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Qvt: benefício ou custo para as organizações?

Revolução Industrial (século XVIII), época marcada pela exploração dos funcionários de maneira desumana, onde até crianças eram obrigadas a trabalhar. A precariedade nas fábricas era visível, e os empregados tinham que se adaptar às péssimas condições de trabalho, além de receberem salários baixíssimos. Não havia nenhuma regulamentação sobre direitos trabalhistas, e todos eram submetidos a trabalharem exaustivamente, sem seguir uma carga horária semanal justa. Além de não receberem férias, 13º salário, descanso semanal, o que proporcionou muita revolta, levando os trabalhadores a clamar pelos seus direitos.
É fato que, atualmente, algumas organizações parecem ainda viver na época da Revolução Industrial, e por vezes, ainda conduzem o ambiente de trabalho voltado para seres totalmente mecanizados e condicionados, sem estímulos e motivações, e a se sentirem totalmente descartáveis. Defendem a velha política de que o pagamento do salário no final do mês, já é o bastante para contribuir com a satisfação do seu colaborador, visto que a remuneração não é o único fator motivacional, e encaram qualquer benefício que possa ser feito, como custo.
A insatisfação no quadro de funcionários remete a fatores problemáticos e de impactos negativos, como absenteísmo, turn over, estresses constantes, desatenção para com o trabalho, entre outros.
É possível acreditar que a Revolução Industrial, surgiu como termômetro para conscientizar o mundo para mudanças benéficas, principalmente no que se refere à vida do trabalhador. Nos tempos atuais, as organizações precisam se adaptar a tais transformações, buscar inovações em sua gestão administrativa, e se curvar para a valorização do seu capital humano. Sabe-se que para se manter no mercado, é preciso investir de forma holística, no que se tem de mais precioso dentro das empresas, que são as pessoas.
É de suma importância que as empresas acordem para o tema Qualidade de Vida no Trabalho, com a intenção de não só implantar tal programa, como também de gerir e acompanhá-lo de maneira intensa, para que não chegue ao ponto de dispersar sua essência. Vale lembrar que um funcionário motivado, irá atender os clientes de maneira satisfatória, proporcionando assim retorno positivo, principalmente para a imagem da empresa.

Algumas dicas de como manter um funcionário motivado:

• Escrever cartas a punho, e enviar para o endereço do funcionário, elogiando seu trabalho (valorização);

Nova call to action

• Proporcionar pelo menos uma vez por mês, durante uma hora do expediente, um ambiente para relaxamento, com músicas, mensagens de otimismo, (redução do estresse, melhora na relação interpessoal);

• Custear parte no pagamento de Faculdades, e ou cursos de um modo geral (incentivo ao nível intelectual);

• Observar a qualidade da alimentação fornecida pela empresa, fazendo pesquisas de
satisfação e colhendo dicas de melhorias no cardápio (saúde e ambiente saudável);

Ao implantar o programa QVT, precisa-se de um planejamento prévio e gerenciamento adequado, observando e acompanhando sempre as metas a serem alcançadas, para enfim obter sucesso esperado.

Goris Passos
Pós-graduação em Gestão Estratégica em Recursos Humanos pela Faculdade Joaquim Nabuco , Graduada em Turismo pela Faculdade Integrada do Recife

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