos bem estruturados, acesso a tecnologias e serviços, apoio da gestão, etc.
3. Crescimento pessoal: todas as iniciativas que contribuem para o desenvolvimento do profissional e avanço na carreira
4. Saúde e bem-estar: promoção de um modo de vida saudável, baseado em uma alimentação equilibrada e prática de exercícios físicos
5. Relações interpessoais: tudo o que contribui para reforçar vínculos interpessoais e facilitar o acesso à cultura e entretenimento.
6. Ambiente físico: tudo o que garante um ambiente seguro e confortável, da iluminação e climatização à distribuição de espaços.

7 passos para investir na qualidade de vida no trabalho

Se você quer garantir a qualidade de vida no trabalho, precisa garantir que sua empresa seja o melhor lugar possível para seus colaboradores. Veja como alcançar esse status em alguns passos.

1. Faça o diagnóstico inicial

Qualquer iniciativa para melhorar a qualidade de vida no trabalho deve partir de um diagnóstico da situação atual da empresa. Para entender como anda esse quesito na organização, você pode combinar resultados da pesquisa de clima com índice de engajamento, por exemplo, ou conduzir uma pesquisa de satisfação mais ampla com todos os colaboradores.

2. Comece pelo ambiente físico

Como vimos, as necessidades humanas básicas devem ser plenamente atendidas antes de qualquer outra iniciativa. Para isso, é preciso garantir um ambiente de trabalho adequado, que siga todas as normas de segurança do trabalho e satisfaça os colaboradores em aspectos como iluminação, ergonomia, climatização, etc. Além disso, é importante ter espaços amplos e áreas para convivência, com uma arquitetura e design diferenciados para estimular a produtividade.

3. Tenha um bom pacote de benefícios

Além de um salário justo, é importante oferecer um pacote de benefícios atrativo para os colaboradores. No caso, você pode ir além dos clássicos vale-refeição e assistência médica, promovendo o bem-estar dos colaboradores com vales-cultura, mensalidade de academia, horários flexíveis e outros benefícios criativos.

4. Ofereça oportunidades de crescimento

Um dos aspectos mais valorizados pelos profissionais atuais na hora de escolher um emprego são as oportunidades de crescimento que a empresa oferece. Então, vale a pena investir em iniciativas de treinamento, auxílio-educação, formações e planos de carreira para os profissionais. Além disso, o próprio trabalho deve permitir que os profissionais desenvolvam novas habilidades e atinjam seu potencial máximo.

5. Reconheça e premie o bom desempenho

O reconhecimento também é um pilar importante da qualidade de vida no trabalho, que atende às necessidades de estima dos colaboradores. Por isso, é importante ter um programa interno para recompensar os profissionais pelo bom desempenho e estimular sua dedicação ao trabalho. O reconhecimento por vir na forma monetária, como no caso de bônus e comissões, ou em iniciativas simbólicas como premiações e menções públicas.

6. Promova uma cultura colaborativa

A cultura organizacional é o ponto-chave da qualidade de vida no trabalho, pois reflete os valores e comportamentos da empresa e precisa ser inspiradora o suficiente para criar um ambiente positivo.

Empresas com uma cultura forte possuem líderes transformadores, equipes colaborativas e estímulo constante à inovação e aprendizagem – tudo o que os colaboradores precisam para se sentir apoiados e engajados no trabalho. Além disso, é preciso enfatizar o bom relacionamento interpessoal e estimular o diálogo aberto entre gestores, times e áreas.

7. Acompanhe a evolução da qualidade de vida

Depois de definir quais iniciativas são melhores para a sua empresa, é importante acompanhar de perto a evolução da qualidade de vida no trabalho. Afinal, estamos falando de um indicador, ou seja, um parâmetro que deve ser medido e aprimorado continuamente.

Para isso, você pode aplicar as pesquisas periodicamente e levar em conta as métricas do RH como índice de engajamento, índice de turnover (rotatividade) e clima organizacional.

A importância de montar um programa de qualidade de vida no trabalho

Durante alguns anos, o programa de qualidade de vida no trabalho tinha um único objetivo: redução de custos, impacto gerado por meio da sinistralidade, do absenteísmo e do presenteísmo.

Todavia, a pandemia mundial da Covid-19 trouxe um novo olhar para os programas: além da saúde física, a conscientização e apoio a saúde mental e felicidade no trabalho. Esse impacto deixou em evidência que os cuidados nessa área e a produtividade sempre caminharam juntos.

Um estudo realizado pela Universidade da Califórnia, com mais de 275 mil participantes revelou que a felicidade leva ao sucesso em praticamente todos os âmbitos da vida, como casamento, saúde, amizade, envolvimento comunitário, e em particular, nosso emprego, carreira e negócios.

Em contraponto, mais um ano a OMS alerta que, somente no Brasil, cerca de 18,6 milhões de pessoas sofrem de ansiedade — o que coloca o país no topo do ranking mundial.

Outro resultado relevante, publicado pelo Instituto Gallup, mostra que 55% dos colaboradores entrevistados no Brasil, vivenciaram o sentimento de “preocupação” uma ou mais vezes por dia, seguido com 46% de estresse, 29% de tristeza e 21% de raiva.

Esses dados, dentro das empresas e lares no Brasil, mudam as direções dos programas de qualidade de vida nas organizações.

O que antes tratava apenas a saúde física, alimentação, tabagismo, controle de peso e os calendários coloridos, passaram a incluir a saúde mental no primeiro plano, com a acesso a profissionais, terapias, meditação, qualidade do sono, empatia, relacionamento interpessoais, além da educação financeira.

Um ponto que vale ressaltar, neste novo cenário, os programas de qualidade de vida passam a ser responsabilidade também da alta liderança, líderes, além da área de recursos humanos, medicina e segurança do trabalho.

Tudo isso porque, o bem-estar dos colaboradores é estratégico para as empresas e não apenas um custo.

O que é um programa de qualidade de vida no trabalho?

Trata-se de uma estratégia necessária para que a empresa seja capaz de proporcionar um ambiente de desenvolvimento saudável para o colaborador.

De modo que exista espaço para o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, bem como, para a saúde física e mental do profissional.

O objetivo é que esse colaborador tenha um excelente desempenho diário, sem que ele necessite se desgastar física ou mentalmente.

Como montar um programa de qualidade de vida no trabalho?

Mas por onde começar um programa de qualidade de vida na sua organização? Abaixo mostro quatro pontos importantes:

1. Conheça seus colaboradores e como está sua saúde e hábitos

Antes de iniciar qualquer programa, é extremamente importante conhecer seu público. Há inúmeras formas para isso, e deve-se avaliar qual é a melhor para o momento que a empresa e colaboradores estão vivendo. Algumas delas são:

  • Perfil Epidemiológico por meio do CID apresentados nos atestados de afastamento;
  • Sinistralidade;
  • Absenteísmo e Presenteísmo;
  • Pesquisa de Clima;
  • Saúde Mental: SELF REPORTING-QUESTIONNAIRE (SRQ-20);
  • Bem-estar: MHC-SP (florescimento);
  • Engajamento no Trabalho: (UWES);
  • Satisfação no Trabalho (EST);
  • Dashboard de plataformas de psicólogos online;
  • NPS;
  • Pesquisa Pulse

2. Diversidade de pessoas e opiniões

Crie squads ou grupos multidisciplinares. O programa de qualidade de vida e/ou bem-estar precisam ter um responsável, que muitas vezes é liderado pela área de Recursos Humanos, ou até, em algumas organizações, o programa fica sob a responsabilidade do CHO (Chief Hapiness Officer).

Porém, para ser mais efetivo e ter engajamento e envolvimento, é importante trazer para a criação do projeto, a diversidade de pessoas, áreas, idades e regiões.

3. Mão na Massa

Sabendo como está a saúde física e mental, além dos hábitos dos seus colaboradores, é preciso compartilhar o resultado com o seu time e montar um planejamento e plano de ação para a implementação do programa de qualidade de vida da empresa.

O plano de ação deve considerar o resultado das pesquisas e métricas da sua população interna, para ter mais efetividade e engajamento, pois trará o que de fato seus colaboradores estão precisando, ou tem afinidade e necessidade com o tema.

Uma grande dica é produzir uma identidade visual para amarrar todas as ações desenvolvidas, criar campanhas, logos, peças de endomarketing para comunicação e divulgação. Depois considere e avalie qual é o meio de comunicação mais assertivo para seu público, assim é mais garantido que ele estará ciente de todos os eventos e ações.

Para a sustentabilidade do programa de qualidade de vida, o plano de ação deve considerar “onde o braço” alcança, dos colaboradores e da empresa. O que isso significa? Faça ações que conseguirá administrar, além de não sobrecarregar e prejudicar as agendas dos colaboradores e a verba destinada ao programa.

Por falar em verba, alguns programas iniciam sem verba destinada, e por não ter, muitas empresas deixam de sustentar a ideia. Caso isso aconteça na sua empresa, comece pequeno e vai apresentando a alta liderança os resultados e indicadores de melhoria. É uma forma de ganhar cada vez mais espaço dentro do planejamento financeiro da empresa.

4. Meça os resultados das suas ações

Os KPIs devem estar no planejamento das ações. Assim, será possível analisar o resultado pontual delas. Aqui pode-se usar algo mais simples como: lista de presença e avaliação de reação.

Os indicadores sugeridos no primeiro passo, devem ser reavaliados de seis a doze meses do início do programa de qualidade de vida. Se for em um período menor, é importante avaliar se conseguirá trabalhar efetivamente com os dados.

Shawn Achor, autor do livro “O jeito Harvard de ser Feliz” cita que empresas inteligentes cultivam ambientes de felicidade porque, cada vez que os funcionários vivenciam uma pequena descarga de felicidade, eles se predispõem à criatividade e à inovação. Conseguem enxergar soluções que de outra forma passariam despercebidas.

No entanto, um projeto robusto, completinho, é muito mais que o custo. Mas lembre-se, escorregadores no escritório, happy hours, campanhas, é uma parte do processo.

O que você deve ter em mente é que é necessário colocar o colaborador no centro do negócio, cuidando, entendendo que ele é seu principal ativo, pois são eles os que atendem os clientes, produzem, criam e entregam. E a qualidade da entrega está ligada diretamente à saúde física, mental e espiritual.

“Não existe cliente feliz, sem colaborador feliz” – Simon Sinek.

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Qual o objetivo do programa de qualidade de vida?

De uma forma genérica, podemos dizer que o objetivo do programa é criar um espaço laboral em que todos tenham a oportunidade de evoluírem.

De modo que, a rotina de trabalho não se torne massiva, desgastante física e emocionalmente por causa do ambiente em que todos os colaboradores convivem.

É óbvio que na empresa existem competições saudáveis. Todavia, a ética das relações de trabalho é algo que deve pesar quando se fala em qualidade de vida na empresa.

Uma vez que, é necessário entender que a ética será o norte necessário para que o programa realmente seja tão eficaz quanto o esperado. Contribuindo para que os colaboradores tenham qualidade de vida, desenvolvimento profissional e boas oportunidades no ambiente de trabalho.

Ética nas Relações de Trabalho e sua relação com a qualidade de vida do profissional

Para Kant a ética formal, são regras ditadas por uma moral conhecida a priori, consequência de ordens moral que devem ser cumpridas incondicionalmente, baseados na universalidade do reconhecimento do que é bom e do que é mau, neste contexto, ética são normas públicas que atingem a todos de maneira geral.

Por isso, a ética obriga a adoção de determinada conduta. Enquanto a moral são regras privadas de foro íntimo que cumprimos por vontade própria, baseado em nossas experiências, preconceitos e ensinamentos

E como aplicá-lo às relações de trabalho? Acredito intimamente que esta pergunta encontra resposta, sem qualquer apologia religiosa, ou discussões de ordem teológicas, que não são neste momento o propósito desta discussão, uma máxima bíblica, “fazei aos outros aquilo que gostarias que fizessem a ti mesmo”.

Aplicação prática de ética no trabalho

Sicrano chega sempre atrasado, ou beltrano é relapso com suas obrigações, em cada um desses casos como eu gostaria de ser tratado se me encontrasse nestas mesmas situações?

Não se está falando em acobertar o erro, em encobrir, as falhas, mas em apontá-las de forma mais humana, objetivando o desenvolvimento pessoal do reclamado, e não sua execração pública.

Às vezes a imagem que temos de nós mesmos, não reflete a realidade do que veem as demais pessoas, porque vocês acham que é tão difícil dar e receber feedback? Por isso devemos pensar sempre, em como gostaríamos de saber isso?

De forma rude e ignorante ou de maneira amável e educada? Certamente responderemos de maneira educada, cordial, e solidária, então porque não adotar como prática de conduta, um comportamento leal, companheiro e solidário?

Toda ação produz uma reação, plantando o bem, colheremos o bem, isso é lógico, quem trabalha no campo, quem vive da agricultura sabe, se eu plantar feijão, não adianta querer colher milho.

É preciso mudar primeiro o que temos de errado em nós para poder depois corrigir o companheiro, é preciso colocar-se no lugar do outro, sentir a sua angústia e solidão, é urgente valorizar o companheiro de trabalho como o ser humano que ele é.

A conduta é responsável por criar o ambiente de trabalho

Devemos ter o compromisso de nos desenvolver e de desenvolver nossos companheiros de jornada, de lhes conduzir para o atingimento de metas e resultados, de nos constituirmos uma equipe de alta performance.

Entre todas as tarefas que nos possam ser confiadas, certamente, desenvolver pessoas é a tarefa mais importante que pode ser confiada a alguém.

E o exemplo de uma conduta ética, de um comportamento empático, de um comprometimento verdadeiro com os problemas e limitações de nossos colegas, certamente fará com que o trabalho flua com muito mais facilidade e desenvoltura.

É claro que pode e deve existir concorrência entre as pessoas, é salutar a competição para os seres humanos, mas uma competição leal, companheira, com fins ao crescimento pessoal e profissional, afinal, ser competitivo não é ver o colega de trabalho como um inimigo que precisa ser eliminado.

Mas sim como uma referência a ser ultrapassada, é tê-lo como padrão de crescimento e desenvolvimento, é orgulhar-se de compartilhar com ele as lutas do dia a dia.

É urgente melhorar a qualidade das nossas relações de trabalho, e ser ético é, portanto, a melhor forma de se atingir estes resultados, de construir relações verdadeiras e duradouras, de estabelecer um clima de cooperação e confiança.

Mas para ser ético é preciso ter caráter, é preciso ter a capacidade de se indignar diante de injustiças e deslealdade.

Aspectos essenciais para você ter mais qualidade de vida no trabalho

A qualidade de vida no trabalho interfere nos resultados das empresas? A pergunta, relativamente simples, pode causar estranheza aos mais desavisados.

Afinal, o local onde desenvolvemos nossas atividades profissionais deveria ser, também, um lugar propício ao relaxamento e ao bem-estar?

Para isso, é indispensável que eles sintam prazer nas funções que desempenham, no ambiente de trabalho e nas relações interpessoais. É essa sensação de bem-estar que vai garantir resultados positivos para a organização. 

Portanto, o conceito de qualidade de vida no trabalho prega a promoção e a implementação de diversas melhorias que possam garantir a saúde e o bem-estar, pessoal e profissional, dos colaboradores. 

8 dicas para melhorar a qualidade de vida no trabalho

Fora da teoria, melhorar a qualidade de vida no trabalho exige ações práticas, tanto no ambiente presencial quanto no home office. Nesse contexto, algumas exigem investimento, outras são bastante simples e pedem apenas a mudança na cultura organizacional

Pensando nisso, elencamos 8 dicas para tornar o ambiente laboral um bom lugar para o que as empresas têm de mais valioso: as pessoas.

1. Organize a rotina

Manter a organização para executar as atividades diárias contribui para otimizar o tempo e priorizar o que realmente é necessário. Uma agenda, física ou eletrônica, pode ajudar nessa tarefa. Então, anote o que precisa fazer, reuniões previstas e outros compromissos. 

Ainda, defina momentos do dia para atividades comuns, como ler e responder e-mails, fazer planejamento, receber pessoas ou outras que exijam alguma burocracia. Organizar a rotina torna a vida profissional menos caótica. 

2. Defina prazos para realizar as tarefas

Algumas atividades não têm uma data definida de entrega, mas precisam ser concluídas. Por isso, acostume-se a definir prazos para tudo o que deve fazer. Se possível, divida as tarefas em etapas menores, como pequenas metas por período. 

Mas lembre-se que definir prazos não é só função das lideranças. O RH também pode contribuir organizando cronogramas para a resolução de tarefas que dizem respeito a vários setores. Portanto, divulgue os calendários de produção em redes internas, assim, todos podem acompanhar as entregas. 

3. Priorize o clima organizacional

Contar com equipes unidas e motivadas gera um ambiente de trabalho saudável e leve. Nesse contexto, os colaboradores sentem prazer em realizar suas funções e buscam alcançar os objetivos previstos pela organização.

Sendo assim, promova dinâmicas para qualificar os relacionamentos interpessoais entre gestores e colaboradores. Ainda, sempre que possível, dê feedbacks sobre os resultados atingidos e o desempenho dos profissionais para manter o clima em alta. 

Veja também:
Ferramenta gratuita: Pesquisa de Clima na prática: Questionário completo

4. Foco e disciplina são fundamentais

As empresas lidam com um grande volume de informações diariamente. Esse cenário pode prejudicar a disciplina e a concentração, já que é possível surgir brechas para a procrastinação, um problema que pode afetar até mesmo o profissional mais dedicado. 

Logo, para fortalecer a qualidade de vida no trabalho, estabeleça intervalos de descanso bem definidos. Mas não perca o controle para que a conclusão das tarefas não seja prejudicada. 

5. Use a tecnologia para aumentar a produtividade

Embora alguns profissionais de Recursos Humanos tenham receio, a tecnologia não pretende tirar o lugar de ninguém. Pelo contrário, ela é uma grande aliada do RH e se tornou protagonista nas empresas, já que oferece ferramentas para otimizar a rotina de trabalho, simplificar a burocracia, minimizar erros e evitar o retrabalho. 

Nesse sentido, a Sólides auxilia as organizações a desenvolverem melhor a gestão de pessoas. Para isso, criamos softwares específicos para pesquisa de clima organizacional e de engajamento, além de muitos outros. 

Assim, os gestores conseguem conhecer a impressão que os colaboradores têm sobre o ambiente de trabalho. 

6. Buscar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional

O tempo que passamos no trabalho é bastante longo para ser mal aproveitado ou frustrante.

Por isso, para evitar o adoecimento físico e mental, os colaboradores precisam saber equilibrar a vida pessoal com a profissional. E a gestão de pessoas pode contribuir para isso. 

Uma maneira disso acontecer é promover políticas claras sobre a jornada de trabalho e somente cobrar horas extras quando for necessário.

Mas quando elas estiverem acima do aceitável, sugira que o colaborador troque horas por períodos de folga. 

7. Incentive práticas saudáveis na empresa

Incentivar e promover práticas saudáveis também é uma forma de ajudar os colaboradores a equilibrar vida pessoal e profissional.

Nesse sentido, a gestão de pessoas pode sugerir o uso de transportes alternativos, como a bicicleta. Para isso, é importante ter uma estrutura adequada com bicicletário e vestiário. 

Além disso, é interessante estimular bons hábitos alimentares, mudando o cardápio do refeitório, se for o caso, ou transmitindo informações sobre comida saudável e nutrição.

Outra iniciativa eficaz é implementar a prática de ginástica laboral, bastam alguns minutos por dia para pequenos alongamentos e movimentos que trarão muitos benefícios. 

Por fim, se houver possibilidade, promova atividades esportivas que envolvam diferentes setores. Além de saudável, isso contribui para o engajamento dos times. 

8. Qualifique o ambiente de trabalho

Conquistar qualidade de vida no trabalho não exige grandes investimentos. Talvez um pouco no quesito melhorias no ambiente. Se a empresa tiver orçamento para criar uma sala de descanso ou de jogos, perfeito.

O retorno dos recursos aplicados virá no aumento da produtividade e do engajamento.

Por outro lado, se o caixa está enxuto, uma alternativa interessante é organizar uma pequena biblioteca para os colaboradores. A empresa pode doar obras para o acervo e estimular os funcionários a trazerem livros e trocarem entre si. 

Outras ações de baixo custo, mas que trazem ótimos retornos, são melhorias na luminosidade dos ambientes, na acústica e na temperatura do espaço de trabalho.

Por fim, não descuide da ergonomia dos móveis e equipamentos, já que existe uma regularização para este fim, a NR17

Como você viu nesse conteúdo, a qualidade de vida no trabalho pode ser responsável pela satisfação dos profissionais ou o motivo para pedirem desligamento de suas funções. 

Dessa forma, entre uma opção e outra, a empresa pode perder em produtividade, resultados e engajamento, além de desperdiçar talentos. Pense nisso!

Quais os benefícios da qualidade de vida no trabalho?

A qualidade de vida no trabalho é relevante sob dois aspectos: para a empresa e para o trabalhador.

No caso dos colaboradores, há benefícios pessoais e profissionais. Mas além da motivação para evoluir em suas carreiras, a QVT provoca bem-estar e satisfação no ambiente corporativo

Ademais, as vantagens para as empresas são muitas. Além de torná-las mais competitivas, é possível atrair profissionais de alta performance, comprometidos e capazes de entregar os melhores resultados. 

Confira outras razões que tornam os investimentos em qualidade de vida tão importantes para as organizações:

  • aumenta a produtividade;
  • melhora o clima organizacional;
  • atrai talentos;
  • promove maiores lucros;
  • potencializa os resultados positivos do capital humano;
  • gera inovação e qualidade nas entregas. 

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